sexta-feira, 13 de março de 2020

Rangda, a rainha demônio de Bali

Rangda é a rainha demônio dos leyaks na Ilha de Bali, Indonésia, segundo a tradicional mitologia balinesa. De compleição aterrorizante, Rangda, "a devoradora de crianças", lidera um exército de bruxos do mal contra o líder das forças do bem - Barong.
       Rangda é importante na cultura balinesa, e apresentações retratando suas lutas com Barong ou com Airlangga nesse conto são populares atrações turísticas, bem como uma tradição. Ela é descrita como uma mulher de idade avançada quase nua, com cabelos longos e desgrenhados, seios pendurados e garras. Seu rosto é tradicionalmente uma máscara horripilante com presas e olhos arregalados, com uma língua comprida e saliente.
       Bali é uma ilha hindu, e é sugerido que Rangda também pode estar intimamente associada com Durga.  Ela também tem sido identificada com a deusa-mãe guerreira hindu, Kali, a negra deusa-mãe da transformação, destruição e proteção no Hinduísmo.
        Enquanto Rangda é vista como temível e por muitos como a personificação do mal, ela também é considerada, no entanto, uma força protetora em certas partes de Bali, bem como Kali é vista como uma deusa-mãe benevolente nos estados indianos da Bengala Ocidental, Assam e Kerala. As cores associadas a ela - branco, preto e vermelho - são idênticas às associadas a Kali. Sua iconografia é semelhante tanto à de Kali como de Chamunda, que estão intimamente relacionados.
         Outras interpretações afirmam que Rangda pode ser derivada a partir do século XI da rainha javanesa Mahendradatta, que foi exilado pelo rei, Dharmodayana, por alegada prática de feitiçaria. O conto em torno disso é que ela começou a se vingar, matando metade do reino (que até então pertencia a ela e ao filho de Dharmodayana, Erlangga), com a praga antes de ser superada por um homem santo. O nome Rangda significa "viúva".


sexta-feira, 6 de março de 2020

Elementais Do Fogo

Imagem de Enrique Meseguer Por Pixabay
Os Elementais do Fogo estão associados ao Ponto Cardeal Sul, são responsáveis por sentimentos fortes como paixão e raiva. Sem eles, não encontraríamos coragem para realizar certas tarefas diárias porque são eles, a faísca que nos mantêm sempre otimistas e nos incitam a ir em frente. Pessoas de temperamento explosivo, podem sofrer com o excesso desse Elemento, e portanto, é altamente recomendável que busque se equilibrar com os quatro Elementos: Terra, Ar, Fogo e Água. É possível fazer isso através de rituais simples como acender uma vela e um incenso, diante de um copo com água e sal, ou substituir o incenso por uma pena.
        O Fogo nos aquece, nos protege da escuridão (e de tudo que a teme) e nos é mais que útil na hora do preparo de comidas e bebidas. Você consegue imaginar a sua vida sem ele? Seria difícil viver sem esse Elemento.
          Os Elementais do Fogo possuem temperamento forte e volúvel, podendo se voltar contra o Ser Humano a qualquer instante, especialmente, se se sentir ofendido. 
         De uma forma ou de outra, eles estão próximos dos humanos, nós é que não prestamos muito a atenção neles, mas eles estão presentes no calor que aquece seu corpo, na paixão ou na raiva que você sente, basta se observar com atenção e perceberá o quão próximos eles estão.
         Você pode invocá-los quando estiver precisando de coragem e força, mas não trabalhe exclusivamente com estes seres, pois, o excesso desse Elemento pode deixar um humano, insano. Não significa que eles sejam maus ou que farão isso de propósito com você... Não são eles, e sim a energia do ELEMENTO e não do Elemental que é forte demais para nós. Trabalhe com eles por algumas semanas e, então, alterne para outro Elemento como Água ou Ar.
        Cada Elemental, independente do Elemento, terá preferência por uma ou outra oferenda em particular e o que pode agradar um, desagradar outro, por isso, sempre pesquise BASTANTE antes de contatar qualquer Elemental (veja como atraí-lo, como agradá-lo e como afastá-lo), não deixe o fascínio por estes seres, o cegarem. Eles são forças antigas e nem sempre podem ser controlados por alguém inexperiente.
        No geral, Elementais do Fogo, aceitam velas e incensos como oferendas principais.
       

Salamandras


Citadas por Paracelso (responsável por classificar os seres Elementais da maneira como conhecemos), elas seriam os Elementais mais difíceis de se trabalhar, porém, se contatadas de maneira adequada, poderiam ajudar a despertar a vidência através das chamas das velas.


Djinns



Das crenças muçulmanas, este ser seria mais fácil de se contatar, mas mais perigoso que as Salamandras, por nutrir certo ressentimento contra os humanos. Ele poderia se casar com humanos (tanto homens quanto mulheres) e gerar híbridos com eles (acredita-se que esses híbridos poderiam viver entre os humanos se nascessem de uma mãe humana, mas caso nascessem de um pai humano, viveriam entre os djinns), no entanto, isso nem sempre ocorreria com as melhores intenções porque eles estão em guerra... Contra os HUMANOS e querem tomar nosso mundo de volta (segundo essas mesmas crenças, eles foram os primeiros a habitarem a Terra, até Alá tomá-la deles e entregá-la aos humanos, o que teria - entre outras coisas - causado ressentimento contra os humanos).
Oferendas principais: Velas, incensos, sal, bebidas alcoólicas.
Fraqueza: Ferro e eletricidade (pode afetar o campo eletromagnético deles e enfraquecê-los ou mesmo matá-los), e o selo de São Salomão.
Onde encontrá-los: Em cavernas; buracos (pequenos ou grandes) no chão ou mesmo no ar (portais dimensionais); árvores, e até objetos (eles odeiam as famosas lâmpadas "mágicas" que aparecem no filme Aladdin, e qualquer coisa semelhante como garrafas, mas como seres astutos que são, podem se esconder em bibelôs de fadas ou gnomos, ou ainda, em bonecas - se achar que a pessoa a qual eles querem se aproximar, tem muito apreço por elas, é onde eles vão se instalar -.).
Formas que assumem: São variadas, desde humanoides, até a forma de animais como gatos, cães e pássaros (geralmente, negros), mas também podem assumir a forma de objetos inanimados.


Kitsunes


Do folclore japonês (que classifica indiscriminadamente todos os seres mágicos e sobrenaturais como Youkais), seriam raposas mágicas, que poderiam assumir a forma humana. Dotadas de grande poder, inteligência e astúcia, podem criar ilusões, controlar o fogo, possuir humanos, e dominam o campo onírico.
         Os kitsunes possuem comportamento brincalhão e, muitas vezes, malévolo. Nem sempre suas interações com os humanos é benévola, mas também podem ser ótimas guardiãs (se tratadas com respeito) de pessoas e lugares. 
Oferendas principais: velas e incensos, e tofu cortado frito chamado aburage, que tem semelhança com os pratos de udon kitsune e kitsune soba, feito com macarrão.
Fraqueza: Elas temem os cães, principalmente, porque eles denunciam sua presença.
Onde encontrá-los: Kitsunes não estão apenas no Japão, assim como Djinns não estão apenas no Marrocos, elas habitam florestas (seu lar natural), mas, muitas vezes, podem se mudar para a cidade. Como os humanos tem invadido seu território, infelizmente, elas nem sempre tem opções a não ser, assistirem sua mata se transformando em cidades e dividir o espaço com os humanos.
Formas que assumem: Belas mulheres, garotas jovens, idosos ou homens. Estas formas não são limitadas pela idade ou aparência da raposa, e uma Kitsune pode duplicar a aparência de uma pessoa especifica. As raposas são frequentemente representadas como tendo a forma de uma mulher bonita.

Bakenekos

Outro do Folclore japonês, um bakeneko seria um gato mágico, capaz de assumir a forma humana, reanimar cadáveres para controlá-los (mais ou menos como os djinns malévolos fazem), causar pesadelos, e assombrar pessoas. O bakeneko pode ser malévolo ou benévolo, e suas interações com humanos podiam ser tanto agradáveis como desagradáveis. De qualquer forma, a figura do Gato Mágico ainda é reverenciada no Japão, com direito a um dia só dele, chamado de Neko No Hi, é celebrado no dia 22 de fevereiro.
Oferendas principais: Velas e incensos, e leite.
Fraqueza: Para acabar com seus poderes, é preciso cortar sua cauda (o que se torna uma missão difícil quando ele pode expelir fogo e dobrar de tamanho, mas não é impossível).
Onde encontrá-los: Onde eles quiserem ser encontrados, mas, geralmente, eles estão mais próximos do que realmente pensamos. Passamos pelos gatos constantemente e eles nos observam com seu ar misterioso... Seriam simples gatos ou bakenekos disfarçados?
Formas que assumem: Eles, geralmente, mantêm a forma felina, mas podem assumir a forma humana, como a de uma jovem e bela moça ou jovem e belo moço. Podem assumir a forma de qualquer pessoa, incluindo de quem lhe der abrigo.


Nagas



Da Mitologia Hindu, são seres semi divinos, em forma de serpentes, que podem assumir a forma humana ou meio humana (lembrando uma lâmia grega). Acredita-se que vivam em cidades subterrâneas, que sejam extremamente inteligentes e possuam o dom da cura e do fogo. Podem ser benévolos ou malévolos em relação aos humanos. Naga é um termo ambíguo e pode se referir também a uma das várias tribos ou etnias humanas como a Naga, e a alguns elefantes e cobras.
        O feminino de Naga é Nagi ou Nagini.  



Boitatá


No Brasil, temos essa enorme cobra de fogo, luminosa, de olhos flamejantes, que pode enlouquecer ou deixar cego quem a vê.
       Em 1560, foram encontrados relatos do Boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, como uma lenda indígena.©

sábado, 29 de fevereiro de 2020

O Dragão de Wawel


O Dragão de Wawel (Smok Wawelski, em polonês) é uma das mais antigas e conhecidas lendas da Polônia.

Diz a lenda que após um longo período de prosperidade, a desgraça chega ao país do príncipe Krak (origem do nome da cidade "Cracóvia"). Os pastores começaram a dar falta de alguns de seus animais e depois desapareciam também moradores sem razão aparente. Isto tudo fica muito tempo inexplicável até o dia em que um jovem, indo pegar ervas na beira do Rio Vístula se aproxima do sopé da colina Wawel. Lá, ele vê ossos na beira do rio e um pouco mais longe, no rochedo da colina, ele percebe uma gruta e ao lado dela um dragão enorme e pavoroso que repousava tranquilamente ao sol. Seu corpo era coberto de escamas verde-amarelas reluzentes e com patas imensas como troncos.
A novidade se espalha entre os habitantes. Então o príncipe Krak faz vir o garoto ao castelo contar sua aventura. Em seguida, ele reúne seus conselheiros e cavaleiros mais valentes para debater o problema e achar uma solução.Todas as tentativas de matar o monstro são em vão, muitos cavaleiros não voltariam. Quando todos perderam a esperança de rever os bravos cavaleiros, o príncipe Krak promete: Aquele que libertar a vila do dragão, cavaleiro ou não, terá a mão da princesa Wanda e metade do reino. Logo, vários príncipes e cavaleiros chegam ao castelo de Krak mas ninguém consegue vencer a besta. Então o príncipe decide enfrentar o monstro; mas os preparativos do combate foram interrompidos por um pobre sapateiro chamado Skuba, de rosto doce e cabelos loiros, que diz ter encontrado um meio de liquidar o dragão.

O jovem pede ao príncipe um carneiro bem gordo. Ele mata o animal e o abre para enche-lo com uma mistura de enxofre e alcatrão. À noite, durante o sono do dragão, ele deixa o falso carneiro na entrada da gruta. De manhã, uma violenta explosão acorda todos os habitantes da vila. Depois de ter engolido o carneiro o monstro teve uma sede terrível, desceu ao rio e bebeu tanta água que sua barriga explodiu e os pedaços do seu corpo cobriram toda a região. E assim o reino de Krak foi libertado do perigo e o aprendiz de sapateiro, naturalmente, casou com a bela princesinha Wanda e foram felizes para todo o sempre.

A gruta onde morava a besta foi nomeada Gruta do Dragão e existe até hoje, sendo um local turístico, em Cracóvia na Polônia. Há uma estátua do dragão logo na saída da caverna, e solta fogo pela boca de 5 em 5 minutos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Invocação aos Elementais do Fogo

Eu vós saúdo, Salamandras (pode substituir a por outra palavra, como kitsune, por exemplo),
Que constituís a representação do elemento Fogo.
Peço que, com vosso trabalho,
Forneçais a mim, poder de resolver tudo,
De acordo com vossa vontade,
Alimentando meu fogo interno,
Aumentando minha chama trina do coração,
E, assim, formar um novo universo.
Mestres do Fogo, eu vós saúdo fraternalmente.
Amém.


Pode fazer esta invocação diante de uma vela branca, vermelha ou laranja antes de qualquer feitiço com os elementais do fogo, ou diariamente, para atrair estes elementais. ©

Os 6 princípios dos Elementais do Fogo

 Os elementais do Fogo são fascinantes, corajosos e ousados e têm despertado o interesse de muitos bruxinhos que buscam o guardião perfeito. Entre os elementais do fogo temos as sedutoras kitsunes, os misteriosos bakenekos, as pequeninas e poderosas salamandras  e os temidos djinns. Já sabemos pelo menos o básico a respeito dessas criaturas, que podem ser boas e más. Mas você sabia que todos os elementais têm uma essência imutável, típica de sua natureza mágica? Hoje, vamos conhecer a essência dos elementais do Fogo.

Os princípios do Fogo


  1. Coragem; é a principal qualidade de todos os seres desse elemento. Eles nada temem, pois não conhecem o significado da palavra 'medo'. Desde muito pequenos, eles aprendem a não temer o escuro, a dor e o 'novo'; eles não tem medo de recomeçar de novo e de novo e possui uma incrível capacidade de adaptação a novos lugares e pessoas.
  2. Força; acho que não é nenhuma novidade que os elementais do Fogo são muito fortes. Dentre todos os elementos, este se destaca por ser indomável e selvagem. Temos de ter um certo cuidado ao lidar com esses elementais, pois eles podem ser muito perigosos quando ofendidos ou de mau humor. Já houve casos em que elementais do fogo se irritaram tanto com um humano que incendiaram sua casa. É... os bichinhos são nervosos.
  3. Determinação; quando esses elementais metem uma coisa na cabeça, dificilmente mudam de ideia. Não que eles sejam cabeça-dura. Pelo contrário. Eles não costumam desistir fácil de alguma coisa e, perseguir seus objetivos é excitante para eles. Desde muito novos, eles aprendem que desistir é só para os fracos.
  4. Paixão; eles são sensuais, ardentes e sedutores. Os melhores amantes se encontram dentre esses elementais. O amor deles é intenso e puramente físico. Não significa que eles nunca se apaixonam, mas que sua forma de amar é diferente dos Elementais da Água. Eles detestam traição, especialmente quando se comprometem seriamente com alguém. Eles são ciumentos e possessivos, especialmente os djinns, que, protegem a pessoa amada, da mesma forma que protegem seus tesouros ocultos em suas cavernas. Isso pode soar romântico para você que está dizendo nesse momento "Que fofo!", mas só demonstra o grau de possessividade do elemental em relação a pessoa. Porque se já é difícil um djinn abrir mão de um mísero diamante (falou a rica), quem dirá de sua noiva? Outra coisinha que você deve saber, quando um djinn se apaixona de verdade por uma mortal, ele lhe enche de presentes preciosos e se ele te levar até ao seu esconderijo, onde guarda seu tesouro, é um sinal de que ele pretende se casar com você, se com a sua permissão ou não, aí, já não posso dizer porque quando djinns querem muito uma coisa, eles simplesmente a tomam e pronto! Eles não pedem permissão a ninguém,  e se pedirem, é apenas por educação. Independente da resposta, eles fazem o que querem e ponto final.
  5. Ousadia; os elementais fazem coisas inacreditáveis, às vezes porque são corajosos e ousados. Eles não medem as possíveis consequências de seus atos, na maioria da vezes, impensados. Eles são mesmo maluquinhos!
  6. Sabedoria; as kitsunes e os djinns (depende da classe, geralmente, os Marid são mais inteligentes) são os seres mais sábios dentre os elementais do fogo. Eles podem nos ajudar, aconselhar e guiar em momentos de grande aflição e indecisão. Recorra a eles sempre que se sentir fraco e confuso ou quando seus caminhos estiverem 'fechados'.
  É isso galerinha. Espero que esse post tenha ajudado a vocês a terem uma ideia de como os elementais do Fogo são, no geral.©

Qarinah, a Djinn que pode possuir pessoas



Na mitologia árabe , o qarînah é um espírito similar ao súcubo, com origens possivelmente na antiga religião egípcia ou nas crenças animistas da Arábia pré-islâmica . Um qarînah "dorme com a pessoa e tem relações durante o sono, como é conhecido pelos sonhos".
           Dizem que eles são invisíveis, mas uma pessoa com " segunda vista " pode vê-los, muitas vezes na forma de um gato, cachorro ou outro animal doméstico. "Em Omdurman é um espírito que possui ... Apenas certas pessoas são possuídas e tais pessoas não podem se casar ou a qarina irá prejudicá-las."
         Até à data, muitos mitos africanos afirmam que homens que têm experiência semelhante com tal principado (súcubo) em sonhos (geralmente em forma de uma bela mulher) encontram-se exausto, logo que eles despertam; muitas vezes alegando ataque espiritual a eles. Os rituais / adivinhações locais são frequentemente invocados para apelar ao deus pela proteção e intervenção divinas.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Qareen, a djinn guardiã


Qareen  que significa literalmente: 'companheiro constante'), é uma dupla espiritual do ser humano, seja parte de uma criatura complementar ou um ser  de uma dimensão paralela. Devido à sua natureza fantasmagórica, o Qareen é classificado entre as criaturas do tipo Jinn, embora, geralmente, não seja um Jinni.  O Qareen, como um espírito acompanhante, não deve ser confundido com o Qarinah  (um "demônio" feminino, também existente na fé do Oriente Médio). Qareen pode ser benévolo ou malévolo (geralmente é malévolo). Acredita-se que todos possuem um Qareen e um anjo da guarda. O Qareen, ao mesmo tempo em que protegeria seu escolhido, também o tentaria com maus conselhos.