terça-feira, 25 de junho de 2013
Deus Leshi
Vindo do folclore eslavo, o Leszy ou leshi é um espírito protetor da floresta e animais, assim como o brasileiro curupira. Muitas vezes é apontado com elfo ou troll da floresta. Ele é conhecido por uma dezena de nomes incluindo lesiy, leshy, lesovik, lesij, or leshii. É aparentado do homem selvagem (woodwose) da Europa Oriental e do Basajaun da República Basca. Tem a habilidade de mudar de forma, sendo portanto um tipo de metamorfo (ser capaz de alterar sua forma), podendo se transformar em qualquer animal e planta. Aliás, uma de suas formas preferidas é de um pequeno cogumelo falante, que apesar de parecer engraçado, não é, pois se ele perceber que o intruso é uma ameaça para ele ou a floresta, ele o mata rapidamente.
A sua aparência é de um homem alto, mas pode virar uma monte de grama ou uma árvore alta. O cabelo e a barba são feitos de grama e vinhas. Pode ter cauda, cascos e chifres de cervo. Tem pele pálida contrastando com brilhantes olhos verdes. Mais do que ver um você pode ouvir um, assoviando, chorando, gritando, cantando. Esse tipo de truque é o ideal para enganar pessoas e também é utilizado pelo wendigo. Ele imita a voz de alguém conhecido, atraindo as pessoas para de suas cavernas e batendo nelas até quase matá-las. Também tem o poder de te deixar tonto e doente. A gênese da lenda seriam fantasmas de ermitões e pessoas que tiveram morte súbita em florestas.
Ele comanda ursos e tem uma espécie de ligação com os lobos. Se você encontrar com um, para enganá-lo basta colocar todas as roupas ao contrário e trocar os sapatos de pé. Fazê-lo rir também funciona e também sacrifícios. Se isso não bastar, incendiar a floresta serve de distração também, pois ele vai tentar apagar o fogo dando tempo de você fugir.
Como muitos espíritos protetores da floresta, eles não são essencialmente maus,mas gostam de atormentar humanos com brincadeiras de mau gosto, como sumir com o gado e ovelhas, fazer camponeses se perderem e raptar mulheres jovens…
Estranhamente, pessoas podem fazer pactos com eles. Basta entregar cruzes a ele ou partilhar da comunhão após sair da igreja. Após esse pacto ele terá prosperidade em suas terras e o camponês irá aprender tipos de mágica com o espírito.
Fonte: Lendas e contos
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Deuses,
Mitologia Eslava
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
O elemento regente de cada signo
ÀRIES
De 21 de Março a 20 de Abril
Elemento: fogo
Planeta regente:Mercurio
O símbolo de Áries é o carneiro. Primeiro signo do elemento fogo, representa a impulsividade, iniciativa, ação, urgência, coragem, egoísmo, imediatismo. Áries é o combate, o uso da força e da iniciativa, a busca de auto-afirmação. A motivação ariana direciona-se para a ação decidida, "derrubando" os obstáculos. Signo de espontaneidade nas reações, que são imediatas. Áries primeiro age, para depois refletir.
Características: independência, ação, coragem,
pioneirismo, liderança, franqueza, auto-afirmação, força física,
agressividade, teimosia, autoritarismo, egoísmo, rápido desinteresse.
Signo imediatista, com dificuldade na persistência, podendo mudar de
objetivos com freqüência. Há uma tendência em áries para buscar uma
causa pela qual empenhar sua luta e energia.
TOURO
De 21 de abril a 20 de maio
Elemento: terra
Planeta regente: Vênus
Touro é o símbolo da produtividade e persistência, do ritmo lento e decidido. É o primeiro signo do elemento terra, muito ligado às sensações físicas. A regência de Vênus dá aos taurinos afetividade, sensualidade e uma certa indolência. Signo que representa a busca de estabilidade e segurança, com tendência à possessividade e acumulação, o que gera dificuldade com as mudanças. Touro prefere os caminhos seguros e conhecidos.
Características: paciência, persistência, sensualidade, busca de paz,
praticidade, estabilidade, sentido da forma e estética, harmonia,
beleza, acomodação, teimosia, obstinação, materialismo, ciúme,
possessividade. O taurino motivado pelo afeto (ou pelo materialismo...)
busca com muita dedicação os seus objetivos, mas deve perceber quando é
necessário desapegar-se.
GÊMEOS
De 21 de Maio a 20 de Junho
Elemento: ar
Planeta regente:Mercúrio
O símbolo de gêmeos indica a inquietação, a
curiosidade, a inconstância. Signo que simboliza a dualidade. Primeiro
signo do elemento ar, representa a inteligência, a comunicação, as
conexões mentais, o movimento e o relacionamento com o meio
circundante. A regência de Mercúrio simboliza a busca do entendimento
mental e o desejo de liberdade de expressão e movimento.
Características: comunicabilidade, inteligência, instabilidade, variedade de interesses e objetivos, curiosidade, mutabilidade, dispersão, versatilidade, superficialidade. Gêmeos se relaciona com o que está a sua volta por meio da comunicação e da busca de entendimento mental.
CÂNCER
De 21 de Junho a 21 de Julho
Elemento: água
Planeta regente:Lua
O símbolo gráfico de câncer sugere um fechamento protetor, um "ninho", um abrigo, símbolo também da gestação e da maternidade. Primeiro signo da água representa a sensibilidade, o sentimento, a nutrição emocional. O caranguejo é de movimentos cuidadosos, protegido por sua casca, vivendo entre a água e a terra. Com suas antenas para a frente e o rabo para trás, o caranguejo expressa a fé e a gratidão. Signo regido pela lua, que é o domínio do inconsciente, das emoções, do sonho, da imaginação.
Características:
proteção, receptividade, sentimentos, sensibilidade, ternura,
criatividade artística, intuição, carência, comportamento "lunático",
fantasia, impressionabilidade, vulnerabilidade psíquica e emocional,
insegurança, dificuldade de cortar o "cordão umbilical", de romper com
o passado. O canceriano é um ser que vive em função de seus
sentimentos e imaginação, com grande sensibilidade e intuição. Tem
fases, como a lua...
LEÃO
De 22 de Julho a 22 de Agosto
Elemento: fogo
Planeta regente: Sol
Signo de liderança, de força criativa, entusiasmo e afetividade expansiva. É o fogo em sua "majestade" e exuberância. Símbolo de segurança frente ao meio exterior. O leonino busca o reconhecimento, e devido a isso pode se expressar de forma firme, dramática ou arrogante e autoritária. É regido pelo astro-rei Sol, o que confere brilho e criatividade.
Características: emoção, força
criadora, poder, comando, generosidade, espontaneidade, intuição,
liderança, orgulho, vaidade, dramaticidade,exibicionismo, ego
inflado. Leão tem a tendência a ser o centro das atenções, e esta
particularidade pode expressar-se de forma positiva ou negativa.
VIRGEM
De 23 de Agosto a 22 de Setembro
Elemento: terra
Planeta regente:Mercúrio
Signo que simboliza a necessidade de separar "o joio do trigo", concentrando-se na seleção, aperfeiçoamento e qualidade daquilo que é feito. Busca a discriminação, no sentido de atingir uma realidade "perfeita".
O símbolo do signo retrata a purificação e a colheita.
Características:
Desejo de servir e ser útil, mente prática, análise, ordem, aperfeiçoamento, dedicação, detalhe, perfeccionismo, crítica, exigência, inquietação, sentimento de culpa ou de inferioridade, timidez.
O trabalho é um fator importante na vida dos virginianos, e a forma como se conduz perante ele, o afeto ou não com que realiza suas funções são determinantes para sua saúde e bem-estar. Virgem tem muito a colaborar, especialmente no aperfeiçoamento de instrumentos, técnicas e do trabalho em si.
LIBRA
De 23 de Setembro a 22 de Outubro
Elemento:Ar
Planeta regente:Vênus
Libra é representado na balança, símbolo do
equilíbrio e da justiça. É o signo que inaugura a fase social do
zodíaco, isto é, libra se volta para os relacionamentos, em busca da
associação, da parceria, sobretudo mental, já que é um signo do ar.
Busca uma relação "igual", justa.
Características: senso estético,
busca de harmonia e paz, necessidade de associação e relação,
cooperação, diplomacia, imparcialidade, dificuldade em decidir,
dependência, insegurança, falta de profundidade. Devido à regência
venusiana, os nativos de libra têm apurado senso estético e de
harmonia, o que contribui para sua criatividade. É um signo voltado
para os relacionamentos, para o companheirismo (libra ama a relação
mais do que o amor...) mas que deve aprender de seu oposto, áries, a
ser mais decidido e autônomo.
ESCORPIÃO
De 23 de Outubro a 21 de Novembro
Elemento: água
Planeta regente:Plutão
Escorpião é o relacionamento aprofundado, pois é
um signo da água, de fortes emoções. Representa a fase de
transformação e renovação do zodíaco. É a intensidade emocional, a
paixão, o sexo, a necessidade de penetrar nos mistérios do ser humano e
da vida, e o renascimento pessoal e dos relacionamentos.
Características: profundidade, magnetismo, sexualidade, envolvimento
emocional, persistência, perspicácia, senso de pesquisa, intuição,
desapego, reciclagem, capacidade de cura, desconfiança,
inflexibilidade, obsessões, lutas de poder, controle excessivo, ciúmes
e vingança. A regência de Plutão sinaliza que escorpião tem um
potencial curador, pois está orientado para o âmago das experiências,
os mistérios, o oculto, a sexualidade. Mas precisa se tornar amigo de
seus instintos e emoções, para que estes não tenham poder destrutivo.
SAGITÁRIO
De 22 de Novembro a 21 de Dezembro
Elemento:Fogo
Planeta regente: Júpiter
Sagitário representa a expansão dos horizontes,
que pode ser física, mental, cultural, espiritual. É a busca do
abstrato, do sentido da vida, de uma ampla compreensão que leve à
sabedoria. O símbolo do signo, a flecha, representa as metas, os
ideais, os objetivos, que estão sempre apontados para novos alvos.
Características: idealismo, desejo de liberdade e aventura, expansão,
franqueza, aspirações, novos horizontes, otimismo, alegria,
jovialidade, intuição, dom profético, exageros, fanatismo, rigidez,
dogmatismo, moralismo, falta de tato, inquietude. Sagitário possui a
missão de divulgar o conhecimento, de passar adiante os ensinamentos e
experiências que vai adquirindo ao longo da vida. Representado na
figura mitológica do centauro (metade animal, metade humano) que
simboliza a busca de união entre os instintos e o conhecimento.
CAPRICÓRNIO
De 22 de Dezembro a 20 de Janeiro
Elemento:terra
Planeta regente: Saturno
Regido por Saturno, o "senhor do tempo e da
razão", capricórnio representa a estabilidade, a praticidade, o
esforço, a ambição, as conquistas sólidas e duradouras, a determinação
em vencer obstáculos. Signo orientado para o trabalho, a disciplina, a
persistência. Capricórnio é a ordem estabelecida, e também o esforço
em direção ao cume das realizações.
Características: responsabilidade,
dever, trabalho, organização, prudência, seriedade, repressão,
isolamento, depressão, dificuldade em relaxar, em sentir, pois está
muito voltado para o aspecto prático e realizador. Capricórnio deve
aperfeiçoar e desenvolver suas metas, com o objetivo de tornar sólidos
e duráveis os frutos de seu esforço. Entretanto, deve aprender de seu
signo oposto, câncer, a lidar melhor com a sensibilidade e as
emoções.
AQUÁRIO
De 21 de Janeiro a 19 de Fevereiro
Elemento: Ar
Planeta regente:Urano
Aquário é um signo progressista, vanguardista,
pois é regido por Urano, planeta das mudanças súbitas, da inovação de
pensamento. Signo que representa o futuro, as reformas sociais e tudo o
que é alternativo. Aquarianos valorizam a liberdade, a independência,
a amizade e a fraternidade. Têm como missão a abertura de
mentalidade. São imprevisíveis, idealistas e criativos.
Características: inventividade, originalidade, intuição, visão larga,
sem preconceitos, humanitarismo, afeto impessoal, desejo de mudança,
rebeldia, excentricidade, nervosismo. As telecomunicações, a
tecnologia, as invenções, os ideais humanitários, a inovação, os
grupos, e a própria astrologia possuem afinidade com a energia
aquariana.
PEIXES
De 20 de Fevereiro a 20 de Março
Elemento:água
Planeta regente:Netuno
Peixes é o final do zodíaco e traz consigo a lição
e experiência de cada um dos signos que o antecedem. A regência de
Netuno representa o contato com o invisível, o plano sutil, a
sensitividade, a mediunidade, a fé, o sacrifício, como "sacro-ofício",
o que pode levar os nativos do signo ao papel de mártir, ou de
vítima...
Características: intuição, receptividade, percepção
sensível, afetividade, inspiração, arte, impressionabilidade,
mediunidade, imaginação, romantismo, criatividade, empatia, sonhos,
fantasia, ilusão, confusão, escapismo. O melhor direcionamento para
este signo da água é buscar o desenvolvimento espiritual e criativo,
para que sua sensibilidade seja canalizada positivamente.
Fonte: Http://www.isabelmueller.com.br
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Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Santa Sara ou Cigana Sara
Santa Sara Kali é a padroeira dos roma (ciganos).
O seu nome, tal como o de Sara no Antigo Testamento,
pode ser um nome hebraico que indica uma mulher de alta sociedade, que
algumas vezes é traduzido como “princesa” e outras “senhora”. Já o
epíteto Kali deve significar "negra", da língua indiana sânscrito, pela sua tez ser escura. Seu culto se liga ao das Virgens Negras.
As lendas a identificam como a serva de uma das três mulheres de nome Maria que estavam presentes à crucificação de Jesus.
Algumas falam que ela seria serva e parteira auxiliar de Maria,
e que Jesus, por esta te-lo trazido ao mundo, teria uma alta estima por
ela. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a
cidade de Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maxíminio.
Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e
Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar
ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço.
Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem,
foram amparadas por um grupo de ciganos.
A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos.
Fontes variam: se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa
regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo
ciganos de todo o mundo.
Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (romi)
que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao
terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.
As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de
atender todos os que depositam verdadeira fé nela. Santa Sara é a santa
dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.
Oração a cigana Sara
Opacha, Opcha, minha Sta.Sara Kali, mãe de todas as tribos ciganas dessa Terra ou do além túmulo.
Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas.
Rezo invocando teu poder, minha poderosa Sta. Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés. Santa Sara me ajude!
Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagrosos.
Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou.
Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigano ou não cigano, bondosa.
Santa Sara,abrande os leões que rugem para me devorar.
Santa Sara, afugente as almas perversas para que não possam me enxergar.
Ilumine minha tristeza para a felicidade chegar, Rainha.
Atravessaste as águas dos rios e do mar por cima delas e não afundaste, eu invoco teu poder para eu não afundar no oceano da vida.
Santa Sara, sou pecador, triste, sofrido e amargurado.
Me traga força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos, Mãe, Senhora e Rainha das Festas Ciganas .
Nada se pode fazer numa Tenda Cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido Santa Sara Kali.
Tocam os violinos,caem as moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo, louvando o Povo de Santa Sara Kali.
Salve o povo cigano.
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Simplesmente Magia
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Djinns
Um Djinn é uma espécie de espírito que rege o destino de alguém ou de um lugar. O termo em grego para o mesmo conceito é daimon e pode ser empregado como um equivalente em português ao árabe "jinn"uma vez que na mitologia árabe pré-islâmica e no Islã, um jinn (também "djinn", "djin" ou "djim") é um membro dos jinni (or "djinni"), uma raça de criaturas sobrenaturais.
Gênio é a tradução usual em português para o termo árabe jinn, mas não é a forma aportuguesada da palavra árabe, como geralmente se pensa. A palavra em português vem do Latim genius, que significa uma espécie de espírito guardião ou tutelar do qual se pensava serem designados para cada pessoa quando do seu nascimento. Portanto, o gênio é concebido como um ente espiritual ou imaterial, muito próximo do ser humano, e que sobre ele exerce uma forte, cotidiana e decisiva influência. A palavra latina tomou o lugar da palavra árabe, com a qual não está relacionada. O termo parece ter entrado em uso no português através das traduções francesas d' As Mil e Uma Noites, que usavam a palavra gênio como tradução de jinni, visto que era similar ao termo árabe em som e significado, uso que acabou se estendendo também para o português. No árabe, a palavra "jinn" significa literalmente alguma coisa que tem uma conotação de dissimulação, invisibilidade, isolamento e distanciamento.
Entre os arqueólogos lidando com antigas culturas do Oriente Médio, qualquer espírito mitológico inferior a um deus é frequentemente referenciado como um "gênio", especialmente quando descrevem relevos em pedra e outras formas de arte. Esta prática se inspira no sentido original do termo "gênio" como sendo simplesmente um espírito de algum tipo, frequentemente sendo associado a algum dos elementos da natureza, das artes, vícios etc.
De acordo com a mitologia, os jinni foram criados dois mil anos antes da criação de Adão e eram possuidores de elevada posição no paraíso, grosso modo igual ao dos anjos, embora na hierarquia celeste fossem provavelmente considerados inferiores àqueles. Depois que Deus fez Adão, todavia, sob a liderança do seu orgulhoso líder Iblis, os jinni se recusaram a curvar-se perante a nova criatura. Pela sua má conduta, os jinni foram expulsos do paraíso, tornando-se entes perversos e asquerosos. Iblis, que foi atirado com eles na Terra, tornou-se o equivalente do Satanás cristão.
Na Terra, os jinni teriam adotado as míticas Montanhas Káf (que supostamente circundam o mundo) como seu lar adotivo. É dito que eles são feitos de ar e fogo e possuem a capacidade de assumir qualquer forma humana ou animal. Por isso, os jinni podem residir no ar, no fogo, sob a terra e em praticamente qualquer objeto inanimado concebível: pedras, lamparinas, garrafas vazias, árvores, ruínas etc. Na hierarquia sobrenatural, os jinni, embora inferiores aos anjos caídos das hordas de Lúcifer, são obstante extremamente fortes e astuciosos. Eles possuem todas as necessidades físicas dos humanos, podendo até mesmo serem mortos, mas estão livres de quaisquer restrições físicas.
Apesar do descrédito que foram recebendo ao longo da história, de alguns diz-se que possuem uma disposição favorável em relação à humanidade, ajudando-a quando precisa de ajuda, ou mais provavelmente, quando isto é conveniente para os interesses do jinn. Na maioria dos casos citados na literatura e no folclore, contudo, eles se divertem em punir os seres humanos por quaisquer atos que considerem nocivos, e são assim responsabilizados por muitas moléstias e todos os tipos de acidentes. Todavia, quem conhecer os necessários procedimentos mágicos para lidar com os jinni, pode utilizá-los em proveito próprio.
Tipos de Jinni
- Ghul (ou Ghoul): espíritos traiçoeiros que mudam de forma;
- Ifrit: espíritos diabólicos;
- Si'la: espíritos traiçoeiros de forma invariável.
- Marid: espíritos benignos de forma variável.
A crença nos Djinn era corrente na antiga Arábia, onde se dizia que inspiravam poetas e adivinhos. O próprio Profeta Muhammad temeu a princípio que as revelações divinas que lhe foram feitas pudessem ser obra dos Djinn. O fato de que posteriormente tenham sido reconhecidos oficialmente pelo Islamismo implica que eles, como os seres humanos, serão eventualmente obrigados a encarar a salvação ou a danação perpétua.
Segundo Mohammad cada enviado de Deus legaliza ou ab-roga crenças antigas analisando quais partes delas são verdadeiras ou não. No caso Mohammad canonizou a existência dos "gênios" Djinn, porém fez grandes modificações de como ela era anteriormente creditada. Segundo Mohammad que trazia mensagens de Deus, os Djinn nada mais são do que se chama no Brasil de "espírito desencarnado", porém eles mesmos não são desencarnados porque nunca encarnaram.
A palavra Djinn (Gênio) como ficou conhecida no ocidente vem justamente do árabe Djinn, em árabe porém quer dizer "aqueles que não se pode ver", uma referência clara ao que se chama de "espíritos desencarnados" em crenças modernas. Quando então se vai a um centro a pessoa recebe na verdade segundo Mohammad, um Djinn e o Djinn recebe a pessoa, porém tais comunicações foram vetadas por Mohammad.
Como tem livre arbítrio os Djinn são iguais a nós: serão julgados por seus atos.
Segundo Deus revelou no Alcorão o homem e todos os animais surgiram da água e o homem também de um sanguessuga (algo que se agarra) na barriga da mãe (o feto parece um sanguessuga), mas a pele do homem é de argila (barro maleável), os Djinn tem sua "pele" de fogo sem fumaça.
No Alcorão Deus informa que o próprio Alcorão é revelado para humanos e Djinn e pede que os Djinn sigam o Islam para poderem também se salvar.
Deus informa no Alcorão que alguns Djinn são bons, outros são maus, igualmente os homens (alguns são bons e outros são maus), porque ambos tem livre arbítrio, esta é a explicação do Islam para por exemplo ir num centro e o "espírito desencarnado" pedir para fazer um prato de farofa com frango e vinho, isto é uma "ironia" do Djinn com a pessoa que esta em comunicação com ele achando ser uma pessoa que morreu, eles fazem tais fatos porque tem livre arbítrio.
Deus também informa no Alcorão que satanás é um Djinn e não um anjo como se pensou anteriormente, esta crença do diabo que era anjo nasceu com o profeta persa Zoroastro criador do dualismo no mundo e foi acoplada por judeus na babilônia quando foram libertados pelo rei persa Ciro "o grande" que derrotou a babilônia, os judeus nesta época carregaram muitas crenças persas. Segundo Deus no Alcorão Satanás uma vez esteve com os anjos no céu porque era crente, igualmente a alma de qualquer Djinn ou humano também pode estar no céu por acreditar.
Como afastar um gênio:
Dizer Bismillah (em Nome de Allah (Deus)) antes de entrar em casa, antes de comer ou beber e antes de ter relações sexuais também prevenirão Satanás de entrar na casa ou compartilhar com a pessoa de sua comida, bebida ou atividade sexual. Da mesma forma, mencionar o nome de Allah antes de entrar no banheiro ou tirar as roupas prevenirá os gênios de ver as partes íntimas da pessoa ou prejudicá-la, como o Profeta disse. Pendurar cebolas nas portas e janelas também ajudam a afastar os gênios, que não suportam o cheiro que a cebola libera conforme apodrece. Pôr um pouco de lavanda em um spray com água e usar essa mistura para perfumar os cômodos da casa também pode desagradar o gênio.
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Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Resgate de alma
Ôoo de casa!!!
Quem já não ouviu esse chamado, muito comum na cultura das nossas cidades do interior?
Pois essa expressão, analisada pelo enfoque xamânico, remete-nos ao conceito da "alma perdida" que de acordo com os ensinamentos xamânicos é uma das maiores causas de doenças.
Segundo a tradição xamânica, parte da nossa energia vital pode "descolar-se" do todo e perder-se em realidades paralelas. Nossa essência vital fica incompleta e ficamos ocos, como uma casa vazia onde só se escuta o eco da própria voz.
Como cita Jung em "O Homem e Seus Símbolos": "... um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos é o que eles chamam de "a perda da alma" - que significa, como bem indica o nome, uma ruptura ou, mais tecnicamente, uma dissociação da consciência. Isso significa que a psique do indivíduo pode fragmentar-se facilmente diante de emoções incontidas".
Essa fragmentação ocorre diante de fatos da nossa vida que, por serem traumáticos, resistimos em enfrentá-los e, dessa forma, cindimos a nossa energia vital tornando-nos fracos e desanimados.
Marie Von Franz, analista Junguiana escreveu: "A perda da alma pode ser observada hoje como um fenômeno psicológico na vida cotidiana dos seres humanos que nos cercam. A perda da alma aparece na forma de um súbito início de apatia e desânimo; a alegria sumiu da vida, a iniciativa está mutilada, a pessoa se sente vazia, tudo parece sem sentido.
O que pode ocasionar a perda de pedaços da alma? Várias situações de vida como, por exemplo, a perda de um filho, o divórcio, relacionamentos abusivos, baixa estima, o fato da pessoa não se sentir amada; a iminência de um abuso sexual pode fazer com que a alma saia do corpo para não passar pelo sofrimento.
A depressão crônica é também sintoma de perda de alma. A pessoa em algum momento da vida, inconscientemente, deixou que um pedaço da sua essência vital abandonasse o corpo tornando-se, assim, infeliz e sem forças para superar os revezes naturais da vida, refugiando-se em sua concha, remoendo sentimentos de tristeza, desesperança e auto destruição.
A Entrega do Próprio Poder é outro fator muito comum em nossa sociedade que ocasiona perda de alma. Relacionamentos calcados em sentimentos de posse, de ciúme descontrolado, normalmente exigem entrega de poder por uma das partes. Como a maioria de nós não faz idéia do "poder pessoal", não sabe como evitar a perda e o que é pior, às vezes, entrega-o em troca de atenção, carinho e de um falso amor.
Roubo de Alma equivale ao roubo do poder. Poder é sinônimo de atitude, de ânimo, de força para enfrentar e superar os obstáculos, de alegria e amor por si mesmo. Uma pessoa que tenha inveja ou sinta-se inferiorizada diante da alegria e força de realização do outro, pode utilizar-se de meios para neutralizá-lo, como por exemplo, agredi-lo verbalmente, menosprezar suas qualidades e seu trabalho, diminui-lo em público, etc. Essas situações são bastante comuns em relacionamentos hierárquicos em ambientes de trabalho, em relações afetivas, entre pais e filhos, amigos e tantos outros.
Geralmente, após o resgate de alma a pessoa sente-se inteira, retoma seu poder, toma consciência do quanto estava sendo drenada e então percebe as mudanças de comportamento que precisa urgentemente fazer. Não raro essa pessoa decide por romper os laços que a prendem, ocorrendo às vezes, término de um relacionamento que já estava totalmente corroído.
Esse pode ser o primeiro passo de uma busca para uma vida mais plena e harmoniosa.
Ôooo de Casa!!! Alguém em Casa?
Esse texto foi tirado do seguinte site:Somos todos um
Escrito por Lea Lima.
Quem já não ouviu esse chamado, muito comum na cultura das nossas cidades do interior?
Pois essa expressão, analisada pelo enfoque xamânico, remete-nos ao conceito da "alma perdida" que de acordo com os ensinamentos xamânicos é uma das maiores causas de doenças.
Segundo a tradição xamânica, parte da nossa energia vital pode "descolar-se" do todo e perder-se em realidades paralelas. Nossa essência vital fica incompleta e ficamos ocos, como uma casa vazia onde só se escuta o eco da própria voz.
Como cita Jung em "O Homem e Seus Símbolos": "... um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos é o que eles chamam de "a perda da alma" - que significa, como bem indica o nome, uma ruptura ou, mais tecnicamente, uma dissociação da consciência. Isso significa que a psique do indivíduo pode fragmentar-se facilmente diante de emoções incontidas".
Essa fragmentação ocorre diante de fatos da nossa vida que, por serem traumáticos, resistimos em enfrentá-los e, dessa forma, cindimos a nossa energia vital tornando-nos fracos e desanimados.
Marie Von Franz, analista Junguiana escreveu: "A perda da alma pode ser observada hoje como um fenômeno psicológico na vida cotidiana dos seres humanos que nos cercam. A perda da alma aparece na forma de um súbito início de apatia e desânimo; a alegria sumiu da vida, a iniciativa está mutilada, a pessoa se sente vazia, tudo parece sem sentido.
O que pode ocasionar a perda de pedaços da alma? Várias situações de vida como, por exemplo, a perda de um filho, o divórcio, relacionamentos abusivos, baixa estima, o fato da pessoa não se sentir amada; a iminência de um abuso sexual pode fazer com que a alma saia do corpo para não passar pelo sofrimento.
A depressão crônica é também sintoma de perda de alma. A pessoa em algum momento da vida, inconscientemente, deixou que um pedaço da sua essência vital abandonasse o corpo tornando-se, assim, infeliz e sem forças para superar os revezes naturais da vida, refugiando-se em sua concha, remoendo sentimentos de tristeza, desesperança e auto destruição.
A Entrega do Próprio Poder é outro fator muito comum em nossa sociedade que ocasiona perda de alma. Relacionamentos calcados em sentimentos de posse, de ciúme descontrolado, normalmente exigem entrega de poder por uma das partes. Como a maioria de nós não faz idéia do "poder pessoal", não sabe como evitar a perda e o que é pior, às vezes, entrega-o em troca de atenção, carinho e de um falso amor.
Roubo de Alma equivale ao roubo do poder. Poder é sinônimo de atitude, de ânimo, de força para enfrentar e superar os obstáculos, de alegria e amor por si mesmo. Uma pessoa que tenha inveja ou sinta-se inferiorizada diante da alegria e força de realização do outro, pode utilizar-se de meios para neutralizá-lo, como por exemplo, agredi-lo verbalmente, menosprezar suas qualidades e seu trabalho, diminui-lo em público, etc. Essas situações são bastante comuns em relacionamentos hierárquicos em ambientes de trabalho, em relações afetivas, entre pais e filhos, amigos e tantos outros.
Geralmente, após o resgate de alma a pessoa sente-se inteira, retoma seu poder, toma consciência do quanto estava sendo drenada e então percebe as mudanças de comportamento que precisa urgentemente fazer. Não raro essa pessoa decide por romper os laços que a prendem, ocorrendo às vezes, término de um relacionamento que já estava totalmente corroído.
Resgatando a Alma
Para o Xamã, o pedaço de alma que se soltou está vivendo em realidades às vezes muito traumáticas ou ainda em lugares muito prazerosos de onde não deseja sair. Ao Xamã cabe trabalhar com habilidade, utilizando todo o seu conhecimento das dimensões por onde transita, poder e força de persuasão para resgatar esse pedaço de alma que pode estar aprisionado por consciências não amigáveis.Jornada de Resgate
A jornada ou vôo da alma transporta o Xamã para outros mundos ao som rítmico dos tambores que alinham sua freqüência cerebral ao som dos batimentos cardíacos da Mãe Terra. Podem ser usados outros instrumentos tais como cristais, sacolas de poder contendo objetos significativos para o Xamã, apanhadores de alma que o Xamã recebeu ao longo de seu aprendizado e outros. O Xamã nunca viaja sozinho; leva consigo o seu animal de poder, guardiões aliados, além de contar com as energias da natureza com as quais ele se relaciona.Bem Vindo em Casa
A técnica de Resgate de Alma é extremamente poderosa e o Xamã ao retornar com o pedaço de alma e assoprá-lo no cardíaco e na cabeça da pessoa, devolve a ele o seu próprio poder, sua inteireza. Algumas pessoas sentirão alterações imediatas; outras, perceberão ao longo dos dias que suas percepções em relação ao mundo e às pessoas que as cercam mudaram. Passam a entender melhor o seu propósito de vida.Esse pode ser o primeiro passo de uma busca para uma vida mais plena e harmoniosa.
Ôooo de Casa!!! Alguém em Casa?
Esse texto foi tirado do seguinte site:Somos todos um
Escrito por Lea Lima.
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Deusa Kali
Kali,que significa, literalmente, A Negra , é uma das divindades mais "respeitadas" do Hinduísmo. A tradição inclui sacrifícios animais e antigamente humanos -- segundo observado ainda pelos colonizadores ingleses no século XIX.
No entanto, ela é a verdadeira representação da natureza e é também considerada por muitas pessoas a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser. Deusa da morte e da sexualidade, Kali - cujo nome, em sânscrito, significa "negra" - é a "esposa" do Deus Shiva, em algumas culturas, pois segundo os Vedas, pois Shiva é transformado em Kali, que seria um de seus lados, para trazer o fim, segundo o tântrismo é a divina "Mãe" ou Pai do universo, destruidora (o) de toda a maldade. É representada (o) como uma mulher exuberante, em uma parte da India em outra como Homem de pele escura, que traz um colar de crânios em volta do pescoço e uma saia de braços decepados - expressando, assim, a implacabilidade da morte.
A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota do sangue se transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e daí nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios-clones de Raktabija.
Mas Kali não é uma deusa ou deus do mal pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. Os devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.
Kali é a destruidora (o) do demônio Raktabija. E também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva.Ou segundo alguns o próprio deus Shiva. É coberta de cobras no seu em vez de roupas, e tem um colar dos crânios dos seus filhos.
A figura da deusa tem quatro braços, pele azul, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de hena e bétele. No pescoço traz um colar de cabeças humanas, e nos flancos uma faixa de mãos decepadas. Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.
Apesar da aparência de malvada, Kali é muito mal compreendida pelas pessoas. Ela mostra o lado escuro da mulher ou do trangenero e a verdadeira força feminina. Kali é venerada na Índia como uma mãe pelos seus devotos e devotas que esperam dela uma morte sem dor ou aflitos.
No entanto, ela é a verdadeira representação da natureza e é também considerada por muitas pessoas a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser. Deusa da morte e da sexualidade, Kali - cujo nome, em sânscrito, significa "negra" - é a "esposa" do Deus Shiva, em algumas culturas, pois segundo os Vedas, pois Shiva é transformado em Kali, que seria um de seus lados, para trazer o fim, segundo o tântrismo é a divina "Mãe" ou Pai do universo, destruidora (o) de toda a maldade. É representada (o) como uma mulher exuberante, em uma parte da India em outra como Homem de pele escura, que traz um colar de crânios em volta do pescoço e uma saia de braços decepados - expressando, assim, a implacabilidade da morte.
A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota do sangue se transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e daí nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios-clones de Raktabija.
Mas Kali não é uma deusa ou deus do mal pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. Os devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.
Kali é a destruidora (o) do demônio Raktabija. E também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva.Ou segundo alguns o próprio deus Shiva. É coberta de cobras no seu em vez de roupas, e tem um colar dos crânios dos seus filhos.
A figura da deusa tem quatro braços, pele azul, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de hena e bétele. No pescoço traz um colar de cabeças humanas, e nos flancos uma faixa de mãos decepadas. Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.
Apesar da aparência de malvada, Kali é muito mal compreendida pelas pessoas. Ela mostra o lado escuro da mulher ou do trangenero e a verdadeira força feminina. Kali é venerada na Índia como uma mãe pelos seus devotos e devotas que esperam dela uma morte sem dor ou aflitos.
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Mitologia Hindu
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
Lord Ganesha
Oração a Ganesha
"Oramos a ti, Ganesha, pai dos deuses
Sua mãe é a senhora Parvati,
Seu pai, Mahadeva.
Oramos a ti, Ganesha,pai dos deuses
Você que tem dois tipos de dentes e quatro braços fortes
Você que tem vermilion na testa
E cavalga em um rato.
Oramos a ti, Ganesha, Pai dos deuses."
No hinduísmo, Ganexa ou Ganesha ou "senhor dos obstáculos, Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati, e o esposo de Buddhi e Siddhi. Ele é chamado também de Vinayaka em Kannada, Malayalam e Marathi, Vinayagar e Pillayar (em tâmil), e Vinayakudu em Telugu. Ganesha é considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado
como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro
braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato.
É habitualmente representado sentado, com uma perna levantada e curvada
por cima da outra. Em geral, antepõe-se ao seu nome o título Hindu de respeito 'Shri' ou Sri.
Ganesha é o símbolo das soluções lógicas e deve ser interpretado como tal. Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é de um elefante; ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas, ou "Destruidor de Obstáculos". Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.
O culto de Ganesha é amplamente difundido, mesmo fora da Índia. Seus devotos são chamados Ganapatyas.
Ganesha é o som primordial, OM, do qual todos os hinos nasceram. Quando Shakti (Energia) e Shiva (Matéria) se encontram, ambos o Som (Ganesha) e a Luz (Skanda) nascem. Ele representa o perfeito equilíbrio entre força e bondade, poder e beleza. Ele também simboliza as capacidades discriminativas que provê a habilidade de perceber a distinção entre verdade e ilusão, o real e o irreal.
De acordo às estritas regras da iconografia Hindu, as figuras de Ganesha com somente duas mãos são tabu. Por isso, as figuras de Ganesha são vistas habitualmente com quatro mãos que significam sua divindade. Algumas figuras podem ter seis, outras oito, algumas dez, algumas doze e outras catorze mãos, cada uma carregando um símbolo que difere dos símbolos nas outras mãos, havendo aproximadamente cinquenta e sete símbolos no total, segundo alguns estudiosos.
A imagem de Ganesha é composta de quatro animais, homem, elefante, serpente e o rato. Eles contribuem para formar a imagem. Todos eles individual e coletivamente tem profunda significância simbólica.
O deus da boa fortuna
Em termos gerais, Ganesha é uma divindade muito amada e frequentemente invocada, já que é o Deus da Boa Fortuna que proporciona prosperidade e fortuna e também o Destruidor de Obstáculos de ordem material ou espiritual. É por este motivo que sua graça é invocada antes de iniciar qualquer tarefa (por exemplo, viajar, prestar uma prova, realizar um assunto de negócios, uma entrevista de trabalho, realizar uma cerimônia) com Mantras como: Aum Shri Ganeshaya Namah (salve o nome de ganesha), ou similares. É também por esse motivo, que tradicionalmente, todas as sessões de bhajan (cântico devocional) iniciam com uma invocação de Ganesha, o Senhor dos "bons inícios". Por toda a Índia de cultura hindu, o Senhor Ganesha é a primeira deidade colocada em qualquer nova casa ou templo.Além disso, Ganesha é associado com o primeiro chakra, que representa o instinto de conservação e sobrevivência e de procriação. O nome desse chakra é muladhara.
Atributos corporais
Cada elemento do corpo de Ganesha tem seu próprio valor e seu próprio significado:
*O fato dele ter apenas uma única presa (a outra estando quebrada) indica a habilidade de Ganesha de superar todas as formas de dualismo; é descrito também que ele retirou sua outra presa para escrever os Vedas, quando estes foram compilados por Vyasadeva, tido como encarnação literária de Deus, responsável pela escrita da literatura sagrada na atual era em que vivemos, retirando o conhecimento da oralidade.
* As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar pessoas que procuram ajuda e para refletir verdades espirituais. Elas simbolizam a importância de escutar para poder assimilar ideias. Orelhas são usadas para ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido, todo conhecimento também é;
* A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na faculdade de discriminação entre o real e o irreal;
* Na testa, o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele; também representam os chamados "três modos da natureza material", bondade, paixão e ignorância, que são superados por Ganesha e seu pai, Shiva.
* A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Ela simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e proteger o mundo;
* A posição de suas pernas (uma descansando no chão e a outra em pé) indica a importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo espiritual, a habilidade de viver no mundo sem ser do mundo.
* Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do corpo sutil, que são: mente (Manas), intelecto (Buddhi), ego (Ahamkara), e consciência condicionada (Chitta). O Senhor Ganesha representa a pura consciência - o Atman - que permite que estes quatro atributos funcionem em nós;
* A mão segurando uma machadinha, é um símbolo da restrição de todos os desejos, que trazem dor e sofrimento. Com esta machadinha Ganesha pode repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem para o caminho da verdade e da retidão;
* A segunda mão segura um chicote, símbolo da força que leva o devoto para a eterna beatitude de Deus. O chicote nos fala que os apegos mundanos e desejos devem ser deixados de lado;
* A terceira mão, que está em direção ao devoto, está em uma pose de bênçãos, refúgio e proteção (abhaya);
* A quarta mão segura uma flor de lótus (padma), e ela simboliza o mais alto objetivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu.
A Presa quebrada
A presa quebrada de Ganesha, como descrita acima, simboliza inicialmente sua habilidade de superar ou "quebrar" as ilusões da dualidade. Porém, existem muitos outros sentidos que têm sido associados a este símbolo.- Um elefante normalmente tem duas presas. A mente também freqüentemente propõe duas alternativas: o bom e o mau, o excelente e o expediente, fato e fantasia. A cabeça de elefante do Senhor Ganesha porém tem apenas uma presa por isso ele é chamado "Ekadantha, " que significa "Ele que tem apenas uma presa", para lembrar a todos que é necessário possuir determinação mental.
- (Sathya Sai Baba)
Ganesha e o rato
De acordo com uma interpretação, o divino veículo de Ganesha, o rato ou mushika representa sabedoria, talento e inteligência. Ele simboliza investigação diminuta de um assunto difícil. Um rato vive uma vida clandestina nos esgotos. Então ele é também um símbolo da ignorância que é dominante nas trevas e que teme a luz do conhecimento. Como veículo do Senhor Ganesha, o rato nos ensina a estar sempre alerta e iluminar nosso eu interior com a luz do conhecimento.Ambos Ganesha e Mushika amam modaka, um doce que é tradicionalmente oferecido para os dois durante cerimônias de adoração. O Mushika é normalmente representado como sendo muito pequeno em relação a Ganesha, em contraste para as representações dos veículos das outras divindades. Porém, já foi tradicional na arte Maharashtriana representar Mushika como um rato muito grande, e Ganesha estando montado nele como se fosse um cavalo.Outra interpretação diz que o rato (Mushika ou Akhu) representa o ego, a mente com todos os seus desejos, e o orgulho da individualidade. Ganesha, guiando sobre o rato, se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências, indicando o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre a mente. O rato (extremamente voraz por natureza) é habitualmente representado próximo a uma bandeja de doces com seus olhos virados em direção de Ganesha, enquanto ele segura um punhado de comida entre suas patas, como se esperando uma ordem de Ganesha. Isto representa a mente que foi completamente subordinada à faculdade superior do intelecto, a mente sob estrita supervisão, que olha fixamente para Ganesha e não se aproxima da comida sem sua permissão.Casado ou Celibatário?
É interessante notar como, de acordo com a tradição, Ganesha foi gerado por sua mãe Parvati sem a intervenção de Shiva, seu marido. Shiva, de fato, sendo eterno (Sadashiva), não sentia nenhuma necessidade de ter filhos. Consequentemente, o relacionamento entre Ganesha e sua mãe é único e especial.
Essa devoção é o motivo pelo qual as tradições do sul da Índia o representam como celibatário (veja o conto Devoção por sua mãe). É dito que Ganesha, acreditando ser sua mãe a mais bela e perfeita mulher no universo, exclamou: "Traga-me uma mulher tão bonita quanto minha mãe e eu me casarei com ela".
No Norte da Índia, por outro lado, Ganesha é freqüentemente representado como casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual). Popularmente no norte da Índia Ganesha é representado acompanhado por Sarasvati (deusa da cultura e da arte) e Lakshmi (deusa da sorte e prosperidade), simbolizando que essas características sempre acompanham aquele que descobre sua própria divindade interior. Simbolicamente isso representa o fato de que a abundância, prosperidade e sucesso acompanham aqueles que possuem as qualidades da sabedoria, prudência, paciência, etc. que Ganesha simboliza.
Como ele obteve sua cabeça de elefante?
A mitologia altamente articulada do Hinduísmo apresenta muitas histórias na qual é explicada a maneira que Ganesha obteve sua cabeça de elefante; freqüentemente a origem desse atributo particular é encontrado nas mesmas histórias que narram seu nascimento. E muitas dessas mesmas histórias revelam as origens da enorme popularidade do culto a Ganesha.
Decapitado e reanimado por Shiva
A mais conhecida história é provavelmente aquela encontrada no Shiva Purana. Uma vez, quando sua mãe Parvati queria tomar banho, não havia guardas na área para protegê-la de alguém que poderia entrar na sala. Então ela criou um ídolo na forma de um garoto, esse ídolo foi feito da pasta que Parvati havia preparado para lavar seu corpo. A deusa infundiu vida no boneco, então Ganesha nasceu. Parvati ordenou a Ganesha que não permitisse que ninguém entrasse na casa e Ganesha obedientemente seguiu as ordens de sua mãe. Dali a pouco Shiva retornou da floresta e tentou entrar na casa, Ganesha parou o Deus. Shiva se enfureceu com esse garotinho estranho que tentava desafiá-lo. Ele disse a Ganesha que ele era o esposo de Parvati e disse que Ganesha poderia deixá-lo entrar. Mas Ganesha não obedecia a ninguém que não fosse sua querida mãe. Shiva perdeu a paciência e teve uma feroz batalha com Ganesha.
No fim, ele decepou a cabeça de Ganesha com seu Trishula (tridente). Quando Parvati saiu e viu o corpo sem vida de seu filho, ela ficou triste e com muita raiva. Ela ordenou que Shiva devolvesse a vida de Ganesha imediatamente. Mas, infortunadamente, o Trishula de Shiva foi tão poderoso que jogou a cabeça de Ganesha muito longe. Todas as tentativas de encontrar a cabeça foram em vão. Como último recurso, Shiva foi pedir ajuda para Brahma que sugeriu que ele substituísse a cabeça de Ganesha com o primeiro ser vivo que aparecesse em seu caminho com sua cabeça na direção norte. Shiva então mandou seu exército celestial (Gana) para encontrar e tomar a cabeça de qualquer criatura que encontrarem dormindo com a cabeça na direção norte. Eles encontraram um elefante moribundo que dormia desta maneira e após sua morte, tomaram sua cabeça, e colocaram a cabeça do elefante no corpo de Ganesha trazendo-o de volta à vida. Dali em diante ele é chamado de Ganapathi, ou o chefe do exército celestial, que deve ser adorado antes de iniciar qualquer atividade.
Shiva e Gajasura
Outra história a respeito da origem de Ganesha e sua cabeça de elefante narra que, uma vez, existiu um Asura (demônio) com todas as características de um elefante, chamado Gajasura, que estava praticando austeridades (ou tapas). Shiva, satisfeito por esta austeridade, decidiu dar-lhe, como recompensa, qualquer coisa que ele pedisse. O demônio desejou emanar fogo continuamente do seu próprio corpo. Desse modo, ninguém poderia se aproximar dele. Shiva concedeu o que foi pedido. Gajasura continuou sua penitência e Shiva, que aparecia a ele de tempos em tempos, perguntou, mais uma vez, o que desejava. O demônio respondeu: "desejo que você habite meu estômago."Shiva atendeu até mesmo a este pedido e, então, passou a residir no estômago do demônio. De fato, Shiva também é conhecido como Bhola Shankara porque é uma deidade facilmente agradada; quando está satisfeito com um devoto, concede-lhe o que for pedido e, isso, de tempos em tempos, gera situações particularmente intrincadas. Por esse motivo Parvati, sua esposa, procurou por ele em todos os lugares sem obter resultado algum. Como último recurso, foi aVishnu pedir a ele que encontrasse seu marido. Vishnu, que conhece a tudo, respondeu: "Não se preocupe; seu marido é Bhola Shankara e prontamente garante aos seus devotos tudo o que eles pedem, sem se preocupar com as consequências; acho que ele se meteu em algum problema. Vou procurar saber o que aconteceu."Então Vishnu, o onisciente diretor do jogo cósmico, elaborou uma pequena encenação: transformou Nandi (o touro de Shiva) em um touro dançarino e o conduziu à frente de Gajasura, assumindo, ao mesmo tempo, a aparência de um flautista. A encantadora performance do touro fez o demônio entrar em êxtase e perguntar ao flautista o que ele desejava. O músico respondeu: "Você pode mesmo me dar qualquer coisa que eu pedir?" Gajasura respondeu: "Por quem me tomas? Eu posso lhe dar qualquer coisa que você pedir imediatamente!" O flautista então respondeu: "Se é assim, libere Shiva do seu estômago." Gajasura entendeu, então, que este não poderia ser outro senão o próprio Vishnu, o único que poderia saber desse segredo. Nesse momento, o demônio se jogou aos pés de Vishnu e, tendo liberado Shiva, pediu a este um último presente: "Tenho sido abençoado por você muitas vezes; meu último pedido é que todo mundo se lembre de mim adorando minha cabeça quando eu estiver morto." Shiva, então, trouxe seu próprio filho até ali e substituiu sua cabeça pela de Gajasura. Desde então, na Índia, é tradição que qualquer ação, para poder prosperar, deva ser iniciada com a adoração de Ganesha. Este é o resultado do presente que Shiva deu à Gajasura.O Olhar de Shani
Uma história menos conhecida do Brahma Vaivarta Purana narra uma versão diferente do nascimento de Ganesha. Pela insistência de Shiva, Parvati jejuou por um ano (punyaka vrata) para propiciar Vishnu para que lhe desse um filho. O Senhor Krishna, após o fim do sacrifício, anunciou que ele mesmo encarnaria como seu filho em cada kalpa (era). Então, Krishna nasceu para Parvati como uma charmosa criança. Esse evento foi celebrado com grande entusiasmo e todos os deuses foram convidados para olhar o bebê. Porém Shani, o filho de Surya, hesitou em olhar ao bebê pois é dito que o olhar de Shani é prejudicial. Porém Parvati insistiu que ele olhasse para o bebê, então Shani o fez, e imediatamente a cabeça da criança caiu e voou para Goloka. Vendo Shiva e Parvati feridos de aflição, Vishnu montou em Garuda, sua águia divina, e apressou-se para a ribeira do rio Pushpa-Bhadra, donde ele trouxe a cabeça de um jovem elefante. A cabeça do elefante se juntou com o corpo do filho de Parvati, revivendo-o. A criança foi chamada Ganesha e todos os Deuses abençoaram Ganesha e desejaram a ele poder e prosperidade.
Outras versões
Outro conto do nascimento de Ganesha relata um incidente no qual Shiva matou Aditya, o filho de um sábio. Porém Shiva restaurou a vida ao corpo da criança morta, mas isso não conseguiu pacificar o sábio enfurecido Kashyapa, que era um dos sete grandes Rishis. Kashyap amaldiçoou Shiva e declarou que o filho de Shiva perderia sua cabeça. Quando isto aconteceu, a cabeça do elefante de Indra foi colocada em seu lugar.
Outra versão diz que em uma ocasião, a água de banho usada de Parvati foi jogada no Ganges e esta água foi bebida por Malini, a Deusa com cabeça de elefante, que logo após deu à luz um bebê de quatro braços e cinco cabeças de elefante. Ganga, a Deusa do rio o reivindicou como seu filho, mas Shiva declarou que ele era filho de Parvati, reduziu suas cinco cabeças a uma e o empossou como o Controlador de obstáculos (Vigneshwara).
Ganesha o escrivão
Na primeira parte do poema épico Mahabharata, está escrito que o sábio Vyasa pediu para Ganesha que transcrevesse o poema enquanto ele ditava. Ganesha concordou, mas somente na condição de que o sábio Vyasa recitasse o poema sem interrupções ou pausas. O sábio, por sua vez, colocou a condição que Ganesha não teria somente que escrever, mas também entender tudo o que ele escutasse antes de escrever. Dessa forma, Vyasa se recuperaria um pouco de seu falatório cansativo ao simplesmente recitando um verso bem difícil que Ganesha não conseguisse entender rapidamente. Começou o ditado, mas no corre-corre de escrever, a caneta de Ganesha se quebrou. Então ele quebrou uma de suas presas e a usou como caneta, só assim a transcrição pôde prosseguir sem interrupções, permitindo a ele manter sua palavra.Ganesha e a Lua
Dizem que certa vez, Ganesha após ter recebido de muitos de seus devotos uma enorme quantidade de doces (Modak), para poder digerir melhor essa incrível quantidade de comida, decidiu ir passear. Ele montou em seu rato, que utiliza como veículo, e foi adiante. Foi uma noite magnífica e a lua estava resplandecente. De repente uma cobra apareceu do nada e assustou o rato, que pulou e tirou Ganesha de sua montaria. O grande estômago de Ganesha foi empurrado contra o chão com tanta força que sua barriga abriu e todos os doces que ele comeu foram espalhados a seu redor. No entanto, ele era muito inteligente para se enraivecer por causa deste pequeno acidente e, sem perder tempo em lamentações inúteis, ele tentou remediar a situação da melhor maneira possível. Ele pegou a cobra que causou o acidente e a usou como cinturão para manter seu estômago fechado e reparar o dano. Satisfeito com essa solução, ele remontou em seu rato e continuou sua excursão. Chandradev (O Deus da Lua) observou toda aquela cena e caiu na gargalhada. Ganesha, sendo de temperamento curto, amaldiçoou Chandradev por sua arrogância e quebrando uma de suas presas, a atirou contra a lua, partindo em duas sua luminosa face. Então ele a amaldiçoou, decretando que qualquer um que olhasse para a lua teria má sorte. Escutando isso, Chandradev percebeu sua loucura e pediu perdão para Ganesha. Ganesha cedeu e como uma maldição não pode ser revocada, ele apenas a abrandou. A maldição então ficou sendo de que a lua iria minguar em intensidade a cada quinze dias e qualquer um que olhar para a lua durante o Ganesh Chaturthi teria má-sorte. Isto explica porque, em certos momentos, a luz da Lua diminui, e então começa gradualmente a reaparecer; mas sua face só aparece por completo somente por um curto período de tempo.Ganesha, chefe do exército celestial
Uma vez ocorreu uma grande competição entre os Devas para decidir quem entre eles seria o chefe do Gana (tropas de semideuses à serviço de Shiva). Foi pedido aos competidores que eles dessem a volta ao mundo o mais rápido possível e retornassem para os pés de Shiva. Os deuses foram, cada um em seu próprio veículo, e mesmo Ganesha participou com entusiasmo desta corrida; mas ele era extremamente pesado e seu veículo era um rato! Conseqüentemente, seu passo era muito devagar e isso foi uma grande desvantagem. Dali a pouco apareceu a sua frente o sábio Narada (filho de Brahma), que perguntou a ele aonde estava indo. Ganesha estava muito aborrecido e entrou em fúria porque é considerado um sinal de má-sorte encontrar um Brahmin solitário no começo de uma viagem. Mesmo que Narada seja o maior dos Brahmins, filho do próprio Brahma, isso ainda era um mau presságio. Além disso, não é considerado um bom sinal ser perguntado aonde está indo quando já se está no caminho; então, Ganesha se sentiu duplamente infeliz. No entanto, o grande Brahmin conseguiu acalmar sua fúria. O filho de Shiva explicou a ele os motivos de sua tristeza e seu terrível desejo de vencer. Narada o consolou, o exortando a não entrar em desespero, e deu a ele um conselho:- "Assim como uma grande árvore nasce de uma única semente, o nome de Rama é a semente da qual emergiu aquela grande árvore chamada Universo. Então, escreva no chão o nome "Rama", ande ao seu redor uma vez, e corra para Shiva para pedir seu prêmio."
O apetite de Ganesha
Ganesha é conhecido também como o destruidor da vaidade, egoísmo e orgulho.
Um conto, retirado dos Puranas, narra que Kubera, o tesoureiro do Svarga (paraíso) e deus da riqueza, foi ao monte Kailasa para receber o darshan (visão) de Shiva. Como ele era extremamente vaidoso, ele convidou Shiva para um banquete na sua fabulosa cidade, Alakapuri, assim ele poderia demonstrar a ele toda sua riqueza. Shiva sorriu e disse para ele: "eu não poderei ir, mas você pode convidar meu filho Ganesha. Mas eu o advirto que ele é um comilão voraz." Inalterado, Kubera sentiu-se confiante que ele poderia satisfazer mesmo tal insaciável apetite de Ganesha, com suas opulências. Ele levou o pequeno filho de Shiva com ele para sua grande cidade. Lá, ele lhe ofereceu um banho cerimonial e o vestiu em roupas suntuosas. Após esses ritos iniciais, o grande banquete começou. Enquanto os serventes de Kubera estavam trabalhando duramente para trazer as porções de comida, o pequeno Ganesha apenas continuava a comer e comer.... Seu apetite não diminuiu mesmo quando devorou até a comida destinada aos outros convidados. Não havia tempo para substituir um prato por outro porque Ganesha já havia devorado tudo, e com gestos de impaciência, continuava esperando por mais comida. Tendo devorado tudo o que havia sido preparado, Ganesha começou a comer as decorações, os talheres, a mobília, o lustre.... Apavorado, Kubera se prostrou diante do pequeno onívoro e suplicou para que deixasse para ele pelo menos, o resto do palácio. "Eu estou com fome. Se você não me der mais nada pra comer, eu comerei até você!", ele disse a Kubera. Desesperado, Kubera correu para o monte Kailasa para pedir a Shiva que remediasse a situação. O Senhor então deu a ele um punhado de arroz tostado, dizendo que somente aquilo poderia satisfazer Ganesha. Ganesha já tinha sugado quase toda a cidade quando Kubera retornou e deu a ele o arroz. Com isto, finalmente Ganesha se satisfez e se acalmou.
O respeito de Ganesha por seus pais
Uma vez ocorreu uma competição entre Ganesha e seu irmão Kartikeya para saber quem conseguiria dar a volta aos três mundos mais rápido, e então ganhar o fruto do conhecimento. Karthikeya foi em uma jornada pelos três mundos, enquanto que Ganesha apenas andou ao redor de seus pais. Quando perguntado porque fez isso, ele respondeu que para ele, seus pais representam todos os três mundos, e então foi dado a ele o fruto do conhecimento.Devoção à sua mãe
Uma vez, enquanto brincava, Ganesha machucou uma gata. Quando ele voltou pra casa ele encontrou uma ferida no corpo de sua mãe. Ele perguntou como ela se machucou. Parvati, sua mãe, respondeu que isso foi causado pelo próprio Ganesha! Surpreso Ganesha quis saber quando ele a machucou. Parvati respondeu que Ela como o divino poder está imanente em todos os seres. Quando ele machucou a gata, machucava a sua mãe também. Ganesha percebeu que todas as mulheres são realmente as manifestações de sua Mãe. Deciciu não casar e permaneceu um brahmachari, um celibatário, seguindo as regras estritas do Brahmacharya. Porém, em algumas imagens e escrituras Ganesha é frequentemente relatado como casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual).Ganesha possui duas Siddhis (simbolicamente representadas como esposas ou consortes): Siddhi (sucesso) e Riddhi (prosperidade). É amplamente acreditado que "onde quer que esteja Ganesh, lá existe Sucesso e Prosperidade" e "onde quer que haja Sucesso e Prosperidade, lá está Ganesh". É por isso que Ganesha é considerado como aquele que traz boa sorte, e a razão pela qual ele é invocado primeiro antes de qualquer ritual ou cerimônia. Seja ela o Diwali Puja, ou uma nova casa, novo transporte, antes de uma prova estudantil, antes de entrevistas para emprego, é para Ganesha que se ora, porque acredita-se que ele irá vir para ajudar e garantir sucesso em qualquer empreitada.
Ganesha é venerado como Vinayak (culto) e Vighneshvar (removedor de obstáculos). Acredita-se que ele abençoa aqueles que meditam sobre ele. Ganesha, na astrologia, ajuda as pessoas a saber o que pode ser alcançado e o que não pode.
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Deuses,
Mitologia Hindu
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
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