sábado, 13 de outubro de 2012

O Gato da bruxa


Animal muito ligado ao misticismo e às pessoas que estão envolviadas com a magia, o gato é um animal de simbologia mais controversas. Várias culturas o admiram, enquanto várias outras o temem. Não é novidade que a cultura católica o viu como o diabo durante a Idade Média, quando a aparição de um gato negro podia indicar uma bruxa no local.
Os celtas tinham lendas em que o gato figurava tanto como héroi como vilão.
Para os budistas, o gato e a serpente eram criticados por não terem se comovido com a morte de Buda, mas se analisarmos bem, a reação dos animais pode ser um sinal de sabedoria, pois eles sabiam da continuidade de tudo, não vendo razão para se lamentar.
  O Gato é associado à Grande Deusa (deus principal da antiga cultura pagã de quem as bruxas são sacerdotisas), portanto, ao ciclo: Fecundidade - Fertilidade - Sexualidade - Água - Lua (base da religião da deusa). Essa associação foi feita devido ao fato dos olhos dos gatos brilharem à noite, deles conseguirem se deslocar sem ruído, copularem abertamente e da cor de seus pêlos variarem, como a cor da lua, do branco ao vermelho e ao preto...

Dessa forma, ao possuir um gato, a feitiçeira teria uma ponte com a deusa que a cultua. Para as bruxas, a cor negra, diferente do que os católicos pensam, não é uma cor negativa, nem tampouco é a cor do mal. Ao contrário, o preto é a cor que melhor canaliza as energias criadoras e melhor concentra o poder. Assim, o gato preto é o mais poderoso dentre os demais.
Mas essa predileção das bruxas pelos gatos, fez com que eles ficassem em uma situação complicada... Para acabar com o paganismo, que era muito forte em certas regiões, qualquer coisa relacionada àquela religião foi considerada uma prática demoníaca pelos católicos. E obviamente não foi diferente para os bichanos. Era comum queimarem feitiçeiras com a sua mascote felina junto, especialmente se fosse preto.

No Japão os gatos também eram temidos. Seu jeito dissimulado gerava desconfiança. Acreditava-se que eram capazes de matar as mulheres e tomar a sua forma. Para a cabala e o budismo, o gato é associado à serpente, e traz para o mundo o "pecado". Essa simbologia do pecado o fez ser retratado em algumas vezes aos pés de Cristo.

Mas não eram só as bruxas que gostavam dos gatos. No Egito Antigo era considerado um animal sagrado, pois estava ligado à deusa Bastet, considerada deusa do amor e benfeitora da humanidade. Dessa forma, nenhum mal podia ser feito a este animal. Muitos eram mumificados depois de mortos e levados a Bubástis, a necrópole dos gatos. Conta uma lenda que os egípcios  perderam uma guerra porque seus inimigos, sabendo deste amor pelos gatos, amarraram os bichanos em seus escudos e, por isso, não  foram atacados.
Os gatos igualmente eram considerados sagrados na antiga religião germano-escandinava, pois a deusa Fréia (deusa do amor), possuía um carro puxado por gatos brancos. Na China, os gatos eram considerados animais benfeitores, já que eram ligados a ritos agrários. Os celtas também possuíam um deus-gato. E Diana/Ártemis, da mitologia greco-romana, fugiu do Olimpo na forma de uma gata, por causa do ataque de Tifão.

O gato também está associado ao dom da clarividência e da divinação: talvez por isso as bruxas gostem de tê-lo por perto, para que seus poderes se desenvolvam com maior facilidade. Partindo desse princípio, os senhores e senhoras das runas dos antigos povos nórdicos, usavam durante sua função divinatória, sapatos de pele de gato e um gorro forrado de pele de gato branco.

Atualmente em nossa cultura o gato é visto como um animal positivo. É considerado o segundo animal de estimação preferido, perdendo apenas para os cães. Na França, alisar um gato dá sorte. E, ao contrário do que muitos dizem, o gato pode ser um grande companheiro de seu dono e trazer muito amor e alegria a uma casa.

Os seguidores da Deusa acreditavam que uma gata dentro do quarto de uma mulher que está tendo um filho ajuda no parto. Possuir um gato em casa traz equilíbrio à energia feminina e ao lado emocional e espiritual. Desta forma, caso não seja possível ter um gatinho de verdade, uma representação já ajuda a obter os bons fluídos que este animal traz.

A função mágica do gato é despertar a visão para os mistérios, dando entendimento e clarividência. Também trabalha a graça e a sutileza, a elegância e o charme. Invoca-se o gato quando queremos despertar ou aumentar também a intuição ou a sabedoria. Ele ajuda a conquistar a independência, a liberdade. Sua habilidade de cair de pé pode ajudar seus protegidos a sair de situações embaraçosas ou perigosas com rapidez e pose inacreditáveis. O gato também evoca sagacidade, reflexo rápido e engenhosidade, sabendo aguardar o momento certo para se lançar sobre seus objetivos. A sombra do gato, por outro lado, revela apreço pelo conforto e preguiça.

Ritual do gato para visões místicas


Este é um ritual muito simples. Numa lua nova, em um aposento tranquilo, fique diante de um gato. Acenda uma vela negra entre vocês dois. Observe o gato atentamente e sinta-se fundir a ele. Sinta que ele está em você e vocês são um só. Diga:

"Bastet, una-se a mim. Dê-me a visão. Desperta a magia. Descortine o oculto. Como o gato, eu agora vejo no escuro."

 Vá murmurando isso enquanto observa o gato. Se ele sair de onde está, Bastet acha que ainda não é hora de atender seu pedido. Tente novamente outro dia. Se ele sair correndo como se tivesse visto o diabo, um outro animal surgiu e o assustou. Verifique se seu animal totem não é um antagonista natural do gato. Se no entanto, o gato ficou ali o tempo todo, Bastet atendeu o seu chamado e você passará a ter visões místicas, seja em sonho, seja a sua volta. 

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