terça-feira, 8 de outubro de 2013

A feitiçaria e o livre arbítrio


Feitiços servem para intervir no destino de forma mágica a nosso favor.
        Na wicca, acreditamos que qualquer coisa seja boa ou ruim que você faça, um dia voltará para você, três vezes mais forte. Isso é um verdadeiro consolo para uma boa pessoa, desprovida de sentimentos mesquinhos e egoístas. E um verdadeiro tormento para pessoas incapazes de compreender que tudo o que fazemos nesse mundo não passa desapercebido pelos olhos dos deuses.
        Eu sei, por experiência própria, o quanto é triste amar alguém que não nos corresponde. Mas tente entender que todos nós temos o livre arbítrio e você deve respeitar a vontade de seu próximo, assim como ele deve respeitar a sua! Forçar alguém a ficar ao seu lado apenas porque VOCÊ quer, é egoísmo e você está desconsiderando a vontade de outra pessoa.
       Nosso destino é um completo mistério que apenas os deuses conhecem. Quando perdemos algo, encontramos coisa melhor depois. Tudo é aprendizagem. Os deuses querem que sejamos fortes e independentes e a única forma de fazer isso é através do sofrimento. O sofrimento fortalece mais as pessoas e as amadurece. E amar é sofrer! Se nunca sentíssemos dor, nunca aprenderíamos nada! E como eu disse anteriormente, nossos destinos são um completo mistério.
          Imagine assim, Bianca é apaixonada por Miguel. Mas Miguel já não a ama mais. Bianca nem imagina, mas estava escrito em seu destino que logo após perder Miguel, ela viajaria com uma amiga e conheceria o verdadeiro amor de sua vida, sua alma gêmea. Mas Bianca, como não conhecia seu destino, insistiu que era Miguel o grande amor de sua vida e o prendeu ao seu lado com magia. Resultado, Bianca não ficou deprimida e por isso, não viajou com sua amiga e não conheceu sua alma gêmea.
          Isso é o que acontece quando você altera seu destino. Nada acontece por acaso. Tudo tem um porquê. Uma vez, eu tive de mudar de casa quando faltava pouco tempo para terminar o ano letivo. Perdi aquele ano. E fiquei revoltada. Mas tempos depois, quando fui para uma nova escola, conheci Luíza e ela se tornou uma de minhas melhores amigas. Se eu não tivesse perdido um ano letivo, jamais teria me tornado amiga dela! Percebe o quanto tudo está tão ligado de uma forma ou de outra? As Parcas gregas sabem bem como escrever nossas histórias. Portanto, não devemos ser tão dramáticos. Devemos nos perguntar, "o que o futuro pode ter reservado para mim?", antes de realizarmos uma magia, pois uma simples magia, muda todo o curso de uma história. Bem, agora que você já sabe disso, a escolha é sua. Está em suas mãos, seu destino, por sua própria conta e risco! ©

domingo, 22 de setembro de 2013

Visualização, Meditação e Hipnose


Imagem de KELLEPICS por Pixabay
 
  Na wicca há três coisas muito importantes que todo aprendiz de feiticeiro tem de conhecer, pois a maioria (para não dizer todos) dos feitiços e rituais requer ao menos uma das seguintes habilidades; Visualização, Meditação e Hipnose.

Visualização; É necessária na maioria dos rituais e feitiços. Sem ela seria impossível meditar ou realizar uma viagem astral (hipnose).
   Visualizar se assemelha a "imaginar" porque quando visualizamos algo estamos "imaginando", moldando formas-pensamentos ou simplesmente criando um cenário agradável com personagens ou não. Sempre com determinado propósito. Entretanto, a visualizarão se difere da imaginação simplesmente porque quando imaginamos algo, temos total controle sobre a situação. Nada acontece sem o nosso consentimento. Já na visualização, deixamos a coisa rolar. Criamos o cenário e seus personagens, e controlamos as coisas só até certo ponto. O que vem depois é obra do espírito ou força contatada.
     Em geral, sabemos quando uma visualização dá certo ou não da seguinte forma; nosso cenário, inicialmente apenas fruto de nossa imaginação, torna-se mais real. E nossas emoções tornam-se mais fortes. Sentimos que realmente estamos naquele lugar e que se abrirmos nossos olhos naquele instante comprovaremos isso. Muitos não resistem a tentação e abrem seus olhos e desapontados, percebem que ainda estão aqui, na mesma dimensão.
   Quem pretende se tornar um expert em viagens astrais deve dominar primeiro as artes da visualização, meditação e auto-hipnose. Comece com a visualização (sempre básica, se está começando agora, e depois que sentir-se preparado, tente visualizações mais complexas), depois passe para a meditação e por último quando dominar bem as duas artes (visualização e meditação) tente realizar auto-hipnose ou viagem astral.

Meditação; Meditar requer paciência e um ambiente propício. Pode ser em seu jardim ou no seu quarto, mas é importante que não haja interferência como celular tocando ou pessoas conversando porque isso poderia te distrair.


Qual o melhor lugar para meditar?

   Qualquer lugar é bom. Contanto que você possa relaxar. No entanto, existem certos lugares que são melhores que outros para meditar, como um jardim com árvores ou arbustos, por exemplo. As ninfas (elementais das árvores e plantas) podem nos ajudar a relaxar e a manter o foco durante uma visualização ou meditação. Se no entanto, não acha seguro meditar em seu jardim à noite ou se não tem um jardim em sua casa, pode colocar um vasinho de planta ou um punhado de terra em um pires no lugar onde você for meditar. Pode optar ainda por cristais (aquelas pedrinhas coloridas e baratas).
    As plantas, o punhado de terra e os cristais são representações do elemento terra.  Em uma meditação é muito importante o contato direto (quando você senta em um chão de terra ou gramado, toca uma árvore ou planta ou fica descalço) ou indireto (quando se senta em um chão de cerâmica ou invés de um chão puro ou se utiliza cristais) com a terra, pois é dela que vêm toda a fonte de poder dos elementais e das bruxas. É delas que tiramos nosso sustento e o poder necessário para para realizarmos nossas magias e nos protegermos de forças hostis, além de a usarmos para reciclar nossas energias.
      Podemos retirar a energia da terra através da visualização; sente-se confortavelmente no chão e relaxe. Coloque suas mãos sobre o chão e feche os olhos. Então visualize todo e qualquer excesso de energia deixando seu corpo através de suas mãos, e indo direto para a terra... Bem no fundo dela, direto para o seu centro. Quando sentir-se mais leve, ou seja, sentir que toda a energia ruim abandonou seu corpo, visualize (se quiser ou precisar) que agora está extraindo energia positiva (saúde, poder, força, determinação, o que precisar) da terra em seu favor. Só não seja tolo em tomar para si mais do que realmente precisa ou pode ocorrer um desequilíbrio. Também tome cuidado para não tocar ninguém logo em seguida que realizar essa visualização ou você pode ficar enjoado de repente.
       Também é possível extrair ou reciclar energia através de outros elementos como o ar e a água.

Absorvendo energia através do Ar

  Vá a um lugar, preferencialmente ao ar livre e com verde, onde o ar seja puro.
Tente relaxar. Inspire o ar contando até três. Em seguida, solte a respiração contando até cinco. Inspire novamente contando até três e enquanto faz isso, visualize que está absorvendo o "prana", a energia vital. Quando soltar a respiração, a energia que absorveu anteriormente continua em seu corpo. Faça isso quantas vezes achar necessário.

  Reciclando a energia através de um banho

   Sim. Você pode fazer isso enquanto toma seu banho.
Feche seus olhos e visualize que a água do chuveiro que cai sobre seu corpo é dourada. Essa água que cai sobre seu corpo lava não apenas seu corpo, mas seu espírito. Removendo todas as impurezas indesejáveis de sua aura. Você pode visualizar essas impurezas como uma água suja que sai de seu corpo e desce pelo ralo.
  Visualize também a água dourada preenchendo você de energias positivas.

Mantenha a concentração

   Muitas pessoas tem dificuldade de se concentrarem durante uma visualização, meditação ou auto-hipnose.
  O melhor a se fazer para manter o foco e a concentração é relaxar e dizer a você mesmo que vai se concentrar e não pensar em mais nada. Também pode tentar trabalhar em um ambiente escuro. No caso na hipnose, isso não é uma opção é uma regra.
   Às vezes, uma boa música pode ajudar. Tem de ser algo que envolva, que relaxe, que toque sua alma. Nada de música agitada ou barulhenta.
 A posição de lótus (com as pernas cruzadas) é a mais recomendável para a meditação.

Uma ajudinha de Lethe, a deusa do esquecimento

  Você pode pedir ajuda a deusa Lethe para esquecer tudo o que lhe perturba e assim poder se concentrar.

Prece a Lethe

   Lethe, deusa do esquecimento
Peço-te para repousar as mãos em minha cabeça
E verter para fora de minha pele as águas esquecedoras,
Para suavizar os problemas da minha mente,
Para acalmar meus pensamentos frenéticos,
E para me ajudar a encontrar paz
Para que eu possa dormir.*

[Substitua a palavra dormir por meditar, visualizar e etc.]


Viagem astral

  A viagem astral acontece quando uma pessoa através de uma hipnose visita outra dimensão.  Podemos "viajar" para onde quisermos, desde os Reinos elementais ao Reino dos mortos. Entretanto, não recomendo que uma pessoa inexperiente faça uma viagem astral sem supervisão de alguém que entende do assunto pois pode ser muito perigoso. Por exemplo, você sabia que quando uma pessoa visita os reinos elementais ou o reino dos mortos não pode comer nem beber nada durante sua tour ou ficará preso aquela dimensão? Pois é! Uma pessoa experiente, que já está acostumado a viajar entre as dimensões, sabe se proteger dos perigos e das ciladas que encontra pelo caminho durante sua tour. Já uma pessoa inexperiente não sabe nada e pode se dar muito mal.
        Quando viajamos para outra dimensão temos de voltar depois pelo mesmo caminho que tomamos para chegar até onde chegamos ou nos perderemos e não acharemos a saída.©

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Como sentir os Elementais através da Psicometria


   
 Infelizmente, nem todo mundo pode ver elementais logo de cara, como nos filmes e muitos, não importa o quanto tentem, ou o quanto façam feitiços, não conseguem sequer sentir a presença de um elemental. Por quê isso acontece? Os elementais não existem? Claro que existem. O que acontece é que nem tudo mundo nasce vidente ou naturalmente bruxo. E nesse caso, pessoas que não são naturalmente bruxos tem de trabalhar duro para despertarem sua vidência e outros dons que possibilitam ver, ouvir e sentir os elementais e o outros seres. Existem muitos rituais para despertar a vidência e outros dons "naturais". Mas um dos mais eficazes, sem dúvida consiste em perceber a energia ao seu redor, dessa forma qualquer um bem treinado será capaz de perceber quando um espírito estiver presente e tocá-lo (o espírito).

    Sentir a energia pode demorar um pouco e  você vai precisar de paciência.

  A energia é o poder pessoal, gerada por nosso próprio corpo, o poder divino que vem dos deuses e o poder que vem da terra. Energia na magia, é uma força invisível, uma presença, um poder. E pode ser usada de muitas formas. Aqui, aprenderemos a senti-la, a percebê-la. E mais adiante iremos explorá-la a fundo.
    Para começar, um exercício bem simples:


Mão com mão

        Encontre um lugar calmo onde possa trabalhar sem ser incomodado. Se a sua família é agitada como a minha, sugiro que espere todo mundo dormir e trabalhe tarde da noite. É melhor e assim nada nem ninguém pode te interferir. Sente-se no chão, na cama ou na cadeira. Eu sempre prefiro meditar no chão para me ligar diretamente a terra. Coloque suas mão juntas por alguns segundos até que sinta o calor entre elas. Então, mantenha suas mãos juntas à sua frente, como se estivesse rezando. Lentamente, separe suas mãos alguns centímetros. Enquanto afasta suas mãos, tente sentir a energia que eleva entre suas palmas e seus dedos ( a energia e não o calor, é quase como ímã que atrai uma mão a outra). Pode visualizar, se quiser uma bola de luz se formando em entre suas mãos. Entretanto, não espere ver realmente uma bola de energia se formar porque isso não é possível, a não ser nos filmes.
    Em seguida, tente mover suas mãos para trás, gentil e lentamente, juntas.  Enquanto faz isso, veja se consegue sentir qualquer resistência entre suas mãos. Para algumas pessoas, isso parece o empurrão de quando você coloca os polos errados do magneto junto e eles se repelem. Não se desencoraje se não sentir nada da primeira vez que tentar isso. Se você praticar esse exercício, você o sentirá eventualmente.

  Uma variação dessa técnica é trabalhar com um parceiro. 
Sente-se encarando seu parceiro, coloquem suas mãos juntas como vocês fizeram quando estavam separados. Então toquem as mãos um do outro como se vocês estivessem empurrando para lados opostos de uma porta ou brincando de adoletá. Tentem puxar suas mãos para longe um do outro lentamente e sentir a energia entre vocês. Então, tente sentir a resistência enquanto empurra as mãos de volta a seu parceiro.

    Alguns wiccanos acreditam que eles tem a uma mão "ativa" e outra "receptiva"; a mão receptiva é a que melhor sente a energia e a ativa é a que melhor a redireciona.  Entretanto, ambas as mãos trabalham bem.

A energia alheia

     Uma vez que você já tenha sentido a energia fluir por suas mãos, tente sentir a energia de um cristal ou uma pedra. Cristais são baterias naturais, então sua energia tende a ser facilmente sentida. Sente confortavelmente, relaxe e pegue uma pedra ou cristal em sua mão. Segure gentilmente e veja o que sente. Você pode não sentir nada em sua mão, mas compreenda que você pode ter a sensação em sua mente. Você pode conseguir uma imagem mental em vez de uma sensação física. Ou você pode apenas sentir o cristal vibrando em sua palma.

   A seguir, pratique para sentir a energia das plantas ou árvores. 
Em um ambiente externo, relaxe. Sente-se ou fique perto de uma planta ou árvore e então coloque suas mãos a alguns centímetros de distância dela. Sim, você se sentirá idiota fazendo isso.Seus vizinhos pensarão que você é estranho se virem em você fazendo isso. E daí? Tudo em prolda experimentação e do crescimento espiritual, certo?
 Feche os seus olhos e tente sentir a diferença na energia enquanto você move as suas mãos lentamente ao longo da planta. Você não deveria tocar a planta para sentir a sua "assinatura energética", mas toque-a se você não conseguir sentir nada sem fazê-lo. Isso pode ser mais fácil para uma planta pequena do que para uma árvore. Árvores são grandes e tem uma maravilhosa e forte assinatura energética, mas não são tão perceptíveis, por falta de um exemplo melhor, como uma simples planta de orégano no seu jardim. Se a árvore é um baixo, a erva é um soprano. Quando você sentir a energia das ervas e plantas, tente trabalhar com objetos de dentro de casa. Eles tem assinaturas energéticas também. Tente sentir a energia de um bloco de madeira ou de um brinquedo de plástico; talvez a vibração não seja tão forte quanto em plantas ou cristais, mas ainda assim deve estar lá. Wiccanos se tornam adeptos de sentir a energia em objetos inanimados geralmente acabam usando as suas mãos em psicometria. A psicometria é a habilidade de tocar algo e conseguir informação sobre o que já passou, a partir das suas vibrações; por exemplo, pegar uma velha fotografia e aprender algo especial sobre a pessoa na foto. Não ache que você não é um bom wiccano só porque não tem plenas habilidades em psicometria. Muitos wiccanos também não podem fazer isso! A coisa mais importante é manter-se praticando e tentar sentir a energia.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nice, a deusa da vitória

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       Nice, (em grego Νίκη, Níkē ou Niké – "Vitória") era uma deusa grega que personificava a vitória, representada por uma mulher alada. Os romanos designaram o nome de Victória para Nice. Nice também pode representar asas. Seres alados.
   Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, em Atenas, a imagem da deusa veio cunhada nas medalhas (ouro, prata e bronze) com referencia à Deusa Minerva, A Deusa da estratégia e das batalhas. Sua imagem é obrigatória em todas as medalhas dos Jogos Olímpicos de Verão. Essa imagem da deusa nas medalhas vem de uma escultura em mármore do século V a.C., feita pelo escultor Peônio. A mais famosa imagem de deusa é a de Samotrácia, exposta no museu do Louvre, em Paris.
   A deusa se encontra na mão direita de Atena, dando assim à deusa certeza de vitória em todas as batalhas travadas. Atena, em sua história, várias vezes já travou grandes batalhas contra deuses que desejavam para si a Níkē, e, graças à deusa alada, Atena sempre as venceu.
 
 A marca de roupas Nike teve seu nome inspirado na deusa Nice; assim, o símbolo da marca é semelhante a uma asa em homenagem à deusa alada da vitória.

Despina, deusa do inverno





     Despina (ou Despoina), na mitologia grega, era uma deusa, filha de Poseidon e Deméter. Tem um irmão gêmeo chamado Árion, um eqüino. Foi abandonada pela mãe ao nascimento, sem receber sequer um nome, pois a deusa estava muito preocupada em achar sua filha perdida Perséfone, que havia sido raptada por Hades. A criança foi adotada por Anitos, titã cujo nome lhe escolheu. Perséfone é a filha amada, e Despina era temida por ser uma deusa das sombras relacionada a fenômenos invernais como as geadas. Era ela quem cuidava da natureza enquanto sua irmã estava no mundo dos mortos, destruindo assim o que a Perséfone e sua mãe tanto amavam, a primavera e as flores. Também odiava seu pai Poseidon, lagos congelados eram sinais de sua presença em represália ao seu pai. Exercia pleno poder sobre o domínio de seus pais, mas preferia destruir do que fortalecer. Era tão temida que era chamada apenas de "senhora".

Hipnos, o deus do sono

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  Hipnos ou Hipno é o deus grego do sono. De acordo com a mitologia grega, Hipnos é a personificação do sono, da sonolência; seu equivalente romano é Somnus. Segundo a Teogonia de Hesíodo, ele é filho sem pai de Nix (deusa da noite) , a escuridão acima de Gaia; outras fontes dizem que o pai é o Érebo (As Trevas Primordiais, que personifica a escuridão profunda e primitiva que se formou no momento da criação). Tem muitos irmãos, entre os quais o mais importante é seu irmão gêmeo Tânato, ("morte") a personificação da morte. Tanto que em Esparta, é comum sua imagem ser colocada sempre ao lado da morte, representada por seu irmão. Seus outros irmãos nasceram apenas da vontade de Nix ou da ajuda de Érebo.


Seus irmãos são:

Tânato, a morte;
Éter, a luz
Éris, a discórdia;
Hemera, o dia;
Hespérides, a tarde;
Apáte, o engano;
Filótes, a amizade;
Geras, a velhice;
Lissa, a loucura;
Momo, o escárnio;
Oizus, a miséria;
Lete, o esquecimento;
Até, o erro;
Nêmesis, a vingança;
Kera, o destino do homem em seus momentos finais;
Moro, o quinhão que cada homem receberá em vida;

         Hipnos é o responsável pelo descanso restaurador de todas as criaturas terrestres, enquanto ele pairava sobre a superfície. A Ilíada, de Homero, afirma que Hipnos mora em Lemnos, junto de sua esposa Grácia Pasitea, oferta da deusa Hera por seus serviços prestados. Normalmente, ao repousar, ele adotava a forma de uma ave.
    Ele e sua esposa tiveram os oneiros, seus filhos, responsáveis por distribuir os sonhos:


    Ícelo - criador dos pesadelos;
    Morfeu - criador dos sonhos;
    Fântaso - criador dos objetos inanimados que aparecem nos sonhos;
    Fantasia - única filha, criadora dos monstros, quimeras e devaneios.


      Costuma ser visto trajando peças douradas, em oposição a seu irmão gêmeo que normalmente usava tons prateados. Também pode ser retratado como um jovem nu dotado de asas, tocando flauta. Às vezes é mostrado como adormecido em um leito de penas com cortinas negras à volta. Seus atributos incluem um chifre contendo ópio, um talo de papoula, um ramo gotejando água do rio Lete ("Esquecimento") e uma tocha invertida.


           Hipnos vivia num palácio construído dentro de uma grande caverna no oeste distante, onde o sol nunca alcançava, porque ninguém tinha um galo que acordasse o mundo, nem gansos ou cães, de modo que Hipnos viveu sempre em tranquilidade, em paz e silêncio. Do outro lado de todo este lugar peculiar passava Lete, o rio do esquecimento, e nas margens, cresciam plantas que junto ao murmúrio das águas límpidas do rio ajudavam os homens a dormir. No meio do palácio existia uma bela cama, cercada por cortinas pretas onde Hipnos descansava, sendo que Morfeu tomava cuidado de que ninguém o acordasse.
      Pausânias, em sua obra Descrição da Grécia, menciona diversas vezes a presença de estátuas de Hipnos ao lado de seu irmão Tânato.


       As aparições deste deus menor são poucas nos mitos. De acordo com um deles, o deus se apaixonou pelo mortal As aparições deste deus menor são poucas nos mitos. De acordo com um deles, o deus se apaixonou pelo mortal Endímion e por isso lhe concedeu o dormir de olhos abertos, para que pudesse olhar nos olhos do amante mesmo enquanto este estava adormecido. Conforme outras fontes fora a deusa da lua Selene que se apaixonou pelo mortal e pediu aos outros deuses que o tornassem imortal, Zeus concordou, mas em compensação o fez dormir eternamente. e por isso lhe concedeu o dormir de olhos abertos, para que pudesse olhar nos olhos do amante mesmo enquanto este estava adormecido. Conforme outras fontes fora a deusa da lua Selene que se apaixonou pelo mortal e pediu aos outros deuses que o tornassem imortal, Zeus concordou, mas em compensação o fez dormir eternamente.

      quarta-feira, 17 de julho de 2013

      Fênix

         A fênix ou fénix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo. Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

      Suas lágrimas tem propriedades para curar qualquer tipo de doença ou ferida. Ela também suportava cargas muito pesadas, como elefantes, e dominava a arte da Pirocinese (produzia e manipulava o fogo).
      Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.
      Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.
          De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.
      Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
      Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
      Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fénix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.
      • A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
      • Para os gregos, a fénix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fénix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.
      • Os egípcios a tinham por "Bennu" e estava relacionada a estrela "Sótis", ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.

      • Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.Roxo, Azul, Vermelha, Branco e Dourado.
      • No início da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.
      • No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porque o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressureição da ave mítica das cinzas.
       "Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo - a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho - o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai - como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o" - Ovidio.

      A Fênix entre os persas

           O poeta persa sufista Farid al-Din Attar, no livro A Conferência dos Pássaros, de 1177, descreve a fênix:
      "Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo. Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música. A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de sí lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha. Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir o espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer. De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da fênix, por causa da tristeza de que a veem presa. É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado. Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas. Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida. A fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá".


      A Fênix na literatura ocidental moderna


      Uma fênix é protagonista da novela "A Princesa da Babilônia" de Voltaire. Voltaire faz a seguinte descrição desta ave fabulosa:
      "Era do talhe de uma águia, mas os seus olhos eram tão suaves e ternos quanto os da águia são altivos e ameaçadores. Seu bico era cor-de-rosa e parecia ter algo da linda boca de Formosante. Seu pescoço reunia todas as cores do arco-íris, porém mais vivas e brilhantes. Em nuanças infinitas, brilhava-lhe o ouro na plumagem. Seus pés pareciam uma mescla de prata e púrpura; e a cauda dos belos pássaros que atrelaram depois ao carro de Juno não tinham comparação com a sua."


      Fonte: Wikipédia