sábado, 15 de fevereiro de 2025
Gaia: A Mãe Terra na Mitologia Grega
Daniele Claudino é escritora. Há doze anos estuda sobre os elementais e compartilha seu conhecimento com seus leitores. Quando não está escrevendo, está se aventurando em viagens astrais no reino dos elementais. Você pode entrar em contato com a autora pelo email: adancadasfadas@gmail.com
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
Hécate: a deusa das encruzilhada, magia e mistérios
Hécate é uma das figuras mais fascinantes da mitologia grega, reverenciada como a deusa da magia, da lua, das encruzilhadas e dos mistérios ocultos. Seu domínio vai além do mundo dos mortais, pois ela transita entre o reino dos vivos e o mundo dos mortos. Considerada uma guardiã poderosa, Hécate é frequentemente associada à proteção, sabedoria e à capacidade de abrir caminhos para aqueles que buscam seu auxílio.
Sua imagem é comumente representada com três rostos, simbolizando seu papel como uma deusa tripla, que observa o passado, o passado e o futuro. Hécate também é associada aos cães, às tochas e às chaves, que representam sua capacidade de iluminar os caminhos e abrir as portas do conhecimento.
Se você deseja se conectar com Hécate, é importante fazer isso com respeito e intenção clara. A seguir, apresento uma invocação recitada e algumas ideias de oferendas para agradá-la.
Invocação à Hécate
Esta invocação pode ser recitada em um momento de tranquilidade, preferencialmente em um local seguro e silencioso, como em uma encruzilhada ou em um altar dedicado à deusa:
"Hécate, guardiã dos caminhos,
Rainha da noite e do mistério profundo,
Senhora das encruzilhadas, ouça meu chamado!
Com suas tochas, ilumine meus caminhos,
Com suas chaves, abra as portas do saber.
Protetora das almas e dos que buscam o oculto,
Guia-me com sua sabedoria e força.
Ensine-me os segredos do céu, da terra e do submundo.
Hécate tríplice, deusa eterna,
Eu invoco sua presença com reverência e amor.
Que sua luz brilhe em minha vida. Assim seja".
Oferendas para Hécate
As oferendas são uma forma poderosa de mostrar gratidão e reverência a Hécate. Aqui estão algumas sugestões:
Alimentos:
Alho, cebola e ovos cozidos (tradicionalmente associados à deusa)
Bolos de mel ou pão fresco
Vinho tinto ou hidromel
Objetos e elementos naturais:
Chaves antigas, simbolizando sua capacidade de abrir caminhos.
Tochas ou velas (preferencialmente pretas ou brancas)
Cristais como obsidianas, ônix ou ametista
Outros itens:
Incensos de mirra, sândalo ou cedro
Flores como ciprestes, lavanda ou margaridas
Pequenas estátuas de cães ou figuras que representem sua energia
Como oferecer
As oferendas podem ser colocadas em um altar ou em encruzilhada (um local tradicional de culto a Hécate).
Sempre faça isso com respeito, deixando claro em suas palavras ou pensamentos que você oferece aquilo com amor e devoção, e agradeça por sua presença em sua vida.
Hécate é uma deusa que atende aqueles que se aproximam dela com sinceridade e humildade. Se você buscar sua sabedoria, esteja preparado para enfrentar os mistérios da vida e para crescer em seu caminho espiritual. Com sua luz, ela pode ajudar a iluminar até os momentos mais sombrios, guiando você em direção à transformação e ao autoconhecimento.
Daniele Claudino é escritora. Há doze anos estuda sobre os elementais e compartilha seu conhecimento com seus leitores. Quando não está escrevendo, está se aventurando em viagens astrais no reino dos elementais. Você pode entrar em contato com a autora pelo email: adancadasfadas@gmail.com
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Hades
Ele é conhecido também por ter raptado Perséfone (Core), sua sobrinha, filha de Deméter e Zeus, e a levado para o submundo.
Hades costuma apresentar um papel secundário na mitologia, pois o fato de ser o governante do Mundo dos Mortos faz com que seu trabalho seja "dividido" entre outras divindades, tais como Tanatos, deus da morte, ou as Queres (Ker) - estas últimas retratadas na Ilíada recolhendo avidamente as almas dos guerreiros, enquanto Tanatos surge nos mitos da bondosa Alceste ou do astuto Sísifo.
Como o senhor implacável e invencível da morte, é Hades o deus mais odiado pelos mortais, como registrou Homero (Ilíada 9.158.159). Platão acentua que o medo de falar o seu nome fazia usarem no lugar eufemismos, como Plutão.
Na Bíblia, Hades é usado com o mesmo significado de Seol (significam morte temporária, que termina na ressurreição dos humanos no dia do juízo).
Origem: Guerra dos Titãs
Segundo Apolodoro e Hesíodo Cronos os devorou na seguinte ordem: primeiro a Héstia, em seguida Deméter e Hera e, mais tarde, a Hades e Posseidon.
Crescendo, o jovem deus teve novamente a ajuda materna para auxiliá-lo: Reia fez com que o marido engolisse uma beberagem que o forçou a vomitar os filhos presos dentro de si. Uma vez libertos, os irmãos ficaram solidários a Zeus, no combate contra o pai. Postaram-se, então, no monte Olimpo e, com ajuda dos titãs hecatônquiros, combateram os outros titãs, que se posicionaram no monte Ótris, numa batalha que durou dez anos.
Os titãs solidários aos olímpicos — Briareu, Coto e Giges — deram aos três irmãos suas armas: a Zeus os raios, a Posseidon o tridente; a Hades coube um capacete, que o tornava invisível.
A derrota de Cronos deu-se com o uso das três armas: Hades, invisível com seu elmo, roubou ao pai suas armas e, enquanto Posseidon o distraía com o tridente, Zeus o fulminou com seus raios.
Sendo o mundo dividido em três partes, Zeus procedeu à divisão por sorteio dos reinos entre si e os dois irmãos: para si ficou a Terra e o Céu, a Posseidon coube os mares e rios, ao passo que para Hades ficou o domínio sobre o mundo subterrâneo e os seres das sombras.
Mais tarde Hades desposa Perséfone (a Prosérpina dos romanos, também chamada Core ou Kore), filha de sua irmã Deméter (Ceres, para os romanos), e que ao seu lado tornou-se a rainha dos mortos.
Hades e Perséfone
Então, a fim de verificar o que estava se passando, finalmente Hades decide sair de seu reino, montado em seu carro de negros corceis. Estava Afrodite, naquele momento, sentada no monte Érix junto a seu filho Eros (então personificado como Cupido) e desafiou-o a lançar suas flechas no deus solitário quando, por ali, a filha de Deméter transitava no vale de Ena (uma pradaria siciliana), igualmente solteira.
Flechado pelo Amor, Hades rapta a bela sobrinha que, apavorada, clama por socorro à mãe e suas amigas mas, sem ter como reagir, acaba resignando-se. Hades excita os cavalos a fugirem o mais depressa possível até que chegaram ao rio Cíano, que se recusou a dar-lhe passagem. O deus então feriu-lhe a margem, abrindo a terra e criando uma entrada para o Tártaro.
Outras variantes do mito colocam a sobrinha e amada de Hades às margens do rio Cefiso, em Elêusis, ou aos pés do Monte Cilene, na Arcádia, local em que uma caverna levava aos Infernos; noutras, próxima a Cnossos, em Creta. Também conta-se que Zeus, para ajudar o irmão na captura de Core, enquanto ela colhia flores, postou um narciso (ou um lírio) na beira dum abismo e ela, ao colher a flor, caiu, pois a Terra se abriu, ao aparecer Hades para capturá-la.
Deméter parte numa busca inútil à filha, indo de Eos (a Aurora) até as Hespérides (no poente). Em sua peregrinação salva um menino, a quem incumbe de ensinar a agricultura aos homens. Desesperançada, pára à margem do mesmo rio Cíano onde a filha fora levada. A ninfa que ali habitava fica oculta, temendo represálias do deus dos Infernos, mas deixa fluir sobre as águas a guirlanda que Perséfone derrubara ao ser levada. Ao vê-la a deusa se revolta, culpando a terra por seu sofrimento: a maldição que lança provoca a infertilidade do solo e a morte do gado.
Vendo a desolação provocada pela vingança da deusa, a fonte Aretusa resolveu interceder. Procurando Deméter, conta sua história - de como fora perseguida por Alfeu, no curso do rio de mesmo nome e, ajudada por Artêmis, que lhe abrira um caminho subterrâneo para a fuga até a Sicília, viu então Perséfone sendo levada por Hades — ainda triste, mas já ostentando o semblante de Rainha do Mundo Inferior.
Uma variante narra a história da seguinte forma: após dez dias Deméter foi auxiliada por Hécate, deusa da lua nova, que a levou até Hélio, o Sol; este ter-lhe-ia contado o que ocorrera, acrescentando que o rapto fora consentido por Zeus. Dissera mais: que aceitasse o ocorrido, pois Hades "não era um genro sem valor". Mas a mãe, em seu desespero, recusa o conselho e, magoada com Zeus, abandona o Olimpo e passa então a vagar na terra como uma velha.
Apesar de ter a esposa para sempre presa ao Submundo, o deus das sombras faz um acordo com a sogra, anuindo que Perséfone passasse uma parte do tempo ao seu lado e outra, com a mãe. Deméter concorda com o ajuste, e devolve à terra sua fertilidade.
As paixões de Hades
O primeiro mito estaria ligado ao próprio rapto de Perséfone: Minta (ou Minte), ninfa que habitava o Submundo, mantinha com Hades um relacionamento, interrompido por seu casamento; a ninfa então, procurando recuperar o amante, passou a se vangloriar, dizendo ser mais bonita que sua rival, despertando a fúria em Deméter, mãe de Core. Deméter então puniu a moça presunçosa, fazendo em seu lugar surgir a menta.
Noutra passagem, teria se apaixonado por Leuce, filha de Oceano, e que por isso foi transformada no álamo prateado.
Wilkinson e Philip registram que, quando Hades vinha à superfície, não era capaz de dominar os desejos pelas infelizes ninfas. Perséfone, contudo, sempre agia para conter esses impulsos e, assim, quando o marido se apaixonara por Minte, a transforma no hortelã; quando o mesmo ocorrera a Leuce, transformou-a no álamo.
A aparência de Hades
As antigas obras de arte diferenciam-no somente por alguns 'rasgos de expressão', como
registrou Murray. As espessas barbas e cabelo sombreiam a face.
Seus atributos eram um cetro, similar ao de Zeus, e um capacete que conferia a invisibilidade
a quem o portasse. Seu auxiliar é o grande cão de três cabeças, Cérberos.
Sua figura é bastante sóbria, sem ornatos: Além da expressão sombria pelo franzir dos cenhos,
a barba em desalinho e cabelos desgrenhados num rosto pálido. Suas vestes consistem num
pesado manto e túnica vermelhos; seu trono é representado por uma coruja.
O Inferno de Hades
uma das passagens estava sempre aberta de modo a permitir a entrada, sem retrocesso. Sua guarda cabia ao cão Cérbero, que era dócil a quem chegava, mas feroz a quem pretendesse sair.
A entrada era separada do interior por vários rios, de águas turbulentas, dos quais o mais famoso era o Estige, tão fiável que os próprios deuses o evocavam como testemunha dos juramentos. Sua passagem era feita pelo barqueiro Caronte, para cujo pagamento colocavam os gregos uma moeda (danake) na boca do falecido.
Outros rios eram o Aqueronte (rio da eterna aflição), Lete (o rio do esquecimento), Piriflegetonte (rio de fogo), Cócito (rio do pranto e lamento).
Além do próprio reino dos mortos, duas outras regiões se apresentavam: Os Campos Elísios, uma ilha
de bem-aventurança que recebia as almas das pessoas boas e o Tártaro - tão profundo que distanciava-se da terra, como essa do céu.
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
domingo, 25 de maio de 2014
Perséfone
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| Perséfone |
Os deuses, Hermes, Ares, Apolo e Dioniso todos cortejaram-na. Deméter rejeitou todos os seus dons e escondeu a filha longe da companhia dos deuses.“ Todos os que habitavam em Olimpo foram enfeitiçados por esta menina (Perséfone), rivais no amor a menina casar, e Hermes ofereceu seus dotes para uma noiva. E ele ofereceu a sua vara como dom para decorar seu quarto (como preço da noiva para a mão dela em casamento, mas todas as ofertas foram recusadas por sua mãe Deméter)".
Quando os sinais de sua grande beleza e feminilidade começaram a brilhar, em sua adolescência, chamou a atenção do deus Hades que a pediu em casamento. Zeus, sem sequer consultar Deméter, aquiesceu ao pedido de seu irmão. Hades, impaciente, emergiu da terra e raptou-a enquanto ela colhia flores com as ninfas, entre elas Leucipe e Ciana, ou segundo os hinos Homeroicos, a deusa estava também junto de suas irmãs Atena e Ártemis. Hades levou-a para seus domínios (o mundo subterrâneo), desposando-a e fazendo dela sua rainha.
Sua mãe, ficando inconsolável, acabou por se descuidar de suas tarefas: as terras tornaram-se estéreis e houve escassez de alimentos, e Perséfone recusou-se a ingerir qualquer alimento e começou a definhar. Ninguém queria lhe contar o que havia acontecido com sua filha, mas Deméter depois de muito procurar finalmente descobriu através de Hécate e Hélio que a jovem deusa havia sido levada para o mundo dos mortos, e junto com Hermes, foi buscá-la no reino de Hades (ou segundo outras fontes, Zeus ordenou que Hades devolvesse a sua filha). Como entretanto Perséfone tinha comido algo (uma semente de romã) concluiu-se que não tinha rejeitado inteiramente Hades. Assim, estabeleceu-se um acordo, ela passaria metade do ano junto a seus pais, quando seria Koré, a eterna adolescente, e o restante com Hades, quando se tornaria a sombria Perséfone. Este mito justifica o ciclo anual das colheitas.
Perséfone é descrita como uma mulher de olhos escuros por Opiano, possuidora de uma beleza estonteante, pela qual muitos homens se apaixonaram, entre eles, Pírito e Adônis. Perséfone não foi amante de Adônis mas se "apaixonou" por ele quando ainda era um bebê (como essese deuses são pedófilos), pois Afrodite pediu para ela cuidar dele e ela não queria devolver mais. Afrodite se torna rival dela, quer ficar com o menino o tempo todo e depois, quando ele já está adolescente, torna-se amante de Afrodite.
Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos.
Persefone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e, salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.
Entre muitos rituais atribuídos à entidade, cita-se que ninguém poderia morrer sem que a rainha do mundo dos mortos lhe cortasse o fio de cabelo que o ligava à vida. O culto de Perséfone foi muito desenvolvido na Sicília, ela presidia aos funerais. Os amigos ou parentes do morto cortavam os cabelos e os jogavam numa fogueira em honra à deusa infernal. A ela, eram imolados cães, e os gregos acreditavam que Perséfone fazia reencontrar objetos perdidos.
Nos cultos órficos, Dionisio era também amante de Persefone, o deus passava intervalos de tempo na casa da rainha dos mortos, e junto com ela era cultuado nos mistérios orficos como símbolo do renascimento. Conta-se, ainda, que Zeus, o pai da Perséfone, teve amor com a própria filha (esse velho é um safado desgraçado mesmo), sob a forma de uma serpente. Preciosas informações retiradas de antigos textos gregos, citam que Perséfone teve um filho e uma filha com Zeus: Sabázio e Melinoe era de uma habilidade notável, e foi quem coseu Baco na coxa de seu pai. Com Heracles, (Algumas versões citam Zeus ou até mesmo Hades) teve Zagreus, que seria a primeira reencarnação de Dionisio . Perséfone, com Hades, é mãe de Macária, deusa de boa morte.
Apesar de Perséfone ter vários irmãos por parte de seu pai Zeus, tais como Ares, Hermes, Dionísio, Atena, Hebe, Apolo, entre outros, por parte de sua mãe Deméter, tinha um irmão, Pluto, um deus secundário que presidia às riquezas. É um deus pouco conhecido, e muito confundido como Plutão, o deus romano que corresponde a Hades. Tinha também como irmã e irmão, filhos de sua mãe, uma deusa chamada Despina e um eqüino chamado Árion. Despina foi abandonada pela mãe de ambas ao nascer. Por isso ela tinha inveja da deusa do mundo dos mortos, até porque Demeter se excedia em atenções para a rainha. Em resposta, a filha rejeitada destruia tudo que Perséfone e sua mãe amavam, o que resultaria no inverno.
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| Despina |
A rainha é representada ao lado de seu marido, num trono de ébano, segurando um facho com fumos negros. A papoula foi-lhe dedicada por ter servido de lenitivo à sua mãe na ocasião de seu rapto. O narciso também lhe é dedicado, pois estava colhendo esta flor quando foi surpreendida e raptada por Hades. A ela também eram associadas as serpentes.
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Deusa Atena
Atena era a filha predileta de Zeus, porém quando Métis ficou grávida, Zeus engoliu a esposa com medo de sua filha nascer mais poderosa que ele e lhe tirar o trono, mas para que isso acontecesse convenceu Métis a participar de uma brincadeira divina, onde cada um se transformava em um animal diferente e Métis pouco prudente acabou se transformando em uma mosca, e Zeus a engoliu. Métis foi para a cabeça de Zeus. Mas com o passar dos anos, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e pediu para que Hefesto lhe desse uma machadada, foi então que Atena já adulta saltou de dentro do cérebro de seu pai, já com armadura, elmo e escudo.
Atena leva uma lança em sua mão, mas que não significa guerra e sim uma estratégia de vencer, também foi a inventora do freio, sendo a primeira que amansou os cavalos para que os homens conseguissem domá-los. A cidade Atenas era sua preferida já que levou seu nome e onde também se fazia cultos em sua homenagem.
Atena e Poseidon, seu tio, chegaram a disputar o padroado de uma cidade importante, para isso estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente à cidade ganharia a disputa. Poseidon bateu com seu tridente e fez jorrar água do mar e também fez aparecer um cavalo. Já Atena além de domar o cavalo e torna-lo um animal doméstico, também deu como presente uma Oliveira que produzia alimento, óleo e madeira, foi então que ganhou e assim a cidade levou seu nome, Atenas.
Atena, considerada a deusa virgem, ficou assim durante toda a história, pois pedia para que os deuses não se apaixonassem, pois ela ficaria grávida e teria que largar sua vida de guerras e passar a viver em uma vida doméstica.
Atena também ficou conhecida como Minerva pelo voto de desempate que deu quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas. Orestes matou a mãe para se vingar da morte do pai. Atena deu o voto de Minerva como é conhecido hoje, e declarou Orestes inocente.
Essa grande deusa era para ser a nova Rainha do Olimpo, mas como era mulher seu pai continuou no trono. Mas Atena foi a deusa da sabedoria, prudência, capacidade de reflexão, poder mental, amante da beleza e da perfeição.
Prece a deusa Atena
Dai-me forças com tua lança de prata e protegei-me,
Deixa-me repousar a teus pés no Olímpo,
Refresca minha alma dos males do mundo,
Seja minha força, minha guia, luz proveniente de Zeus, a ti peço,
Faz reinar a tua justiça que está acima dos homens,
Faz reinar em mim a certeza da fortaleza que sou,
Onde nada me abala, atinge ou enfraquece,
Forja-me firme tal tua lança e com ela aplaca os males de minha vida,
Atua em mim livremente oh poderosa Deusa e faz-me sentir a segurança de lhe ter a meu lado!
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Nice, a deusa da vitória

Nice, (em grego Νίκη, Níkē ou Niké – "Vitória") era uma deusa grega que personificava a vitória, representada por uma mulher alada. Os romanos designaram o nome de Victória para Nice. Nice também pode representar asas. Seres alados.
Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, em Atenas, a imagem da deusa veio cunhada nas medalhas (ouro, prata e bronze) com referencia à Deusa Minerva, A Deusa da estratégia e das batalhas. Sua imagem é obrigatória em todas as medalhas dos Jogos Olímpicos de Verão. Essa imagem da deusa nas medalhas vem de uma escultura em mármore do século V a.C., feita pelo escultor Peônio. A mais famosa imagem de deusa é a de Samotrácia, exposta no museu do Louvre, em Paris.
A deusa se encontra na mão direita de Atena, dando assim à deusa certeza de vitória em todas as batalhas travadas. Atena, em sua história, várias vezes já travou grandes batalhas contra deuses que desejavam para si a Níkē, e, graças à deusa alada, Atena sempre as venceu.
A marca de roupas Nike teve seu nome inspirado na deusa Nice; assim, o símbolo da marca é semelhante a uma asa em homenagem à deusa alada da vitória.
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
Despina, deusa do inverno
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
Hipnos, o deus do sono

Tânato, a morte;
Éter, a luz
Éris, a discórdia;
Hemera, o dia;
Hespérides, a tarde;
Apáte, o engano;
Filótes, a amizade;
Geras, a velhice;
Lissa, a loucura;
Momo, o escárnio;
Oizus, a miséria;
Lete, o esquecimento;
Até, o erro;
Nêmesis, a vingança;
Kera, o destino do homem em seus momentos finais;
Moro, o quinhão que cada homem receberá em vida;
Ele e sua esposa tiveram os oneiros, seus filhos, responsáveis por distribuir os sonhos:
Ícelo - criador dos pesadelos;
Morfeu - criador dos sonhos;
Fântaso - criador dos objetos inanimados que aparecem nos sonhos;
Fantasia - única filha, criadora dos monstros, quimeras e devaneios.
Pausânias, em sua obra Descrição da Grécia, menciona diversas vezes a presença de estátuas de Hipnos ao lado de seu irmão Tânato.
As aparições deste deus menor são poucas nos mitos. De acordo com um deles, o deus se apaixonou pelo mortal As aparições deste deus menor são poucas nos mitos. De acordo com um deles, o deus se apaixonou pelo mortal Endímion e por isso lhe concedeu o dormir de olhos abertos, para que pudesse olhar nos olhos do amante mesmo enquanto este estava adormecido. Conforme outras fontes fora a deusa da lua Selene que se apaixonou pelo mortal e pediu aos outros deuses que o tornassem imortal, Zeus concordou, mas em compensação o fez dormir eternamente. e por isso lhe concedeu o dormir de olhos abertos, para que pudesse olhar nos olhos do amante mesmo enquanto este estava adormecido. Conforme outras fontes fora a deusa da lua Selene que se apaixonou pelo mortal e pediu aos outros deuses que o tornassem imortal, Zeus concordou, mas em compensação o fez dormir eternamente.
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
domingo, 7 de outubro de 2012
Espelho de Afrodite
Numa noite de Lua cheia, acenda a vela e o incenso. Pegue o espelho, de preferência oval e com cabo, e lave-o com água de rosas, deixando-o secar naturalmente à luz da lua. Em seguida, cole as conchinhas em torno dele e deixe secar à luz da lua também. Enquanto trabalha, vá repetindo o seguinte encantamento:
Use esse espelho sempre que estiver se arrumando para sair, pensando em uma nova conquista, e repita o encantamento.
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Afrodite, a deusa grega do amor
Afrodite, segundo algumas versões de seu mito, teria nascido perto de Pafos, na ilha de Chipre, motivo pelo qual a chamam de Cipria, especialmente nas obras poeticas de Safo. Seu principal centro de culto era exatamente em Pafos, onde uma deusa do desejo havia sido cultuada desde a Idade do Ferro na forma de Ishtar e Astarte. Outras versões do mito, no entanto, afirmam que a deusa teria nascido próximo à lha de Citeras (atual Kythira) pelo qual também recebia o nome de "Citéria".
Na versão mais famosa do mito, seu nascimento teria sido consequência de uma castração: Cronos teria cortado os órgãos genitais de Urano (Zeus) e arremessado-os para trás, dentro do mar. A espuma surgida da queda dos genitais na àgua que alguns autores indificam com o esperma do deus morto, teria dado origem à Afrodite, enquanto as Erínias teriam surgido a partir de suas gotas de sangue. Nas palavras de Hesíodo, "O pênis(...) aí muito boiou na superfície, ao redor uma espuma branca ejaculava da carne imortal, dela uma virgem criou-se. Esta virgem tornou-se Afrodite,flutuando sobre as margens sobre uma concha de vieira. Esta imagem de uma Vênus erguendo-se das águas do mar, já totalmente madura foi uma das representações mais icônas de Afrodite, celebrizada por uma pintura muito admirada de Apeles, já perdida, porém descrita na História Natural, de Plinio, o velho.
Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido, pois tão grande era o poder sedutor de Afrodite que eles e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta despreza a todos, como se nada fosse. Como vingança e punição, Zeus obrigou-a casar-se com Hefesto (Segundo Homero, Afrodite amava Hefesto, mas pela falta de atenção, Afrodite começou trai-lo, na intenção dele valorizá-la.) que usou toda a sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçados com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.
Afrodite teve vários filhos, entre eles: Hermafrodito (com Hermes), Anteros (com Ares), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himineu (com Apolo), Príapo (com Dionísio), Eryx (com Poseidon) e Eneias (com Anquisis).
Os diversos filhos de Afrodite mostram sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana.
Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos, foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás era sua rival, tanto pela disputa de Adônis, tanto no que se diz respeito à beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra muher tivesse uma beleza comparável à sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou em certos casos, quem possuísse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda.
Suas festas eram chamadas de Afrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a rosa, a romã e a limeira. Entre os seus protegidos contam-se os marinheiros e os artesãos. Com o passar do tempo, Afrodite passou a ser vista como Frívola e promíscua, devido à sexualidade liberal. No templo de Corinto, praticava-se "prostituição religiosa" no templo da deusa. O sexo com prostitutas, geralmente escravas, era considerada uma forma de adoração e contato com a deusa. Um dos amantes de Afrodite foi o próprio Zeus (que horror! O próprio pai) que manteve segredo pois Hera, sua mulher sempre foi muito ciumenta e Zeus temia que ela fizesse algo que acabasse com a beleza de Afrodite.
Oração à Afrodite
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.









