sábado, 29 de fevereiro de 2020

O Dragão de Wawel


O Dragão de Wawel (Smok Wawelski, em polonês) é uma das mais antigas e conhecidas lendas da Polônia.

Diz a lenda que após um longo período de prosperidade, a desgraça chega ao país do príncipe Krak (origem do nome da cidade "Cracóvia"). Os pastores começaram a dar falta de alguns de seus animais e depois desapareciam também moradores sem razão aparente. Isto tudo fica muito tempo inexplicável até o dia em que um jovem, indo pegar ervas na beira do Rio Vístula se aproxima do sopé da colina Wawel. Lá, ele vê ossos na beira do rio e um pouco mais longe, no rochedo da colina, ele percebe uma gruta e ao lado dela um dragão enorme e pavoroso que repousava tranquilamente ao sol. Seu corpo era coberto de escamas verde-amarelas reluzentes e com patas imensas como troncos.
A novidade se espalha entre os habitantes. Então o príncipe Krak faz vir o garoto ao castelo contar sua aventura. Em seguida, ele reúne seus conselheiros e cavaleiros mais valentes para debater o problema e achar uma solução.Todas as tentativas de matar o monstro são em vão, muitos cavaleiros não voltariam. Quando todos perderam a esperança de rever os bravos cavaleiros, o príncipe Krak promete: Aquele que libertar a vila do dragão, cavaleiro ou não, terá a mão da princesa Wanda e metade do reino. Logo, vários príncipes e cavaleiros chegam ao castelo de Krak mas ninguém consegue vencer a besta. Então o príncipe decide enfrentar o monstro; mas os preparativos do combate foram interrompidos por um pobre sapateiro chamado Skuba, de rosto doce e cabelos loiros, que diz ter encontrado um meio de liquidar o dragão.

O jovem pede ao príncipe um carneiro bem gordo. Ele mata o animal e o abre para enche-lo com uma mistura de enxofre e alcatrão. À noite, durante o sono do dragão, ele deixa o falso carneiro na entrada da gruta. De manhã, uma violenta explosão acorda todos os habitantes da vila. Depois de ter engolido o carneiro o monstro teve uma sede terrível, desceu ao rio e bebeu tanta água que sua barriga explodiu e os pedaços do seu corpo cobriram toda a região. E assim o reino de Krak foi libertado do perigo e o aprendiz de sapateiro, naturalmente, casou com a bela princesinha Wanda e foram felizes para todo o sempre.

A gruta onde morava a besta foi nomeada Gruta do Dragão e existe até hoje, sendo um local turístico, em Cracóvia na Polônia. Há uma estátua do dragão logo na saída da caverna, e solta fogo pela boca de 5 em 5 minutos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Invocação aos Elementais do Fogo

Eu vós saúdo, Salamandras (pode substituir a por outra palavra, como kitsune, por exemplo),
Que constituís a representação do elemento Fogo.
Peço que, com vosso trabalho,
Forneçais a mim, poder de resolver tudo,
De acordo com vossa vontade,
Alimentando meu fogo interno,
Aumentando minha chama trina do coração,
E, assim, formar um novo universo.
Mestres do Fogo, eu vós saúdo fraternalmente.
Amém.


Pode fazer esta invocação diante de uma vela branca, vermelha ou laranja antes de qualquer feitiço com os elementais do fogo, ou diariamente, para atrair estes elementais. ©

Os 6 princípios dos Elementais do Fogo

 Os elementais do Fogo são fascinantes, corajosos e ousados e têm despertado o interesse de muitos bruxinhos que buscam o guardião perfeito. Entre os elementais do fogo temos as sedutoras kitsunes, os misteriosos bakenekos, as pequeninas e poderosas salamandras  e os temidos djinns. Já sabemos pelo menos o básico a respeito dessas criaturas, que podem ser boas e más. Mas você sabia que todos os elementais têm uma essência imutável, típica de sua natureza mágica? Hoje, vamos conhecer a essência dos elementais do Fogo.

Os princípios do Fogo


  1. Coragem; é a principal qualidade de todos os seres desse elemento. Eles nada temem, pois não conhecem o significado da palavra 'medo'. Desde muito pequenos, eles aprendem a não temer o escuro, a dor e o 'novo'; eles não tem medo de recomeçar de novo e de novo e possui uma incrível capacidade de adaptação a novos lugares e pessoas.
  2. Força; acho que não é nenhuma novidade que os elementais do Fogo são muito fortes. Dentre todos os elementos, este se destaca por ser indomável e selvagem. Temos de ter um certo cuidado ao lidar com esses elementais, pois eles podem ser muito perigosos quando ofendidos ou de mau humor. Já houve casos em que elementais do fogo se irritaram tanto com um humano que incendiaram sua casa. É... os bichinhos são nervosos.
  3. Determinação; quando esses elementais metem uma coisa na cabeça, dificilmente mudam de ideia. Não que eles sejam cabeça-dura. Pelo contrário. Eles não costumam desistir fácil de alguma coisa e, perseguir seus objetivos é excitante para eles. Desde muito novos, eles aprendem que desistir é só para os fracos.
  4. Paixão; eles são sensuais, ardentes e sedutores. Os melhores amantes se encontram dentre esses elementais. O amor deles é intenso e puramente físico. Não significa que eles nunca se apaixonam, mas que sua forma de amar é diferente dos Elementais da Água. Eles detestam traição, especialmente quando se comprometem seriamente com alguém. Eles são ciumentos e possessivos, especialmente os djinns, que, protegem a pessoa amada, da mesma forma que protegem seus tesouros ocultos em suas cavernas. Isso pode soar romântico para você que está dizendo nesse momento "Que fofo!", mas só demonstra o grau de possessividade do elemental em relação a pessoa. Porque se já é difícil um djinn abrir mão de um mísero diamante (falou a rica), quem dirá de sua noiva? Outra coisinha que você deve saber, quando um djinn se apaixona de verdade por uma mortal, ele lhe enche de presentes preciosos e se ele te levar até ao seu esconderijo, onde guarda seu tesouro, é um sinal de que ele pretende se casar com você, se com a sua permissão ou não, aí, já não posso dizer porque quando djinns querem muito uma coisa, eles simplesmente a tomam e pronto! Eles não pedem permissão a ninguém,  e se pedirem, é apenas por educação. Independente da resposta, eles fazem o que querem e ponto final.
  5. Ousadia; os elementais fazem coisas inacreditáveis, às vezes porque são corajosos e ousados. Eles não medem as possíveis consequências de seus atos, na maioria da vezes, impensados. Eles são mesmo maluquinhos!
  6. Sabedoria; as kitsunes e os djinns (depende da classe, geralmente, os Marid são mais inteligentes) são os seres mais sábios dentre os elementais do fogo. Eles podem nos ajudar, aconselhar e guiar em momentos de grande aflição e indecisão. Recorra a eles sempre que se sentir fraco e confuso ou quando seus caminhos estiverem 'fechados'.
  É isso galerinha. Espero que esse post tenha ajudado a vocês a terem uma ideia de como os elementais do Fogo são, no geral.©

Qarinah, a Djinn que pode possuir pessoas



Na mitologia árabe , o qarînah é um espírito similar ao súcubo, com origens possivelmente na antiga religião egípcia ou nas crenças animistas da Arábia pré-islâmica . Um qarînah "dorme com a pessoa e tem relações durante o sono, como é conhecido pelos sonhos".
           Dizem que eles são invisíveis, mas uma pessoa com " segunda vista " pode vê-los, muitas vezes na forma de um gato, cachorro ou outro animal doméstico. "Em Omdurman é um espírito que possui ... Apenas certas pessoas são possuídas e tais pessoas não podem se casar ou a qarina irá prejudicá-las."
         Até à data, muitos mitos africanos afirmam que homens que têm experiência semelhante com tal principado (súcubo) em sonhos (geralmente em forma de uma bela mulher) encontram-se exausto, logo que eles despertam; muitas vezes alegando ataque espiritual a eles. Os rituais / adivinhações locais são frequentemente invocados para apelar ao deus pela proteção e intervenção divinas.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Qareen, a djinn guardiã


Qareen  que significa literalmente: 'companheiro constante'), é uma dupla espiritual do ser humano, seja parte de uma criatura complementar ou um ser  de uma dimensão paralela. Devido à sua natureza fantasmagórica, o Qareen é classificado entre as criaturas do tipo Jinn, embora, geralmente, não seja um Jinni.  O Qareen, como um espírito acompanhante, não deve ser confundido com o Qarinah  (um "demônio" feminino, também existente na fé do Oriente Médio). Qareen pode ser benévolo ou malévolo (geralmente é malévolo). Acredita-se que todos possuem um Qareen e um anjo da guarda. O Qareen, ao mesmo tempo em que protegeria seu escolhido, também o tentaria com maus conselhos.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Kitsune Tamamo-no-Mae

Na história contada por Hokusai, formada no período Edo, a raposa de nove caudas apareceu pela primeira vez na China e possuía Daji, concubina do último rei Zhou da dinastia Shang . Ela encantou o rei e trouxe um reinado de terror levando a uma rebelião que acabou com a dinastia Shang. O espírito da raposa fugiu para Magadha de Tianzhu (antiga Índia) e tornou-se Lady Kayō, concubina do príncipe herdeiro Banzoku, fazendo com que ele corte as cabeças de 1000 homens. Foi então derrotado novamente e fugiu do país. Por volta de 780 aC, a mesma raposa devolvida à China teria possuído Bao Si, concubina da dinastia Zhou, rei You . Foi novamente afugentado por forças militares  humanas.
          A raposa ficou quieta por algum tempo. Então ela apareceu no Japão como Tamamo-no-Mae, a cortesã mais favorecida do Imperador Toba . Ela foi considerada a mulher mais bonita e inteligente, sendo capaz de responder a qualquer pergunta. Ela fez com que o Imperador ficasse extremamente doente e acabou sendo exposto como espírito de raposa pelo astrólogo Abe no Yasuchika, que havia sido chamado para diagnosticar a causa da saúde debilitada do imperador. Alguns anos depois, o imperador enviou Kazusa-no-suke  e Miura-no-suke para matar a raposa nas planícies de Nasu.
        Em 1653 Tamamo no sōshi um adendo foi acrescentado à história descrevendo que o espírito de Tamamo-no-mae embutiu-se em uma pedra chamada Sessho-seki. A pedra soltava continuamente gás venenoso, matando tudo que o tocava. Diz-se que a pedra foi destruída no período Nanboku-chō pelo monge budista Gennō Shinsho, que exorcizou o espírito arrependido da raposa. Ele realizou um serviço memorial budista após a ação, permitindo que o espírito finalmente descansasse em paz. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Djinns

Muito se fala em djinns, mas pouco se sabe a respeito desses seres belos e igualmente perigosos. 
          Na Mitologia Persa, a cor dos djinn era considerada o tom ou a cor de sua pele, e é através dessa cor que eles normalmente são classificados; os de cor azul, também chamados de Marid são os que existem em menor número, mas são considerados os mais poderosos. Eles, raramente interagem com a raça humana e muito pouco se sabe deles. São os mais velhos entre os djinns e seu poder só é inferior ao de um anjo. Quando a raça dos djinns foi obrigada a sair do Universo Físico e deixá-lo para Adão, alguns djinns azuis resistiram e fizeram guerra contra os anjos. A guerra durou mil anos; no fim, os anjos venceram, o que resultou em uma cisão da raça djinn. Muitos se arrependeram e obedeceram à ordem de sair do que agora era o mundo de Adão. Outros, porém, se recusaram, entre eles uma quantidade desconhecida de djinns azuis e seus clãs. Os azuis esperam, acumulando mais poder a cada século, esperando que um dia possam reivindicar de novo o que era deles e derrotar seus velhos inimigos, os anjos, em outra guerra.
          Os djinn vermelhos têm um único propósito: A queda da raça humana. São seguidores de Iblis, e do meio das sombras, lentamente influenciam os pensamentos da raça humana no decorrer dos séculos. Também se empenham em coletar almas humanas para ficarem mais fortes. Eles quebraram todas as suas alianças com suas famílias, clãs e reis. Seguem apenas Iblis, que é o messias deles. Os djinn vermelho assumem a forma reptiliana. São responsáveis por fenômenos de possessão, doenças e assombrações. Muitos clérigos islâmicos modernos acreditam que os djinn vermelhos são também responsáveis pelas aparições extraterrestres e todas a formas de fenômenos paranormais. Estão sempre dispostos a conceder desejos aos seres humanos, mas o preço que cobram é alto demais.
          Os djinn verdes possuem menos poder. Em sua maioria são jovens e gostam de fazer brincadeiras maldosas com outros djinns e humanos. Alguns djinn mais velhos ainda se encontram no nível verde, mas geralmente são reservados e não se aproximam de humanos. Podem se transformar em animais e humanos e podem voar. Se caracterizam por serem brincalhões, vingativos, cruéis e, às vezes, gentis - são, de fato, muito temperamentais. Tentam entrar no nosso mundo para explorar ou se divertir; quando entram, é possível que interajam com pessoas de qualquer idade.
          Segundo a crença islâmica, os djinn verdes vivem em buracos no chão, por isso, não é aconselhável jogar lixo em um buraco, nem urinar ou pular dentro de um. Alguns buracos no chão conduzem a um mundo subterrâneo e é possível que sejam, na verdade, portais que ligam o mundo dos djinn ao nosso. Se forem portais para outra realidade, caso você passe por um, talvez, não consiga encontrar a saída sem saber onde ela fica. Esses portais não se restringem a buracos no solo - há relatos de aberturas semelhantes em rochas, na parte lateral de montanhas e, às vezes, simplesmente no ar. Se você atravessar para esse mundo, um djinni poderá pedir a sua alma ou forçá-lo a atrair outras pessoas ao buraco, segurando todos como reféns. É possível que os djinn também lhe peçam que tragam determinados tipos de alimentos, álcool ou tabaco, regularmente. Embora os djinn, em seu estado natural, sejam compostos de plasma, a maioria é capaz de assumir a forma física por longos períodos. Isso significa que um djinni é capaz de se nutrir pela absorção de energia ou pelo consumo de comidas. Acredita-se que muitos djinn gostam do "sabor" das mais variadas espécies de alimentos, principalmente sorvete e frutas. Os alimentos humanos, contudo, só lhes fornecem parte da subsistência: Os djinn obtêm a maior parte dos nutrientes por meio da absorção de vários tipos de energia de seres vivos.
           De acordo com as crenças turcas, os djinn verdes são os mais fáceis de invocar, pois estão sempre curiosos e interessados na raça humana. Se forem abertos para a comunicação, podem assumir a forma de um cão mansinho, um elfo, uma fada ou um lindo ser brilhante com aspecto angelical. Por outro lado, se invocar, um ou mais djinn que não queira ser perturbado, poderá se encrencar.
              Djinn pretos são associados ao mal e à magia negra. Parecem ser líderes dos djinn azuis, além de líderes de clãs ou talvez reis de um grande número de clãs. Não se sabe quantos são. É possível que só exista um, talvez o governante de todos os outros líderes e reis.
             Djinn amarelos se isolam do universo físico e de outros tipos de djinn.
            Entre os djinn há também o ghoul que se alimenta de carne e sangue humanos, e habita cemitérios e lugares desertos.
           Os Hinn, uma classe fraca, associada aos animais, que prefere aparecer na forma de cães. Segundo a seita Alawi , o Hinn faz parte do "círculo do tempo", pertencente a um período anterior à criação da humanidade. Portanto, antes dos humanos, os hinn , binn , Timm , rimm , Jann e jinn vagavam pela terra. Esses seis períodos simbolizam o progresso negativo até o surgimento dos seres humanos, assim as primeiras letras dos quatro primeiros círculos significam Habtar (aqui se referindo à personificação do mal) e as últimas se referindo a Jann e Jinn como subordinados do diabo . O círculo a seguir divide a história humana, começando com Adão e terminando com Muhammad, o período em que os humanos vivem agora. 
              Alternativamente, foi dito que hinn está associado ao ar e a outra criatura, binn, com água em um documento chamado "Revelações de ʻAbdullah Al-Sayid Muhammad Habib". No mesmo documento, Hinn e binn estão extintos, ao contrário de jinn.
             De acordo com Ibn Kathir , o hinn pertence junto com o jinn às criaturas que derramaram sangue na terra antes da humanidade, fazendo com que os anjos questionassem o mandamento de Deus para colocar Adão como um vice-líder. Em seu trabalho, Al-Bidāya wa-n-Nihāya , ele relata que os hinn e binn foram exterminados pelos jinn para que pudessem habitar na terra. Muhammad Al-Tahir ibn Ashur afirma em seu trabalho em-Tahreer wa't-Tanweer que os Hinn e binn podem ser uma referência à mitologia persa ou aos Titãs da Grécia Antiga , que foram expulsos por suas divindades.
           Segundo alguns relatos, os Hinn apoiaram os anjos, liderados por Iblis durante uma batalha contra os gênios de terra, que sofreram desastres no mundo. Tabari explicou que os Hinn foram criados a partir do fogo, como os Jinn. Mas os Hinn, que pertencem ao grupo de Iblis, são criados a partir do fogo do samum (fogo abrasador), mencionado no Alcorão (15:27), enquanto os jinn regulares são criados a partir de marij min nar (chama sem fumaça). , mencionado em (55:15).
Segundo alguns folclore, acredita-se que os Hinn ainda estejam vivos e tenham forma de cachorro. Baseado em um hadith , se um cachorro selvagem se aproxima de um muçulmano, ele deve jogar um pouco de comida para ele e afugentá-lo, porque ele teria uma alma maligna.
Hinn foram mencionados em poemas pré-islâmicos, juntamente com jinn.
            Os Nasnas, outra forma fraca dos djinn, híbridos de formas humanas e animais. Acreditava-se ser o filho de um Shiqq e um humano. Segundo Edward Lane, tradutor do século XIX das Mil e Uma Noites , uma nasnas é "metade de um ser humano; tendo meia cabeça, meio corpo, um braço, uma perna, com as quais salta com muita agilidade".
            Os Shiqq, djinn inferiores que aparecem como meio criaturas, literalmente só meio formados, tendo, portanto, uma aparência monsturosa. Dizem que eles acasalam com humanos adequados para produzir nasnas.
             Shaitans, djinn rebeldes, relacionados com forças demoníacas, os seguidores de Iblis.
          Os Amir, supostamente ensinaram as letras, a ciência e a vontade de Alá aos humanos, mas ressentidos, se afastaram e foram postos em quarentena em determinados lugares pelos anjos. Estes lugares são tidos como assombrados porque esta classe de djinn gostam de afastar os humanos, assustando-os ao se metamorfosearem em formas sombrias.
         Os reis djinn só podem ser depostos por meio de assassinato, razão pela qual os místicos muçulmanos e homens santos creem que eles governam com mão de ferro. O maior rei de todos os djinn seria Al-Masjid Al-Aswad, membro da ordem dos djinn negros.
             Os súditos devem dar ao rei um tributo uma vez a cada século. De acordo com contos árabes, uma alma humana.
            Os djinn só procriam uma vez na vida e um casal só produz uma criança.
            Djinniyeh (feminino de djinn), raramente interagem com humanos, e são responsáveis pela maior parte dos casos de possessão em seres humanos; superprotetoras das crianças e dos membros da família. Elas são capazes de atacar primeiro, sem provocação para proteger as crianças.
       Como vimos, os djinn são imprevisíveis e nutrem tanto ódio como fascínio e curiosidade pelos humanos. Eles se recusaram a ser curvar para o Homem quando Alá pediu porque em sua opinião os humanos eram inferiores. Por causa disso, foram expulsos do Céu, mas juraram corromper a raça humana para mostrar a Alá que eles estavam certos e que os humanos eram sim, inferiores a eles. Portanto, Djinn não são confiáveis. Os muçulmanos recomendam fortemente NUNCA dar crédito ao que os dinn dizem porque eles são traiçoeiros e mentirosos e sempre que se aproximam de humano, tentam esconder sua verdadeira natureza por não confiarem nos humanos. Certamente, o episódio com Salomão aprisionando djinns e os forçando a construírem um templo é a causa da desconfiança, soma-se a isso, o fato de eles perderem a Terra para nós e não precisa ser um gênio para saber que essa relação humano-djinn não daria certo sem que houvesse domínio de uma das partes porque há muito ressentimento e desconfiança envolvidos. Não é errado tentar ser empático e tentar compreendê-los, mas confiar neles, é sim, um erro que nenhum humano em sã consciência deveria cometer. Se eles fossem tão bons, o contato com eles seria incentivado como é com anjos e fadas. Djinns não gostam de revelarem sua verdadeira natureza porque já sabem o que esperar dos humanos e os filmes da Disney que os mostram como bonzinhos e submissos à vontade dos humanos não ajudam muito... É possível controlá-los mas não é fácil e requer MUITO estudo à práticas como Goethia. Infelizmente, não é uma área que eu domino ou que tenha interesse, então, não posso orientá-los, mas quem deseja contatar os djinn sem ter problemas, recomendo fortemente que busquem por conhecimento. Leiam bastante livros (não um ou dois, mas vários mesmo), façam cursos e vejam o que funcionam para vocês, mas meu conselho, caso esbarre sem querer com um... Seja amigável, não o desafie, e não ouse fazer desejos porque se você não pode controlá-los, não pode também exigir nada deles.



Fontes:

Livro Os Vingativos Djinn de Rosemary Ellen Guilley
Wikipédia