segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Duendes levados

Estes seres demonstram capacidade de atrapalhar o sono das pessoas, molestar moças, provocar pesadelos e mal- estar físico. No Brasil, existe a lenda dos Aneros. Acredita-se  que esses seres pertubariam o repouso dos viajantes e provocariam neles desorientação.
  Os Barabahen, na Itália também são fontes de sonhos bizarros e inquietantes.
  O Batibal, nas Filipinas, inibe a respiração de quem dorme.
O Calcarot se sentaria sobre o peito das pessoas que dormem, atrapalhando-lhes o sono. Um comportamento parecido é aquele do Carchett, na Suíça, que na maioria das vezes provocaria sonhos angústiantes, roubando as cobertas dos infelizes que escolhe para atormentar.
 Outra característica desses seres mitológicos é seu interesse por mulheres jovens.
Os Cauzietti, anões peludos com aproximadamente 20 cm de altura, adoram aterrorizar as moças, roubando-lhes seus bordados. Já os Fajetti, da Calábria, Itália, invadem as casas dos camponeses durante à noite e se divertem ao provocar uma ensurdecedora bagunça. Às vezes, escondem as coisas e iportunam jovens ( sempre mulheres ). Os Follat entram embaixo das saias das moças para espiar suas pernas. E o Gambastorta ( que significa pernas tortas ) esconde objetos, faz tilintar os vidros das casas e desloca as telhas.  Este interesse particular dos duendes por mulheres jovens poderia estar relacionado à herança sexual dos seres humanos e, de maneira específica, pelo sexo feminino.
  Na região Norte da Itália existe a muito séculos a crença na existência de uma criatura em forma de fada que seria uma mistura de duende e elfo. Essa criatura é chamada Zampa di Gal ( perna de Gal ) e era comum que se colocásse na entrada do Vale de Gênova e esperasse a passagem de jovens mulheres para seduzi-las. Outros duendes semelhantes, residentes nos Alpes, seduziriam as belas jovens fazendo-as desaparecer para, logo em seguida, brincarem de procurá-las. Este é um fenômeno que não tem nada de divertido, cuja interpretação pode esconder raptos.
   Na cidade de Reggi, Calábria, acreditava-se que o Fuddettu passasse o seu tempo brincando com as crianças que dormiam, colocando-as em posições muito estranhas.
  O L'Omino della Rena ( homenzinho da rena ) é outro duende que faz as crianças dormirem, porém com um artifício pouco agradável:  lança em seus olhos um pouco de areia, forçando-as a fechá-los.
Na Italia, existe também a lenda do Omino del sonno ( homenzinho do sono ) , que é um ser que se comporta exatamente como o citado anteriormente, porém também invadindo as casas através das paredes de portas fechadas. Os Salvanelli, igualmente italianos, hipnotizam suas vítimas para induzi-las a praticar atos estranhos e impensados. Possuem uma enorme cabeça, mãos e pés disformes e sua altura é de pouco mais de um metro.  Os Salvanelli, ao contrário, possuem aproximadamente 75 cm de altura, uma estrutura corporal muito fina e magra, e se divertem assustando o gado, invadindo as casas dos camponeses para aterrorizar as crianças na hora de dormir e, finalmente à noite, pertubando os viajantes.
 O Grogach possui as dimensões de uma criança, cabeça grande e corpo flexível, devido à falta da coluna vertebral. O Wichetlein, um anão minerador da região de Piemonte, na Itália, possui um corpo delicado, com pernas pouco desenvolvidas e uma cabeça pontiaguda sobre a qual um chapéu negro.
  Vogghee Lino, com 30 cm de altura, é um duende de aspecto agradável,mas quase totalmente calvo.
 Os Salvani são feios e deformados e à noite se agitam intensamente impedindo o sono dos camponeses.
Os Sangmanelli possui aproximadamente 60 cm de altura, formação corpórea muito magra e uma coloração padissima e quase espectral. Estes duendes também se agitam na zona rural durante à noite, fazendo sinistras brincadeiras com pobres peregrinos que por ventura estiveram de passagem por lá.
 Conta-se que os Shaquos raptam meninos e meninas deixando em seu lugar um duende decrépito e idoso.
   Os Serval, do Nordeste da Itália, desejam assemelhar-se ao homem e, conta a lenda que freqüentemente trocam suas crianças recém-nascidas pelas humanas. Já nas lendas do Leste da Rússia aparece a figura do Cattivora, um gênio maléfico com olhos hipnóticos e mãos dotadas de longas unhas pontiagudas, adaptadas para agarrar crianças. Acredita-se também que, dentro de algumas cavernas, habitem perigosas criaturas que saem durante a noite para raptar crianças perdidas, a fim de devorá-las. Na região de Tentro, também ao Norte da Itália, conta-se a história de um duende que tem a faculdade de provocar vertigens e visões nos seres que se aproximam da gruta onde habita. Aprisiona qualquer um que ouse pisar sobre a sua pegada e, em alguns casos, rouba a alma das pessoas.
  Antigamente se cogitava que sendo um povo em extinção, as fadas procurassem reproduzir-se juntando-se aos seres humanos. Porém, na falta de representantes masculinos disponíveis, subistituiam as crianças sadias e belas pelas suas, doentes. Ainda não é o claro o motivo pelo qual os antigos acreditavam que as fadas estavam por extinguir-se. Entretanto, é interessante notar o fato de que, para muitos raptados, era relatado a necessidade urgente desses seres cruzarem a sua raça com a humanidade, a fim de eliminar a fraquesa genética existentes em seus genes. Para entender um pouco melhor sobre as  fadas e seus raptos, leia a postagem " Fadas que raptam crianças" no meu blog: adancadasfadas.blogspot.com.br. Ou então visite o blog Gnomos Levados & Duendes travessos para conhecer melhor essas criaturinhas.
  Outra fábula digna de nota é aquela que narra a história dos anões-gigantes, seres que em uma noite raptaram a filha de um rico camponês, colocando em seu lugar uma criatura de sua espécie. No dia seguinte, os pais da garota não conseguiam explicar como, de uma hora pra outra, a pele da menina havia ficado cinza e seus olhos negros, quase como carbono. Após vários anos, a estranha criatura que havia crecido de maneira selvagem era capaz de ações maquiavélicas,desaparecera para sempre.

sábado, 15 de setembro de 2012

Morrigan

Morrigan(terror ou rainha fantasma), também descrita Mórrígan (grande rainha), Aka Morrigu, Mórríghean, Mór-Ríogain) é uma figura da mitologia irlandesa (céltica) que aparenta ser uma divindade, embora não seja referida como deusa nos textos antigos. Representada comumente como uma figura terrível, nas glosas dos manuscritos medievais irlandeses como uma equivalente a Alecto- uma das fúrias na mitologia grega . De fato, um dos textos refere-se a Lamia como "Um monstro de formas femininas, uma Morrigan"- ou ainda como o demônio hebreu Lilith.   Associada com a guerra e a morte no campo de batalha, algumas vezes é anunciada com a visão de um corvo sobre carcaças,( premonição de destruição) ou mesmo com vacas. Considerada uma divindade da guerra, comparável às Valquírias da mitologia germânica, embora sua associação com o gado bovino permita também uma ligação com a fertilidade e o corpo . É com freqüência vista como uma divindade trinitária, embora as associações desta tríade variem: a mais freqüente dá-se de Morrigan com Badb e Macha- embora algumas vezes incluem-se Nemain, Fea, Anann e outras. As mais antigas narrativas de Morrigan estão nas histórias do "Ciclo do Ulster" ,onde ela tem uma relação ambígua com Cúchulainn. No Táin Bó Regamna (invasão do gado em Regamain), ele a desafia sem compreender o que ela é, quando ela guia uma novilha por seu território, tornando-se seu inimigo. Ela profere uma série de ameaças, predizendo finalmente uma batalha próxima onde será morto. Ela diz enigmaticamente: " Eu vigio sua morte". No Táin Bó Culaienge a Rainha Medb de Connacht comanda uma invasão ao Ulster para roubar o touro Donn Cuailng. Morrigan surge ao touro em forma de corvo, e o previne para fugir. Cúchulainn defende o Ulster, travando num vau dum rio uma série de combates contra os campeões de Medb. Entre os combates,Morrigan lhe surge, com aparência de uma bela moça,oferendo-lhe seu amor e auxílio na batalha-mas ele a rejeita. Como vingança, ela interfere em seu próximo combate, primeiro assumindo a forma de uma serpente, fazendo-o tropeçar; depois, com a forma de um lobo, provocando um estouro da boiada,e finalmente como uma novilha que conduz o rebanho em fuga-tal como havia  ameaçado em seu primeiro encontro. Cúchulainn é ferido por cada uma das formas que ela assume,mas, apesar disto,consegue derrotar seus oponentes. Ao final, ela reaparece-lhe, como uma velha que trata-lhe os ferimentos causados por suas formas animais, enquanto ordenha uma vaca. Ela oferece a ele três copos de leite. Ele a abençoa por cada um deles, e suas feridas são curadas. Numa das versões sobre o conto da morte de Cúchulainn, falando como ele enfrenta seus inimigos, diz-se que este se encontra com Morrigan como uma velha que lava sua armadura ensangüentada à margem do rio-Um presságio de morte. Depois, mortalmente ferido, Cúchulainn amarra-se a uma pedra com suas próprias entranhas, para assim poder morrer em pé... Somente quando um corvo sobre seu ombro é que os inimigos acreditaram que ele estava morto.  Morrigan também aparece em textos do chamado"Ciclo Mitológico"celta. Na compilação pseudo-histórica Lebor Gabália Érenn, do século XLL, ela está listada entre os Thuada Dé Danann, como uma das filhas de Ernmas, neta de Nuada. Morrigan é freqüentemente considerada como uma deusa trina, mas a sua suposta natureza tripla é ambígua e inconsistente. Às vezes, surge como uma das três irmas, as filhas de Ernmas: Morrigan, Badb e Macha. Por vezes a trindade consiste em Badb,Macha e Nemainn- coletivamente conhecidas como Morrigan ou , no plural, como as Morrigans. Ocasionalmente Fea ou Anu também surgem, em várias combinações. Morrigan,porém, muitas vezes aparece só, e seu nome por vezes é transmutado para Badb,sem a terceira "Forma mencionada". Morrigan é usualmente tida como  "deusa guerreira : W.M.Hennessey,em sua obra A Antiga deusa irlandesa da guerra,escrita em 1.870,foi influênciado por esta interpretação. O seu papel envolve freqüentemente a morte violenta de determinado guerreiro,ao tempo em que é sugerida uma ligação com a Banshee ( espécie de fada) do folclore posterior. Está ligação torna-se mais evidente no livro de Patricia Lysaght (The Banshee: The Irish death messenger-Banshee; A mensageira irlandesa da morte- pag.15). "Em certas áreas da Irlanda encontra-se este ser fantástico que,  além do nome feérico, também é chamada de Badb.    Imaginem uma mulher alta, cabelos castanhos escuros longos até a cintura que serviam de uma espécie de "capa" sobre os ombros,olhos penetrantes tão negros quanto a noite, pele branca quase translúcida e corpo de músculos bem delineados que não deixavam de revelar encantos femininos sem par e fazer qualquer um nos prazeres carnais que ela poderia oferecer. Agora, não se deixem enganar por sua bela aparência, pois de trás dela há uma guerreira implacável, caçadora das mais hábeis,mestra no manuseio de qualquer arma e invencível no combate por sua força descomunal e invulnerabilidade. Aliás, em qualquer batalha, seja entre deuses e mortais, lá estava ela liderando tropas com um grito de guerra tão alto, quanto o de dez mil homens e plenamente armada até os dentes onde se destacava em sua indumentárea de combate as duas lanças da mais pura prata que carregava nas mãos ( quando lançadas capazes de partir ao meio o avanço de um exercito inimigo e destroçar em pedaços  quem estivesse mais próximo). Ela também tinha poderes mágicos como o de cegar os inimigosjogando sobre o campo de batalha uma névoa penetrante como também dotada do dom de mudar de forma humana para a de um corvo carniceiro, lobo ou mesmo de uma anciã de aparência bem inocente. Conhecendo bem tanto o poder curativo das ervas e raízes quanto a maneira de usá-las como um veneno mortal. esta ,em pocas palavras é a destruição de morrigan. Ao seu lado seguindo-a para todo lado como um séquito de uma rainha, haviam as suas não menos importantes irmãs: Fea ( chamada de a Odiosa), Nemon ( conhecida também popularmente como a venenosa), Badb (atendendo pelo apelido sugestivo de a Fúria) e Macha.  Nemon e Fea eram ambas esposas do famoso Nuada da mão de prata, um dos reis dos Thuatha de Danann( povo da deusa Dana) que em combate em Sreng dos Fir Bolgs ( antigos habitantes da Irlanda e tribo aliada dos Fomorianos) teve a mão decepada e depois substituida por uma mão de prata feita através das incriveis habilidades de Diancecht ( deus gaélico da medicina) até ser restituida por Miach e Airmid (filhos de Diancecht) ; em poder, se comparavam juntas a força de Morrigan.  Macha regia os pilares nos quais eram empaladas as cabeças dos guerreiros mortos em combate para qual eram feitos pelos celtas o culto da cabeça na ideia de ser assim capaz de capturar o espírito do inimigo. Diziam que Macha vivia a cantar nos campos de batalhas, com uma voz bela e magnética que tinha o poder de enfeitiçar os inimigos e levá-los a loucura a ponto de cometerem o suicidio. Por sua vez, Badb vinha com suas irmãs para animar os combatentes dos quais estavam ao seu lado na batalha para assim inspirá-los para ficarem cada vez mais ferozes, afastando o medo da morte, do coração e o receio da derrota. Era individualmente a irmã mais próxima no contato com Morrigan, atuando como sua conselheira e confidente, Curiosamente A Grande Rainha, sempre vitóriosa no combate, acabou pelo amor não correspondido de Cúchulainn, sendo atingida de uma forma mais dolorosa do qualquer ferimento obtido em batalha. assim, ironicamente, o amor foi a arma que finalmente derrotou a invencível Morrigan.  Morrigan assumiu ao longo do tempo caracteristicas mais que tipicamente vampirescas na qualidade de "Rainha Fantasma" ou "Rainha dos mortos-vivos", só que ao contrário do famoso Drácula que virava morcego, tinha o poder de se transformar em um lobo ou corvo antes de atacar suas vítimas,  Crê-se que Morgana como personagrm nas lendas Arturianas, considerada uma vilã em algumas versões e aliada de Arthur em outras, seja em verdade inspirada em Morrigan. Estudiosos sustentam que Macha era uma divindade de culto nativo na Irlanda bem antes da chegada dos celtas na região, sendo venerada nos templos de Emain Macha em Ulster. Outros pesquisadores equiparam Macha à deusa asiática MAcha Alla ou Machalth (Senhora da vida e da morte) bem como a deusa hindu Durga. As irmãs de Morrigan, deusas originalmente, foram posteriormente equiparadas com as Parcas dos mitos gregos, indo em busca das almas errantes, principalmente nos campos de batalha, sendo chamadas assim de "Banshees".

Você também pode gostar:

Deusa Dana


 " A Mãe celeste,  que dança na espiral das serpentes das estrelas, é a fonte de onde nasceu aquele povo antigo, que trouxe o druidismos a terra da esmeralda, seu nome Dana, significa bailarina brilhante," Cathbad.
  Segundo a lenda, Dana nasceu em uma clã de dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, sacerdotisa da clã.
   Foi ela quem sonhou com uma barca carregando seu povo pelos mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.
    Dana, também conhecida como Danu, é a maior deusa da mitologia celta. Seu nome " Dan " significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equiparam-na à deusa Anu.
    Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela quem garantia a segurança material,a proteção, e a justiça. Danu ou  Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, ou Buanann, de acordo com o lugar do seu culto.
  O " Anuário da grande mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz simpátia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.
    Os descendentes de Dana e seu consorte Bilé ( Beli ) eram conhecidos como os Thuatha de Dannan ( povo da deusa Dana ), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.
   O nome " Dana " é derivado da palavra céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no vale do Danúbio, que a civilização celta se desenvoleu. A ligação celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. " Os filhos de Danu", ou " Os filhos de Don". Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Ariarhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.
  Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é " Terra molhada " e a mais poética, " Água do céu".
     Seu símbolo mágico é um bastão. Seu personagem foi cristianizado na figura de santa Ana, mãe da virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antigs divindade indo-européia. Também é conhecida na India, com o nome de " Ana Purna" e em Roma toma o nome de " Ana Perenna."
 É bem verdade que a associação das deusas à rios e mares não é estranha a tradição celta. A covicção de que o mar e a água deram origem à toda vida, sobrevive em nossos próprios tempos. Mas nossa Danu teve um reflexo oposto, se Danu é representante das forças divinas da luz, então Donmu representa o frio, a escuridão e o medo das profundidades desconhecidas do Oceano. Donmu também é uma mãe, e a fecundadora dos Fomóire, a tribo antiga de adversários que tentaram tomar o controle da lei da ordem dos Thuatha de Dannan , de forma que o Caos pudesse reger a Terra. O nome " Donmu" significa " terra" e é derivado do céltico dubno. O sentido da Etimologia é profundo ou " que estende a abaixo". Até mesmo o nome dos Fomóire significa " debaixo do mar". Estes Fomóire representavam as forças da natureza selvagem, eles são ingovernáveis e anda necessários ao eqüilibrio da vida na Terra.


Ritual para saúde da deusa Dana:



Escolha um local reservado em sua casa, para fazer este ritual, se for ao ar livre melhor ainda. Primeiro você deve arrumar seu altrar-ritual, que pode ser redondo simbolizando a Deusa, quadrado ( simbolizando os quatro elementos) ou relangular, mas fundamentalmente deve conter a representação dos quatro elementos, junto aos respectivos pontos cardeais. Use um incenso, uma vela, um copo com água e um cristal para representar os elementos. Ponha também no altar um amuleto ( pode ser uma pulseira, corrente, chaveiro, etc. ) a ser consagrado para saúde, que deverá ser mergulhado dentro de um óleo (  pode ser essência de sândalos).

Invocação:

" Dana, nossa deusa amada
Cujos cabelos acenam ao vento
Coloridos como sóis brilhantes
Cuja veste se faz oceanos
Mãe divina dos Thuatha de Dannan
e das Terras ocidentais
traga-nos sua alegria
Traga-nos a boa saúde
Desperta em nós a beleza
da natureza que é seu véu."

Neste momento, retire seu amuleto do óleo e passe-o sobre o fogo da vela, a fumaça do incenso e borrife água sobre ele, colocando em seguida, de volta ao recipiente onde se encontrava anteriormente. Deixe-o no altar por três dias. No término deste tempo, lave-o com água corrente e use-o de preferência junto ao corpo.

Um feitiço de amor (para atrair um novo amor)


Numa lua nova, pegue uma vela vermelha e um quartzo rosa. Ao nascer do sol, acenda a vela e mostre o quartzo rosa para os primeiros raios o banharem. Diga:

"Sol que nasce, Lua que parte
Ilumine esta pedra e meu coração
A luz que esperaste
Chegou depois da escuridão
Assim como o Sol ilumina e aquece
O amor afasta a solidão
Pois de mim, ele não esquece.
Sou filha do sol, sou filha da lua,
mereço o amor, mereço a alegria
de viver um romance sincero,
assim sonho, assim espero
assim confirmo com esta magia."

Deixe a vela queimar até o fim num lugar seguro, com a pedra próxima a ela. Quando terminar de queimar, carregue a pedra com você ( pode ser num pingente ou num saquinho) e durma com ela sob seu travesseiro. Em poucos dias, o amor sorrirá novamente pra você.

Moiras


Na mitologia grega, as moiras eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos. Eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as moiras fazem uso da roda da fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando assim os períodos de boa ou má sorte de todos. As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmessis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina (os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deuses e homens. As moiras eram filhas de Nix.
  Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada, representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica. Na Odisséia aparecem as Fiandeiras. O mito grego predominou entre os humanos a tal ponto que os nomes das divindades caíram em desuso. Entre eles eram conhecidas por Parcas, chamadas de Nona, Décima e Morta, que tinham respectivamente as funções de presidir a gestação e o nascimento, o crescimento e desenvolvimento, e o final da vida; a morte; entretanto, era apenas sobre os humanos.
 Os poetas da antigüidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas. As moiras eram chamadas também de Cloto, em grego significa "fiar", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécate. Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos.
Láquesis, em grego, significa "sortear", puxava e enrolava o fio tecido. Láquesis atuava junto com Tique, Pluto e Moros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.
Átropos, em grego, significa "afastar", ela cortava o fio da vida. Átropos, juntamente a Tânatos, Queres e Moros determinavam o fim da vida.

Equinócio de Primavera - Ostara

 



(23 de setembro) Equinócio de Primavera - Ostara


No Equinócio de primavera, os wiccanos comemoram, "Bem-vinda, primavera!". O potencial de Imbolc está começando a transformar-se em realidade à medida que as flores desabrocham, as pessoas plantam as primeiras sementes e a luz sobrepuja a escuridão. O dia e a noite são iguais, assim o equilíbrio é enfatizado.
 De alguma forma, o equinócio de primavera de wicca é como a Páscoa. No lado temporal da páscoa, as pessoas comemoram com ovos e coelhos coloridos de chocolate. Há poucas coisas que você pode ter na mesa, entre outras que simbolizam a fertilidade e a vida nova mais do que ovos e coelhos. No lado religioso, os cristãos comemoram a páscoa como o dia em Jesus conquista a morte e se levanta do túmulo. No Hemisfério norte, o Equinócio de primavera é quando o Sol se levanta sobre o horizonte e a luz vence a escuridão. O deus da wicca entra no auge de seu poder nessa época.
  É comum ter coroas de flores em um círculo do equinócio de primavera de wicca. Isso acontece, em parte, porque elas são bonitas, estão disponíveis e tudo está florescendo à nossa volta. As decorações para um altar sazonal do equinócio de primavera podem incluir flores, ovos, sementes e imagens de coelhos, já que em outros paises a primavera é no dia 21 de março.



Ritual de primavera:


Você vai precisar de:

* Flores de todos os tipos e cores
* caldeirão
* água da fonte ( mineral)
* velas coloridas (3,5,7 ou 9)
* mel
* Incensos de rosas ou jasmim

Faça o círculo mágico. Depois, caminhe dentro do círculo no sentido horário espalhando pétalas de flores ao redor, fazendo a marcação do círculo, enquanto diz:

"O frio se despede, os ventos são perfumados, o sol ilumina as flores.
O mundo está em flor. Eu vós saudo, deuses da primavera."

Pare diante do altar- ritual ( que é montado apenas em rituais) e erga o mel.

"Que as flores venham, que venham os pássaros, que venha a primavera, que tudo seja doce e florido, pois o tempo de frio partiu."

Recoloque o mel sobre o altar. Passe um pouco de mel em seus lábios. Agora, medite sobre o passar das estações e deixe-se tocar pela magia das flores. É o momento de realizar alguma operação mágica, se assim desejar. Este período é indicado para magias que trabalham com ervas. Pode encantar florais, pois ficarão muito mais poderosos. Dance se sentir vontade e quando parar, agradeça as entidades que participaram com você e desfaça o círculo. Nesse momento, você pode servir o banquete. Deve haver alegria no ar, música e muitas flores. Os alimentos podem possuir a forma de flores, tudo ser colorido. Faz parte da tradição servir alimentos a base de sementes de girassol e abóbora e gergelim, assim como brotos, verduras e pratos com flores.    

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Wordpress Theme by wpthemescreator .
Converted To Blogger Template by Anshul .