sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O pêndulo e seu uso mágico




O pêndulo nada mais é do que um objeto suspenso por um cordão, preso pelos dedos indicador e polegar e que, de acordo com a interpretação de suas oscilações, é possível se obter respostas determinadas. Movimentos circulares em sentido horário normalmente significam “SIM” e movimentos em sentido anti-horário “NÃO”.
Muitos objetos podem ser utilizados como pêndulos ou em conjunto com eles:

Peneiras (Crivomancia);
Bíblias (Bibliomancia);
Alianças ou anéis do consulente (Dactilomancia);
Pedras ou chaves (Clidomancia ou Cleifomancia).


Hoje temos varias opções, como os modernos e caros pêndulos de cristal, madeira ou metais ocos, mas o objetivo sempre é o mesmo e o modelo ou recurso utilizado pouco influi; o que influi mesmo e a capacidade da pessoa que o maneja, o radiestesista.
A limitação de respostas afirmativas ou negativas faz com que muitos desistam da Radiestesia e busquem outro tipo de oráculo. Um grande erro, pois a limitação não está nas respostas que o pêndulo dá e sim em quem o maneja. Assim como a Magia, a Radiestesia necessita de tempo, muito estudo e dedicação.
O pêndulo, em sua simplicidade, é tão útil que não existe área na qual ele não possa ser empregado. Com ele é possível detectar doenças, encontrar uma gama de objetos, animais e pessoas, descobrir a verdade, prever o futuro, desvendar o passado entre outros.
Na “Arte”, o pêndulo é o fiel companheiro do mago, sendo útil tanto no auxilio em substituições rituais ou mesmo como sanador de dúvidas ao escolher um novo membro para o Coven, além de responder perguntas bastante diretas sobre qualquer assunto.

Quem responde através do pêndulo?!


Isso é um mistério! Alguns acreditam que seja o “Fluido Universal”, já conhecido pelos gregos. Outros acreditam no poder extra-sensorial do indivíduo. Há ainda quem diga que “alguém” responde através do pêndulo. Esse “alguém” pode ser um ser desencarnado, um elemental, entidades que habitam planos vizinhos, etc. Os livros teóricos não dão explicações muito satisfatórias e cada qual é livre para tirar suas próprias conclusões.
Muitos autores desaconselham o uso de pêndulos comprados em lojas, por dizerem que objetos fabricados não possuem alma ou carga mágica e que o correto seria que o mago tivesse um pêndulo fabricado para ele ou mesmo o fabricasse. Mas convenhamos, fabricar um pêndulo pode ser uma tarefa um tanto quanto difícil, e acredito que quando compramos algo ele passa a fazer parte de nós, e um bom ritual de limpeza e consagração o tornará pessoal e com muito poder. Mais uma vez cabe a você decidir se prefere comprar um pêndulo ou fazê-lo.Só desaconselho o uso de alianças, pois elas já foram consagradas para um devido fim, exceto aquelas compradas "virgens". Atenção também com coisas de procedência misteriosa (ex: jóias antigas), pois podem ter sido consagradas para algum fim, não terem boas energias ou até mesmo serem habitadas.

Limpeza do Pêndulo

Fabricado para (ou por) você ou não, o pêndulo deve ser limpo antes de ser consagrado para depois ser utilizado, afinal deve ter um monte de energias grudadas nele...
Existe uma infinidade de rituais, alguns bastante simples, outros que exigem muitas coisas e são mais complexos, mas o importante é limpá-lo fisicamente e energeticamente.
Uma técnica simples para aqueles feitos em cristal é o mergulho em água salgada . Uma opção é usar um pano limpo, e de preferência exclusivo para isso, embebido com água salgada. Ou se preferir, use o mesmo método utilizado em limpeza de cristais que consiste em pôr o seu pêndulo em uma vasilha com água e sal (preferêncialmente sal grosso) e deixe descansar por um dia e uma noite na janela de seu quarto para ele tomar um banho de sol e um banho de lua. Entretanto, esteja atento ao material do seu pêndulo antes de realizar essa etapa.  Se for de metal, provavelmente enferrujará se ficar na água por muito tempo. Prefira deixá-lo em um recipiente vazio. Se for de madeira, é aconselhável enterrá-lo, preferencialmente em uma terra fértil, com plantas, como um vaso por exemplo. Depois disso, lave seu pêndulo em água corrente e o consagre.
Outras formas são a defumação com incenso, exposição à chuva ou água corrente. Se seu pêndulo for sensível aos elementos, como metal ou madeira, o uso do tecido umidificado é bem eficaz!


Consagração do pêndulo

É comum consagrarmos nossos objetos mágicos, e o pêndulo não foge à regra. A consagração além de deixá-lo ainda mais poderoso poderá impedir que diga mentiras ou mesmo seja habitado por forças indesejáveis.
Caso tenha um altar, crie um ritual específico para este fim, ou banhei-o sob a luz da Lua Cheia. Pode dizer palavras como essas:





"Em nome da deusa, eu consagro esse instrumento para uso mágico.
Que através dele se ergam os véus e me seja revelada a verdade.
Passado, presente, futuro...
Agora eu vejo tudo."


Aprendendo a utilizar seu pêndulo

Depois de limpo e consagrado está na hora de começar a treinar o seu pêndulo. Se bem que quem é treinado é VOCÊ a compreender a linguagem que lhe é transmitida. A primeira coisa que se deve fazer é estabelecer o que é o “SIM” e o “NÃO”, depois deve-se começar os treinos.
Existem exercícios simples que podem ser feitos (como encontrar objetos escondidos em uma sala). Vá aumentando a dificuldade dos exercícios até quando você sentir que seu pêndulo já está apto a responder suas perguntas com certeza.
É muito importante ter a mente vazia para não influenciar o pêndulo na hora em que for utilizá-lo. Exercícios de relaxamento e meditação são aconselhados antes da prática da Radiestesia.
Pode-se usar ferramentas complementares ao pêndulo, como o tarot por exemplo, mas em mãos habilidosas e mentes afiadas, o uso do pêndulo favorece grandemente seu usuário.

Mão passiva e mão dominante


Muitas pessoas têm duvidas a respeito de com qual mão devem manusear o pêndulo. O certo é utilizar sua mão dominante, que é a mão que você utiliza mais: a mão com a qual escrevemos. No caso de Ambidestros, use a que você tem menos dificuldade ou aquela que você escreve melhor.
A mão passiva é a outra, e ela é usada como receptora de energia.

Movimentos do pêndulo:


Você já deve ter notado que o pêndulo faz outros movimentos além dos circulares. Segue agora uma pequena descrição e possíveis interpretações desses movimentos.
Reto, vertical: separação, desarmonia, falta de sintonia;
Reto, horizontal: ligação, harmonia, sintonia;
Oscilações com vários sentidos: pergunta mal formulada;
Parado: falta de sintonia. Tente perguntar em outro lugar, o pêndulo pode ainda não estar bem treinado ou em duvida. O pêndulo sempre fala a verdade. Cabe a você estar preparado para "ouvi-la" e interpreta-la.


Faça perguntas claras e objetivas respeitando o “SIM” e o “NÃO”. No começo talvez ele não reaja como o esperado, mas não desista. Com sabedoria e paciência, o pêndulo será seu aliado para todas as horas. Treino é tudo.
O número de perguntas a se fazer ao pêndulo é ilimitado, mas recomenda-se sabedoria nestas horas. Perguntar coisas óbvias é perda de tempo para agir sobre o problema. Peça ajuda somente quando precisar. Lembre-se que prever o futuro com o pêndulo é relativamente fácil. Difícil é saber realmente o que fazer com esta informação e saber que ela possui um prazo de validade. Pois o futuro não é imutável.
























Deusa Ísis


Ísis (em egípcio: Auset) foi uma deusa da mitologia egípcia, cuja adoração se estendeu por todas as partes do mundo greco-romano. Foi cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Era a amiga dos escravos, pescadores, artesãos, oprimidos, assim como a que escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes. Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade.
Os primeiros registros escritos acerca de sua adoração surgem pouco depois de 2500 a.C., durante a V dinastia egípcia. A deusa Ísis, mãe de Horus, foi a primeira filha de Geb, o deus da Terra, e de Nut, a deusa do Firmamento, e nasceu no quarto dia intercalar. Durante algum tempo Ísis e Hator ostentaram a mesma cobertura para a cabeça. Em mitos posteriores sobre Ísis, ela teve um irmão, Osíris, que veio a tornar-se seu marido, tendo se afirmado que ela havia concebido Horus. Ísis contribuiu para a ressurreição de Osiris quando ele foi assassinado por Seth. As suas habilidades mágicas devolveram a vida a Osíris após ela ter reunido as diferentes partes do corpo dele que tinham sido despedaçadas e espalhadas sobre a Terra por Seth. Este mito veio a tornar-se muito importante nas crenças religiosas egípcias.

Ísis também foi conhecida como a deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças de quem "todos os começos" surgiram, e foi a Senhora dos eventos mágicos e da natureza. Em mitos posteriores, os antigos egípcios acreditaram que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das suas lágrimas de tristeza pela morte de seu marido, Osíris. Esse evento, da morte de Osíris e seu renascimento, foi revivido anualmente em rituais. Consequentemente, a adoração a Ísis estendeu-se a todas as partes do mundo greco-romano, perdurando até à supressão do paganismo na Era Cristã.
Na arte, Ísis foi originalmente retratada como uma mulher com um vestido longo e coroada com o hieróglifo que significava "trono". Por vezes foi descrita como portadora de um lótus ("Nymphaea caerulea"), ou como um sicômoro ("Ficus sycomorus"). A faraó, Hatshepsut, foi retratada em seu túmulo sendo amamentada por um sicômoro que tinha um seio.
Após ter assimilado muitos dos papéis da deusa Hathor, a cobertura de cabeça de Ísis passa a ser a de Hathor: os cornos de uma vaca, com o disco solar inscrito entre eles. Às vezes, também foi representada como uma vaca, ou uma cabeça de vaca. Normalmente, porém, era retratada com o seu filho pequeno, Hórus (o faraó), com uma coroa e um abutre. Ocasionalmente, foi representada ou como um abutre pairando sobre o corpo de Osíris, ou com o Osíris morto em seu colo enquanto por artes mágicas o trazia de volta à vida.Na maioria das vezes Ísis é retratada segurando apenas o símbolo Ankh com um pequeno grupo de acompanhantes, mas no período final de sua história, as imagens mostram-na, por vezes, com itens geralmente associados apenas a Hathor: o sistro sagrado e o colar símbolo de fertilidade "menat". No "The Book of Coming Forth By Day" Ísis está representada de pé sobre a proa da Barca Solar, com os braços estendidos.A estrela "Sept" (Sirius) está associada a Ísis. O surgimento dela no firmamento significava o advento de um novo ano, e Ísis foi igualmente considerada a deusa do renascimento e da reencarnação, e como protetora dos mortos. O Livro dos Mortos descreve um ritual especial, para proteger os mortos, que permitia viajar em qualquer parte do mundo subterrâneo. A maior parte dos títulos de Ísis tem relação com o seu papel de deusa protetora dos mortos.
 No Império Antigo, da III à VI dinastia egípcia, entre 2686 a.C. e 2134 a.C., os panteões das cidades egípcias variaram de região para região. Durante a V dinastia, Ísis pertenceu à Enéade da cidade de Heliópolis. Acreditava-se então que ela era filha de Nut e Geb, e irmã de Osíris, Néftis e Seth. As duas irmãs, Ísis e Néftis, muitas vezes eram representadas nos sarcófagos com grandes asas esticadas, como protetoras contra a maldade. Como deidade funerária, Ísis foi associada a Osíris, senhor do submundo (Duat), e foi considerada sua esposa.
 A mitologia tardia (ultimamente em resultado da substituição de um outro deus do submundo, Anúbis, quando o culto de Osíris ganhou mais importância) fala-nos do nascimento de Anúbis. A narrativa descreve que, como Seth negava um filho a Néftis, esta então disfarçou-se como Ísis, muito mais atraente, para seduzi-lo. O plano falhou, mas Osíris passou a achar Néftis muito atraente, pensando que ela era Ísis. Eles copularam, o que resultou no "nascimento" de Anúbis. Em outra narrativa, Néftis deliberadamente assumiu a forma de Ísis, a fim de enganar Osíris e assim obter dele a paternidade de seu filho. Com medo das represálias de Seth, Néftis persuadiu Ísis a adotar Anubis, de modo a que a criança não viesse a ser descoberta e morta. Essa narrativa explica tanto porque Anúbis é visto como uma divindade do submundo (uma vez que se torna filho de Osíris), quanto porque não poderia herdar a posição de Osíris (uma vez que não era um herdeiro legítimo), preservando posição de Osíris como Senhor do submundo. Deve ser lembrado, no entanto, que este novo mito foi apenas uma criação posterior do culto de Osíris que queria retratar Seth em um papel de maldade, como inimigo de Osíris.
 Em outro mito de Osíris, Seth preparou um banquete para Osíris apresentando uma bela caixa e declarando que, quem coubesse perfeitamente nela, poderia ficar com ela como um presente. Ora, Seth havia medido Osíris enquanto este dormia, certificando-se assim que este era o único a caber perfeitamente na caixa. Após vários dos presentes terem tentado encaixar-se nela, chegou a vez de Osíris, que a preencheu perfeitamente. Seth então fechou a tampa da caixa, transformando-a num caixão para Osíris. Em seguida, Seth afundou a caixa fechada com Osíris nas águas do rio Nilo, que a levaram para muito longe. Assim que soube do ocorrido, Ísis foi procurar a caixa, para Osíris pudesse ter um enterro apropriado. Foi encontrá-la na longínqua Biblos, cidade na costa da Fenícia, e trouxe-a de volta ao Egito, ocultando-a em um pântano. Entretanto, naquela noite Seth foi à caça, vindo a encontrar a caixa oculta. Enfurecido, Seth retalhou o corpo de Osíris em catorze pedaços, e os espalhou por todo o Egito, para se certificar de Ísis jamais poderia encontrá-los e dar assim um enterro adequado a Osíris. Ísis e Néftis, sua irmã, dedicaram-se então à busca dos pedaços, tendo conseguido encontrar apenas treze. Um peixe havia engolido o último, o pênis, que Ísis refez utilizando magia. Desse modo, com todas as partes reunidas do corpo morto de Osíris, ela pode conceber Hórus. O número de partes do corpo de Osíris é descrito de forma variável nas paredes de diversos templos, entre catorze e dezesseis e, ocasionalmente, em quarenta e duas, uma para cada nomo ou distrito.

Através da fusão de seus atributos com os de Hathor, Ísis tornou-se a mãe de Hórus, mais do que sua esposa, e isto, quando as crenças acerca de Ra absorveram Atum em Atum-Ra, sendo ainda necessário ter-se em conta que Ísis integrou a Enéade, como a esposa de Osíris. É necessário explicar, entretanto, como é que Osíris que (como Senhor da Morte) estava morto, pode ser considerado pai de Hórus, que não era considerado morto. Este conflito nas narrativas conduziu à evolução da ideia de que Osíris necessitava de ser ressuscitado e posteriormente, à versão da Lenda de Osíris e Ísis de que o grego Plutarco, no século I, em "De Iside et Osiride", nos deixou a versão mais extensa atualmente conhecida.
Um outro conjunto de mitos tardios detalha as aventuras de Ísis após o nascimento do filho póstumo de Osíris, Hórus. Foi dito que Ísis deu à luz Hórua e Khemmis, pensa-se, no delta do rio Nilo. Muitos perigos surgiram para Hórus após o seu nascimento e Ísis navegou com o pequeno Hórus para escapar da ira de Seth, o assassino de seu esposo. Em um instante, Ísis curou Hórus de uma picada mortal de escorpião, além de outros milagres com relação ao cippi, as placas de Hórus. Ísis protegeu e promoveu Hórus até que estivesse suficientemente grande e forte para encarar Seth e tornar-se, subsequentemente, faraó do Egito.
 De modo a ressuscitar Osíris com o fim de gerar um filho, Hórus, era necessário a Ísis "aprender" magia (que por muito tempo havia sido um atributo seu, antes do surgimento do culto a Ra), e então passou a afirmar-se que Ísis enganou Ra (Amon-Ra ou Atum-Ra), fazendo com que este fosse picado por uma serpente egípcia - para o que apenas ela possuía a cura -, para que este lhe dissesse o seu nome "secreto". Os nomes das divindades eram secretos, de domínio apenas dos altos líderes religiosos, uma vez que esse conhecimento permitia invocar o poder da divindade. Que ele fosse usar o seu nome "secreto" para "sobreviver" implica que a serpente tivesse que ser uma divindade mais poderosa do que Ra. Ora, a mais antiga divindade conhecida no Egito foi Uadjit, a cobra egípcia, cujo culto nunca foi suplantado na antiga religião egípcia. Como uma divindade da mesma região, teria sido um recurso benevolente para Ísis. O uso dos nomes secretos tornou-se um elemento central nas práticas mágicas egípcias do período tardio, e Ísis é invocada muitas vezes para que use "o verdadeiro nome de Rá" durante os rituais. Ao final do período histórico do antigo Egito, após a sua ocupação pelos gregos e pelos romanos, Ísis tornou-se a mais importante e poderosa divindade do panteão egípcio por causa de suas habilidades mágicas. A magia é um elemento central em toda a mitologia de Ísis, possivelmente mais do que para qualquer outra divindade egípcia.

Após a conquista do Egito por Alexandre o Grande o culto de Ísis difundiu-se através do mundo greco-romano. No período helenístico Ísis adquiriu uma nova posição como deusa dominante no mundo mediterrânico.
Cleópatra vestia-se como Ísis quando aparecia em público, e era chamada de Nova Ísis.
Em Roma, Tácito registrou que após o assassinato de Júlio César, foi decretada a construção de um templo em honra de Ísis; Augusto suspendeu esta construção, e tentou trazer os Romanos de volta às antigas divindades, que eram estreitamente associadas à figura do Estado. Eventualmente o imperador Calígula abandonou os cuidados de Augusto em favor do que foi descrito como "cultos orientais", e foi em seu reinado que o festival de Ísis foi estabelecido em Roma. De acordo com Flávio Josefo, Calígula vestiu-se como uma mulher e tomou parte nos mistérios que instituiu.

Paralelos com a Virgem Maria

Alguns eruditos traçam paralelos entre a adoração de Ísis na época final do Império Romano e a adoração à Virgem Maria cristã. Quando o cristianismo começou a ganhar popularidade, difundindo-se na Europa e em todas as partes do Império, os primitivos cristãos converteram um relicário da Ísis egípcia em um para Maria e de outros modos "deliberadamente tomaram imagens do mundo pagão".
Embora a Virgem Maria não seja idolatrada pelos cristãos (é venerada tanto pelos Católicos quanto pelos Ortodoxos), o seu papel, como figura de mãe compassiva, tem paralelos com a figura de Ísis. O historiador Will Durant observou que "os primitivos Cristãos por vezes fizeram os seus cultos diante de estátuas de Ísis amamentando o filho Hórus, vendo nelas uma outra forma do nobre a antigo mito pelo qual a mulher (isto é, o princípio feminino) é a criadora de todas as coisas, tornando-se por fim, a "Mãe de Deus"". Hórus, sob este aspecto infantil, foi denominado Harpócrates pelos antigos Gregos.

sábado, 17 de novembro de 2012

Talismã para combater a melancolia e a tristeza

Se você fica triste por qualquer motivo, renove seu estado de espírito com a seguinte magia:

Você vai precisar de:

* 1 pedaço de tecido de algodão branco
* 1 punhado de bétula seca
* uma fita branca para amarrar

Como fazer:

Faça um saquinho com o tecido e encha-o com a bétula seca, amarrando-o firmemente na boca, enquanto repete o seguinte encantamento:

"Vai, bétula, vai, minha amiga,
Leve embora toda a minha tristeza.
 Que cada folha seja uma formiga
enchendo meu celeiro de alegria e beleza."

Guarde o seu talismã com muito carinho em um lugar secreto, longe dos olhares alheios. Nunca permita que outra pessoa o toque.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Feitiço para acabar com o medo

 Para aprender a lidar com os medos e enfrentar com coragem a realidade que nos cerca não existe feitiço melhor do que este.

Você vai precisar de:

* 1 vela dourada
* óleo de verbena
* papel branco
* fita branca

Como fazer:

Unte a vela dourada com óleo de verbena. Escreva no papel branco todos os medos dos quais você quer se livrar; depois, dobre o papel e amarre com a fita branca, dando sete nós.
Acenda a vela e queime o papel, dizendo o seguinte encantamento:

"O fantasma do meu medo foi embora
e nunca mais vai me incomodar
com o poder da minha mente
eu o impeço de voltar.
Com a mente, com o fogo
e também o coração,
o medo vira coragem
e o desejo vira ação."

Queime o papel completamente, fazendo desaparecer todas as letras; pegue as cinzas que restaram e, em um lugar com plantas (um parque, jardim, etc), sopre-as sete vezes. Nada deve restar.

Sortilégio para acabar com a ansiedade

Irmã da impaciência e prima da preocupação, a ansiedade, muitas vezes, traz consigo a insegurança e a indecisão. Para se livrar de todas elas, você precisa fortalecer sua sabedoria, para ver claramente os caminhos e poder escolher com confiança, certo de que existe um tempo a ser vencido - um tempo entre você e seu objetivo - e de que, apesar dele, mais dia, menos dia, você vencerá todas as batalhas, porque está protegido e possui força, coragem e determinação.

Você vai precisar de:

* 1 vela amarela
* incenso de calêndula

Como fazer:

Pouco antes de se deitar, acenda a vela e o incenso. Olhando para o fogo da vela, respire fundo o perfume do incenso. Imagine que tudo está ficando amarelo à sua volta: a fumaça, a energia da calêndula, os móveis, o ar, você. Deixe que seus pensamentos da vida normal adormeçam, para que a sabedoria desperte em seu interior. Relaxe.
  Agora, concentre-se no problema propriamente dito e  tente buscar as primeiras soluções (ou se livrar dele, quando for apenas ansiedade, por exemplo). Pense sempre de um jeito positivo, substituindo a palavra "não" por expressões do tipo "Quero parar de fazer tal coisa" ou "Quero deixar de ser de determinado jeito." Se preferir, apenas peça ao Universo que lhe envie uma mensagem, sugerindo o que pode ser feito.
  Quando o incenso acabar, jogue as cinzas ao vento, enquanto repete o seguinte encantamento:

"Pensamentos incertos que ocupavam minha mente
Que para bem longe o vento os possa levar.
Agora, vocês são apenas frágeis cinzas.
E sozinhos é impossível que para mim possam retornar."

Deixe a vela queimar até o fim, de preferência ao seu lado, na cabeceira da cama, por exemplo - com todo o cuidado, claro! Deitada, olhe para a cama, visualize seus problemas indo embora e repita até adormecer:

"Que o amanhecer possa
de sabedoria, minha mente iluminar
trazendo uma resposta
já que aqui a ansiedade não pode ficar."

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O caldeirão da bruxa

Instrumento característico da magia, o caldeirão possui uma simbologia que vai muito além de sua função propriamente, na medida em nele se processam as grandes transformações. Por essas e outras razões, ele está intimamente ligado ao mais nobre atributo feminino, a gestação, simbolizando assim, o útero da Grande Deusa.
 A prática da magia requer diversos instrumentos, tais como a varinha, a vassoura, o cálice, o grimório, o Livro das Sombras e o caldeirão, entre outros. De todos esses instrumentos, um dos mais significativos é o caldeirão, na medida em que sua imagem e simbologia praticamente se confundem com as bruxas e com a própria história da bruxaria. A figura do caldeirão da bruxa é uma das mais presentes no imaginário popular, tendo sido associado pelos destratores medievais da bruxaria como algo mau, que serviria até para cozinhar pessoas, o que de modo algum é verdadeiro, pelo contrário, quem cozinhava as pessoas  eram os inquisidores, que queimaram nas fogueiras milhares de mulheres que detinham o conhecimento e sabedoria ancestral.
  O caldeirão é o instrumento da bruxa por excelência. Recipiente original de uso culinário, ele guarda mistérios e tal qual o seu uso na cozinha, onde processa a transformação de alimentos em sopas e cozidos, ele também serve para transformar, no plano da magia, os anseios e desejos, ao servir para confeccionar poções e outros produtos mágicos.
  O caldeirão tem uma simbologia especial, o seu formato e função o ligam à representação mais significativa da Deusa Mãe, ou seja, o seu útero, o local da grande transformação e criação da vida, portanto o simbolo maior do sagrado feminino.
  É no caldeirão que a bruxa prepara seus feitiços e poções, além de servir para acender o fogo em alguns rituais quando não é possível acender uma fogueira ao ar livre.
  Suas funções, desse modo, são amplas e por sua representação simbólica, ele pode ser considerado o mais significativo instrumento da prática mágica. Em geral, o caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido, utilizado pelas bruxas para vários propósitos, como ferver poções, queimar incenso e guardar carvão, flores, ervas ou outros elementos mágicos. O caldeirão pode ser usado também como instrumento de adivinhação. Muitas bruxas costumam encher seus caldeirões com água na noite de Samhain, utilizando-os como espelhos mágicos para olhar o futuro ou passado, além de abrir uma porta de comunicação com os antepassados.
  Tradicionalmente, ele possui três pés que representam os três aspectos da deusa: a donzela, a mãe e a anciã, que simbolizam as três etapas da vida, a juventude, a maturidade e a velhice. É no caldeirão que se realiza a grande alquimia universal, pois nele as coisas se transformam tal qual ocorre no útero feminino: o grão se torna alimento, a raiz se torna remédio e elementos mágicos se tornam meios para a obtenção de dádivas e realizações.
Ao fazer uso do caldeirão, a bruxa deve estar ciente de sua simbologia sagrada e do poder que ele encarna. O caldeirão está relacionado ao elemento água e nos rituais ele deve ficar no centro do círculo mágico ou do altar.
  Fazer uso do caldeirão é uma dádiva. A mente deve estar limpa e purificada, na medida em que o caldeirão é o elo instrumental simbólico mais representativo de nossa ligação com a Grande Deusa: a Mãe Terra.

A Gravidez e o sagrado feminino


  As primeiras divindades reverenciadas possuíam o aspecto feminino, o que sugere que o homem primitivo cultuava a deusa. Prova disso são as inúmeras imagens em vários sítios históricos e arqueológicos que representavam a fertilidade, tanto da mulher como da terra.
 A tradição de Wicca busca essas antigas raízes ao cultuar a deusa como a expressão da Mãe Terra. Afinal, é sobre a terra que existimos, pois ela é a morada dos animais e das plantas. É dela que extraímos a água que bebemos, o ar que respiramos, os frutos que comemos.
 A associação da terra com o feminino se deve, sobretudo, ao aspecto da reprodução. Nos primórdios, o homem pré-histórico desconhecia o papel masculino na reprodução, mas conhecia muito bem o papel da mulher. Isso, por si só, envolve o feminino em uma aura sagrada, pois tal como a terra, que nos dá os frutos, a mulher nos dá a vida.
  Esse poder sagrado do feminino foi, aos poucos, se desfazendo, dando lugar a uma cultura patriarcal, fortalecida pelo cristianismo, que entre outras coisas, ajudou a valorizar os preconceitos contra o corpo da mulher e suas transformações. Exemplo maior disso é o sangramento menstrual, que passou a ser visto como algo impuro e sujo, diferentemente da visão matriarcal, que olhava o sangramento mensal das mulheres como uma fonte de poder.
 O mundo cristão patriarcal destruiu o mito do poder natural e feminino e com isso, a gravidez deixou de ser uma experiência espiritual profunda. Na visão patriarcal do mundo, a gravidez passa, inclusive a ser vista como fruto de uma prática pecaminosa, que é sexo. Logo, a gravidez carrega uma culpa  e a mulher é o depositário dessa culpa.

Não é à toa que neuroses e frustrações, como a depressão pós-parto passaram a fazer parte do cotidiano das mulheres que perderam o lado espiritual sublime ofertado pela natureza, cuja benção maior é a fecundação, a gestação e o parto. No mundo patriarcal, a gravidez, que faz da mulher o centro da vida, perde o seu significado sagrado. O papel de pai passa a ser mais importante e a mulher se transforma em mero instrumento de procriação, uma coadjuvante. Além disso, o aspecto telúrico é deixado de lado, pois o poder que emana da terra e da natureza é substituído pelo poder que vem do céu. Desse modo, a concepção, a gravidez e o parto passam a ser vistos como males necessários, meras impurezas materiais. O resultado ao longo dos séculos foi a cristalização de uma cultura de discrimanação e tormento para as mulheres, assim como a valorização da violência e dos valores da competição. Da mesma forma que uma mulher passa a ser vista como um mero instrumental, o mesmo se aplica à natureza, cujo propósito não poderia ser outro a não ser  a não ser de mero instrumento. Mesmo que à custa de sua degradação. O resultado é o colapso ambiental que vivemos.
  Mas a cultura da deusa e do feminino sagrado estão ressurgindo. Nos anos 1960, milhões de pessoas recusaram a guerra e o consumismo desenfreado e buscaram novas formas de vivência. O legado ainda está vivo e não apenas nos aspectos religiosos, mas também no comportamento de milhões de pessoas que atuam na luta ecológica e na valorização da paz, da convivência na diversidade, da cultura, das artes,e, acima de tudo, no respeito a todas as outras formas de vida no planeta, a nossa Mãe Terra.


Ritual de Ísis para a gravidez





Das deusas antigas, Ísis é representada, ora com chifres de vaca, ora como uma vaca. Essa representação possui forte significado, já que a vaca é relacionada ao leite, cconsequentemente acaba se referindo à amamentação. Na tradição de Wicca, há um ritual para Ísis destinado a garantir uma gravidez energeticamente positiva.

Material a ser usado:

* Um objeto circular, plano e dourado para representar o disco da deusa (pode ser uma moeda como as de R$ 0,25 centavos).
* Um copo virgem com leite

Como fazer o ritual:

Coloque o objeto circular dourado dentro do copo com leite. Molhe seu dedo médio da mão esquerda no leite.
Coloque então uma gota de leite em cada seio e na barriga.
Enquanto realiza esse procedimento invoque a deusa Ísis, dizendo:

"Ísis, mantenha esse bebê são dentro de mim e mantenha-me sempre segura para protegê-lo. Bendito no ventre, bendito no mundo."

Ao término da invocação, beba o leite e visualize a bênção de Ísis, derramando-se sobre você e o bebê.

Dica importante:  Caso você use uma moeda, lave-a bem, deixando-a de molho com água e sal grosso de um dia para o outro. Desse modo, você estará retirando toda a energia negativa da  moeda, já que não podemos esquecer que ela passa de mão em mão.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tabela de Horários planetários


O significado de cada horário:

Cada astro influencia de maneira diferente na magia das poções, por isso é importante conhecer as áreas em que cada planeta interfere. Veja:

Sol - Influencia em magias ligadas ao brilho pessoal, fama, fortuna, prosperidade, luz e banimento das trevas, etc.

Lua- Influencia tudo o que diz respeito à magia, mistério, ocultismo, viagens, ondinas, sonhos, mudanças, vidência, sentimentos e etc.

Marte - Influencia sobra assuntos ligados a lutas judiciais, contra uma doença, uma entidade; batalhas e conquistas, coragem, iniciativa, ousadia, ânimo.

Mercúrio - Influi em magias que beneficiam a mente, que envolvam a intelectualidade, estudos, projetos, dinamismo, criatividade, coisas escritas.

Júpiter -  Influencia sobre assuntos finaceiros, negócios, prosperidade, abudância, crescimento, dinheiro, fertilidade.

Vênus -  Possui forte influência sobre assuntos amorosos, uniões, casmento, afeição, carinho, sensualidade, sexualidade, procriação, fertilidade.

Saturno - Interfere em coisas que tenham natureza durável, coisas fixas, casas, terrenos. Saturno também é conhecido por influir fortemente em magia negra e sexo.

O filtro dos sonhos



Conhecido como Dreamcatcher (apanhador de sonhos). Aqui no Brasil é chamado de filtro dos sonhos ou coletor dos sonhos. Trata-se de um instrumento de poder para assegurar bons sonhos para aqueles que dormem debaixo dele, e também para trazer visões.
 Geralmente são colocados onde a luz bate pela manhã, em frente à janela. Os nativos nos ensinam que os sonhos passam pelo furo no centro e os pesadelos ficam presos na teia e dissipam com a luz do amanhecer. Você pode colocar o seu filtro dos sonhos no quarto, escritório ou até mesmo no berço ou carrinho  do bebê. Segundo os nativos, os bebês, ao verem a pena balançar com o vento, se entretêm e aprendem a importância do ar.
Coloque seu filtro de forma ritualística. Isso é o que diferencia um adorno de um instrumento de poder. Purifique antes o ambiente, o próprio filtro, e coloque sua intenção. Faça sua própria cerimônia. Peça proteção para o seu lar, sua família e seus pensamentos.

Simbolismo


O círculo é o símbolo do sol, do céu e da eternidade.  No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim. Qualquer que seja a representação simbólica  em qualquer cultura, um círculo de poder serve como um espelho, onde podemos ver o reflexo do Universo.

Os fios da teia, que são ligados ao círculo, podem ser tecidos em 7 pontos (7 profecias), 8 pontos (8 pernas da aranha= oito direções sagradas), 13 pontos (13 luas), variando de acordo com cada tradição e intenção.

Pode ser colocada uma pena no centro, simbolizando a respiração, o elemento ar, e em alguns são colocados uma pedra/cristal. Tudo o que é colocado possui um significado. O centro da teia. Corresponde ao Grande Mistério, o Criador, a força que abrange o universo inteiro.

sábado, 13 de outubro de 2012

Exorcismo com o caldeirão

Queime fogo sagrado ou ervas de Marte (louro,canela,cravo e etc) no caldeirão e peça aos guardiões e cavaleiros espirituais que venham com suas espadas de luz e retirem toda mal do local e da criatura. Se for uma pessoa, ela deve estar diante do caldeirão, e mais duas pessoas devem estar a postos, pois ela pode ficar tonta e cair. Isso acontece porque quando um espírito negativo está conosco, ele age como um parasita. Quando ele é retirado do nosso campo áurico, ele leva parte da nossa energia com ele. No caldeirão deve ser jogada uma mistura de sal e ervas trituradas. As ervas devem ser secas e de defesa, como a quebra-demanda e a aroeira. O sal deve ser consagrado antes do ritual (veja adiante como). Orações de poder devem ser ditas com firmeza.

Sal consagrado


Você pode fazer isso com sal de cozinha, sal grosso ou sal marinho, que podem ser usados no caldeirão, em banhos, em circulos mágicos. Coloque o sal em uma travessa de vidro tomando sol durante um dia inteiro. De noite, acenda três velas, sendo uma vermelha, uma violeta e uma azul índigo trianguladas com o pote de sal no meio. Com uma imposição de mãos, concentre-se e reze o salmo 91. Acrescente orações de poder à sua escolha e visualize luzes de todas as cores passando por você e pousando no sal. Deixe as velas queimarem até o fim. No dia seguinte, pingue gotas de perfume (pode ser mirra ou uma poção se preferir) sobre o sal, dizendo:

"Eu consagro este sal, com o poder das bruxas ancestrais,
com o poder dos magos do passado
com o poder dos elementais
do fogo, da terra, da água e do ar,
com o poder dos orixás
com o poder do pai da terra e da mãe do mar,
com o poder dos cavaleiros,
que defendem os justos e são agora
minha divina proteção.
Que se cumpra este decreto em luz e graça,
assim, seja. Assim se faça.
Assim, seja. Assim se faça.
Assim, seja. Assim se faça.

Guarde o sal em um pote totalmente preto ou num saco de plástico preto. Ele só poderá ver o ar e a luz na hora de ser usado. 

O Gato da bruxa


Animal muito ligado ao misticismo e às pessoas que estão envolviadas com a magia, o gato é um animal de simbologia mais controversas. Várias culturas o admiram, enquanto várias outras o temem. Não é novidade que a cultura católica o viu como o diabo durante a Idade Média, quando a aparição de um gato negro podia indicar uma bruxa no local.
Os celtas tinham lendas em que o gato figurava tanto como héroi como vilão.
Para os budistas, o gato e a serpente eram criticados por não terem se comovido com a morte de Buda, mas se analisarmos bem, a reação dos animais pode ser um sinal de sabedoria, pois eles sabiam da continuidade de tudo, não vendo razão para se lamentar.
  O Gato é associado à Grande Deusa (deus principal da antiga cultura pagã de quem as bruxas são sacerdotisas), portanto, ao ciclo: Fecundidade - Fertilidade - Sexualidade - Água - Lua (base da religião da deusa). Essa associação foi feita devido ao fato dos olhos dos gatos brilharem à noite, deles conseguirem se deslocar sem ruído, copularem abertamente e da cor de seus pêlos variarem, como a cor da lua, do branco ao vermelho e ao preto...

Dessa forma, ao possuir um gato, a feitiçeira teria uma ponte com a deusa que a cultua. Para as bruxas, a cor negra, diferente do que os católicos pensam, não é uma cor negativa, nem tampouco é a cor do mal. Ao contrário, o preto é a cor que melhor canaliza as energias criadoras e melhor concentra o poder. Assim, o gato preto é o mais poderoso dentre os demais.
Mas essa predileção das bruxas pelos gatos, fez com que eles ficassem em uma situação complicada... Para acabar com o paganismo, que era muito forte em certas regiões, qualquer coisa relacionada àquela religião foi considerada uma prática demoníaca pelos católicos. E obviamente não foi diferente para os bichanos. Era comum queimarem feitiçeiras com a sua mascote felina junto, especialmente se fosse preto.

No Japão os gatos também eram temidos. Seu jeito dissimulado gerava desconfiança. Acreditava-se que eram capazes de matar as mulheres e tomar a sua forma. Para a cabala e o budismo, o gato é associado à serpente, e traz para o mundo o "pecado". Essa simbologia do pecado o fez ser retratado em algumas vezes aos pés de Cristo.

Mas não eram só as bruxas que gostavam dos gatos. No Egito Antigo era considerado um animal sagrado, pois estava ligado à deusa Bastet, considerada deusa do amor e benfeitora da humanidade. Dessa forma, nenhum mal podia ser feito a este animal. Muitos eram mumificados depois de mortos e levados a Bubástis, a necrópole dos gatos. Conta uma lenda que os egípcios  perderam uma guerra porque seus inimigos, sabendo deste amor pelos gatos, amarraram os bichanos em seus escudos e, por isso, não  foram atacados.
Os gatos igualmente eram considerados sagrados na antiga religião germano-escandinava, pois a deusa Fréia (deusa do amor), possuía um carro puxado por gatos brancos. Na China, os gatos eram considerados animais benfeitores, já que eram ligados a ritos agrários. Os celtas também possuíam um deus-gato. E Diana/Ártemis, da mitologia greco-romana, fugiu do Olimpo na forma de uma gata, por causa do ataque de Tifão.

O gato também está associado ao dom da clarividência e da divinação: talvez por isso as bruxas gostem de tê-lo por perto, para que seus poderes se desenvolvam com maior facilidade. Partindo desse princípio, os senhores e senhoras das runas dos antigos povos nórdicos, usavam durante sua função divinatória, sapatos de pele de gato e um gorro forrado de pele de gato branco.

Atualmente em nossa cultura o gato é visto como um animal positivo. É considerado o segundo animal de estimação preferido, perdendo apenas para os cães. Na França, alisar um gato dá sorte. E, ao contrário do que muitos dizem, o gato pode ser um grande companheiro de seu dono e trazer muito amor e alegria a uma casa.

Os seguidores da Deusa acreditavam que uma gata dentro do quarto de uma mulher que está tendo um filho ajuda no parto. Possuir um gato em casa traz equilíbrio à energia feminina e ao lado emocional e espiritual. Desta forma, caso não seja possível ter um gatinho de verdade, uma representação já ajuda a obter os bons fluídos que este animal traz.

A função mágica do gato é despertar a visão para os mistérios, dando entendimento e clarividência. Também trabalha a graça e a sutileza, a elegância e o charme. Invoca-se o gato quando queremos despertar ou aumentar também a intuição ou a sabedoria. Ele ajuda a conquistar a independência, a liberdade. Sua habilidade de cair de pé pode ajudar seus protegidos a sair de situações embaraçosas ou perigosas com rapidez e pose inacreditáveis. O gato também evoca sagacidade, reflexo rápido e engenhosidade, sabendo aguardar o momento certo para se lançar sobre seus objetivos. A sombra do gato, por outro lado, revela apreço pelo conforto e preguiça.

Ritual do gato para visões místicas


Este é um ritual muito simples. Numa lua nova, em um aposento tranquilo, fique diante de um gato. Acenda uma vela negra entre vocês dois. Observe o gato atentamente e sinta-se fundir a ele. Sinta que ele está em você e vocês são um só. Diga:

"Bastet, una-se a mim. Dê-me a visão. Desperta a magia. Descortine o oculto. Como o gato, eu agora vejo no escuro."

 Vá murmurando isso enquanto observa o gato. Se ele sair de onde está, Bastet acha que ainda não é hora de atender seu pedido. Tente novamente outro dia. Se ele sair correndo como se tivesse visto o diabo, um outro animal surgiu e o assustou. Verifique se seu animal totem não é um antagonista natural do gato. Se no entanto, o gato ficou ali o tempo todo, Bastet atendeu o seu chamado e você passará a ter visões místicas, seja em sonho, seja a sua volta. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Anéis dos desejos de Halloween

Alguns dias antes do halloween (dia 31 de outubro), faça três anéis com palha ou feno trançado e pendure-o em árvores ou arbustos fora de sua casa. Quando estiver pendurando os anéis, faça um desejo para cada um. Entre em casa e até o dia de halloween não olhe para os anéis. Passada a data, guarde-os com você ou deixe-os num jardim florido.

A ceia dos mudos


A ceia dos mudos é um costume para honrar os espíritos da terra, tais como ancestrais, divindades, fadas e outros elementais.
Primeiro encha um prato com alimentos que deverão ser servidos posteriormente para todos os convidados da festa. Junte ao prato um copo com guaraná ou mel com água. Tanto o prato como o copo devem ser colocados após o pôr-do-sol do lado de fora da porta de entrada da casa. Se for apartamento, podem ser colocados na área de serviço ou na cozinha. Três velas vermelhas devem ser dispostas em torno do prato e do copo, acesas e deixadas ali para queimar durante a noite toda. Qualquer bebida ou comida que sobrar pela manhã devem ser enterradas na terra e oferecidas à Deusa. As sobras podem ser também colocadas dentro de um vaso de folhagem ou flor.


O canto de bênçãos (deve ser recitado no início de qualquer ritual)


"Que os poderes do único,
a fonte de toda a criação;
onipresente, onipotente, eterno;
Que a deusa,
a Dama da lua;
e o deus,
caçador chifrudo do sol;
que os poderes dos espíritos das pedras,
regentes dos reinos elementais;
que os poderes das estrelas acima e da terra abaixo,
abençoem este lugar, e este tempo, e a mim que convosco estou."

Abençoando o vinho (no final do ritual e início do banquete)


Erga ao céu uma taça de vinho ou outro líquido entre suas mãos e diga:


"Graciosa deusa da abundância,
abençoe este vinho e imbua-o com seu amor.
Em seus nomes, Deusa Mãe e deus pai,
eu consagro estes bolos (ou pães).

Rituais do Samhain


Faça uma limpeza de sua casa, ritual que deve ser realizado na sexta-feira anterior ao halloween.

Você vai precisar de:

* carvão comum para queimar;
* folhas de arruda;
* cascas de alhos
* folhas de louro
* alecrim

Como fazer:

Acenda o carvão até que fique vermelho vivo. Você pode colocá-lo dentro de um caldeirão de ferro ou uma travessa de barro. Quando o carvão estiver em brasa, é hora de iniciar o ritual. Coloque sobre o fogo, primeiro as cascas de alho (para afastar a inveja e o ciúmes). Em seguida, acrescente: a arruda (para retirar todas as energias negativas), o alecrim (para a saúde física, mental e espiritual), o louro (para atrair a concretização de seus pedidos). Com o caldeirão na mão, ou travessa bem protegida, para evitar qualquer desastre, percorra toda sua casa, deixando que a fumaça penetre em cada cômodo. Peça, então, que as forças da natureza (elementais) a ajudem e assistam a limpeza de seu lar, afastando qualquer força negativa que esteja alterando a paz e o equilíbrio de sua casa. No dia seguinte, enterre todo o carvão, que agora só restam cinzas.


Na sexta-feira que antecede ao halloween também pode se iniciar um ritual de convocação das fadas e duendes, agindo da seguinte forma:
Deixe na janela (se for apartamento) ou no pátio de sua casa, maçãs vermelhas e verdes, sempre em número ímpar. Nas janelas, coloque também ramos de louro para proteção. Após o dia 2 de novembro retire as oferendas, agradecendo a proteção e a energia positiva para todo o ano.


Veja também:

A ceia dos mudos (ceia dos mortos)
Anéis dos desejos de Halloween
O Sabbath
Samhain - as origens do Halloween

O Sabbath de Halloween


Samhain ( pronuncia-se "Souen") na Roda do ano marca o início da estação da estação da morte, o inverno. A deusa da agricultura cede o seu poder à Terra ao deus cornífero da caça. Os férteis campos do verão cedm lugar às florestas nuas.
 É celebrado no dia 31 de outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa existência existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro. Essa data marca o início e o fim do calendário celta ( ano novo). É o sabbath que nos traz os ventos gelados do sul, indicando-nos o caminho da introspecção, época em que a natureza começa a se recolher devido aos rigores climáticos. As sociedades pagãs euroupeias celebravam nessa época, o nascimento da Criança Prometida, ou o deus solar, filho da deusa tríplice, que nascia nessa longa noite simbolizando que no auge da escuridão renascia a semente da luz, que passaria a crescer até que o verão chegasse novamente. A mitologia também dizia que esse deus era filho dele mesmo - um mistério - e que ele seria sacrificado e seu corpo ceifado seria o pão que alimentaria os homens para lhes dar vida.
  A Criança da promessa, o deus solar que cresceria para ser sacrificado em prol de todos, foi chamado Mitra,Cernnunos, Dionísio e outros, dependendo dos povos que descreveram seu mito.
 Este é o mais importante de todos os sabbaths, pois dentro do circulo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram, porém as bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e, muito menos, para incorporar espíritos.
 O sentido do halloween é apenas nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia.
A noite do Samhain é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabbath é o negro, sendo o altar adornado com maçã, o símbolo da vida eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. Devemos fazer muitas brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza. No altar e nos quadrantes não devem faltar as tradicionais máscaras de abóboras com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pela noite do samhain.






comemorando o Samhain

Deposite sobre o altar maçãs, romãs, abóboras e outros frutos típicos do outono. Flores outonais como madressilva e crisântemos também são indicados. Escreva num pedaço de papel um aspecto de sua vida do qual deseja se livrar, como um sentimento negativo, um hábito ruim ou doenças. O caldeirão deve estar presente no altar. Um pequeno prato com o símbolo da roda de oito aros também tem que estar presente.
Antes do ritual, sente-se em silêncio e pense nos amigos e pessoas amadas que não estão mais entre nós, Não se desespere. Saiba que partiram para coisas melhores. Tenha em mente que o plano físico não é a realidade absoluta, e que a alma jamais morre. Prepare o altar, acenda as velas e o incenso, crie o círculo. Invoque a deusa e o deus. Erga uma das romãs e, com sua recém-lavada faca de cabo branco, perfure a casca da fruta. Remova diversas sementes e coloque-as no prato com o desenho da roda. Erga seu bastão ou varinha, volte-se para o altar e diga:

"Nesta noite de samhain assinalo sua passagem. Ó, rei sol, através do do poente rumo à terra da juventude. Assinalo também a passagem de todos que já partiram, e dos que irão posteriormente. Ó, graciosa deusa, eterna mãe, que dá luz aos caídos, ensina-me a saber que nos momentos de maior escuridão surge a mais intensa luz."

Prove as sementes de romã; parta-as com seus dentes e saborei seu gosto agridoce. Olhe para o símbolo de oito aros no prato; a roda do ano; o ciclo das estações; o fim e o início de toda criação.
Acenda um fogo dentro do caldeirão, pode ser uma vela. Sente-se diante dele, segurando o papel, observando suas chamas. Diga:

"Ó sábia lua, deusa da noite estrelada, criei esse fogo dentro de seu caldeirão para transformar o que vem me atormentando. Que as energias se revertam: Das trevas, luz! Do mal, o bem! Da morte, o nascimento!"

Atei fogo ao papel com as chamas do caldeirão e jogue-o em seu interior. Enquanto queima, saiba que o mal diminui, reduzindo-se e finalmente o abandonando ao ser consumido pelos fogos universais. Se quiser pode se utilizar de métodos para adivinhar o futuro e ver o passado. Tente regressar em vidas passadas se quiser. Mas deixe os mortos em paz. Honre-os com suas memórias, mas não os chame até você. Libere quaisquer dores e sentimentos de perda que possa sentir nas chamas do caldeirão. Trabalhos de magia se necessários, podem ser feitos.Celebre o banquete simples. O circulo está desfeito.


Ervas típicas:


* Maçãs, verbena, abóboras, sálvia, palha, crisântemo, absinto,pera, avelã, romã, grãos, castanhas e milho.

Comidas típicas:


beterrabas,nabos,milho,castanhas,gengibre,cidra,vinho quente e pratos com abóboras e carne.  


A Roda de oito aros

Samhain - As origens do halloween

Samhain é um feriado tradicional celta, que significa, literalmente, "fim do verão". Os celtas dividiam o ano em duas estações, representando a luz e a escuridão e recebiam o primeiro dia de cada estação com uma festa: em 1 de maio, o Beltane; e em 1 de novembro, o Samhain, que era a festa mais importante, porque também marcava um novo começo, o ano novo para os celtas. Ele também simbolizava a união ou comunhão entre as pessoas.
No princípio, fogueiras eram acesas dentro das vilas e os moradores apagavam toda e qualquer outra fonte de fogo. Neste momento tochas eram levadas para cada casa, compartilhando o fogo, criando um elo entre todas as famílias do local.
Samhain se tornou um momento de reflexão para os celtas, e um momento para homenagear os mortos. Esta época do ano significava o final da colheita, um tempo de recolhimento e de preparação para o inverno. Muitas vezes, o inverno era considerado uma época de fome. Muitos não sobreviviam aos longos meses de escassez pela frente. Samahain era uma forma de homenagear aqueles que morreriam ou morreram, uma celebração do espírito.
Acreditava-se que o "véu" entre o mundo dos vivos e do mundo dos mortos ficava mais fino na véspera do Samhain. Nesta data, os mortos poderiam retornar durante a noite a um dos lugares onde viveram, e alimentação e entretenimento eram providenciados em sua homenagem. Simbolizando uma vila em harmonia com o seu passado, presente e futuro.
Também era parte da tradição acender uma vela em uma única janela das casas, para iluminar o caminho dos antepassados para encontrar o caminho de casa. Também eram comum as ofertas de alimentos deixados nas portas e, com o tempo se transformaram nas famosas distribuições de doces.
Muitos anos depois foram os romanos que acrescentaram à sua "festa dos mortos" a celebração de Samhain. Os cristãos, na época de Constantino, em uma tentativa de neutralizar a comemoração pagã, a transformaram na comemoração do "Dia de todos os santos" em 1 de novembro, e renomearam o dia 31 de outubro que passou a ser chamado de "All Hallow's Eve", algum tempo depois Halloween. Para eles, o "Dia de todos os santos" celebra os espíritos no céu e no purgatório.
  Na religião Wicca, o Samhain é também um dos oito Sabbaths. Um momento de celebrar o passado e o futuro.
  Embora a comemoração tenha mudado ao longo dos anos, continua a ser clara sua intenção - é uma celebração do novo que está por vir. É um feriado que comemora a união de uma comunidade.



domingo, 7 de outubro de 2012

Poção mágica de Morgana


Crida por essa grande feitiçeira da Corte do rei Arthur, esta poção faz maravilhas na proteção do seu amor e do seu amado contra todos os perigos e pode ser repetida uma vez por ano, de preferência na data de aniversário de namoro.

Ingredientes necessários:

* Vinho ou suco de uva
* uma vela da cor que você quiser
* 3 pétalas de rosa da mesma cor da vela
* 3 gotas de orvalho
* canela em pó
* 1 incenso

Modo de fazer:

Numa noite de Lu a cheia, acenda o incenso e a vela. Pegue um cálice e coloque o vinho, acrescentando todos os outros ingredientes com carinho e respeito, enquanto repete o seguinte encantamento:

"Plantas da terra, velem pelo meu amor.
Perfume das flores, velem pelo meu amor.
Estrelas do céu, velem pelo meu amor.
Fogo do sol, vele pelo meu amor.
Água dos mares, vele pelo meu amor.
Lua cor de prata, vele pelo meu amor."

Ofereça para seu amor beber, mas pergunte antes se ele aceita tomar a poção, pois somente assim esta fará efeito. Lembre-se sempre da Primeira lei da bruxa sábia: "Nunca faça nada contra a vontade do outro."

Espelho de Afrodite


Você vai precisar de:

* Várias conchinhas, se possível recolhidas na praia por você mesma.
* cola
* água de rosas
* 1 espelho
* 1 vela lilás
* 1 incenso

Como fazer:

Numa noite de Lua cheia, acenda a vela e o incenso. Pegue o espelho, de preferência oval e com cabo, e lave-o com água de rosas, deixando-o secar naturalmente à luz da lua. Em seguida, cole as conchinhas em torno dele e deixe secar à luz da lua também. Enquanto trabalha, vá repetindo o seguinte encantamento:

"Carne, mármore, flor,
Em ti, eu creio,
Vênus, deusa do amor."

Use esse espelho sempre que estiver se arrumando para sair, pensando em uma nova conquista, e repita o encantamento.

Feitiço de amor


Esta magia é excepcionalemente poderosa para se conquistar alguém em especial, mas deve ser feita sempre com boas inteções.

Ingredientes necessários:

* 1 corda
* 7 velas da mesma cor ( a escolher)
* 7 rosas vermelhas
* 1 cálice com mel
* 1 fio de cabelo da pessoa amada
* 1 maçã
* 1 fita da mesma cor das velas

Modo de fazer:

Numa noite de sexta-feira de Lua cheia, pegue a corda e nela dê 7 nós, sendo que o último deverá servir para unir as duas pontas. Para cada nó, repita o Encantamento de Afrodite ( no fim do post).
Coloque a corda encantada no chão, em forma de círculo, e posicione as 7 velas no interior do círculo, sendo que cada vela deve corresponder a um nó na corda. Todas as velas deverão ser da mesma cor. Escolha segundo a sua necessidade:

* Velas cor-de-rosa: se você ama a pessoa;
* Velas vermelhas: Se você está apaixonado pela pessoa;
* Velas verdes: Se você quer que a pessoa volte pra você;

Espalhe as rosas vermelhas pelo interior do círculo e dentro dele coloque o cálice com mel, sendo que no mel você deve colocar o fio de cabelo da pessoa amada ( pode substituir por qualquer objeto da pessoa, se precisar).
Acenda uma vela de cada vez, começando pela que está junto ao primeiro nó, repetindo o Encantamento de Afrodite. Faça a seguinte invocação:

"Pelos poderes do três vezes três, enfeitiço-te, X ( dizer o nome da pessoa),
Invocando para este círculo todas as forças poderosas que não prejudicam ninguém.
Quero que o seu coração seja só meu e que seu amor seja tão maravilhoso como o meu por você. Que você não consiga se conter quando atado pelo círculo inquebrantável dos sete nós."

Pegue a maçã e corte-a ao meio. Guarde o fio do cabelo (ou pertence) da pessoa amada dentro dela e feche-a com com fita, dando sete nós e repetindo o encantamento de Afrodite ( e completando a força do três vezes três).
  Enterre as maçãs e as rosas, jogue o mel em água corrente, deixe as 7 velas queimarem até o fim e guarde a corda como um amuleto. Se desejar desfazer o feitiço, desamarre os sete nós da corda.


Encantamento de Afrodite


"Afrodite, realce os meus encantos como se fossem os teus
para tornar-me o vinho da embriaguez de X ( dizer o nome)
para tornar-me fonte única de cura para sua sede
Que eu possa me tornar o guia do seu coração
E que me seja devolvida a taça, para que ele (a) venha me procurar."   

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Duendes levados

Estes seres demonstram capacidade de atrapalhar o sono das pessoas, molestar moças, provocar pesadelos e mal- estar físico. No Brasil, existe a lenda dos Aneros. Acredita-se  que esses seres pertubariam o repouso dos viajantes e provocariam neles desorientação.
  Os Barabahen, na Itália também são fontes de sonhos bizarros e inquietantes.
  O Batibal, nas Filipinas, inibe a respiração de quem dorme.
O Calcarot se sentaria sobre o peito das pessoas que dormem, atrapalhando-lhes o sono. Um comportamento parecido é aquele do Carchett, na Suíça, que na maioria das vezes provocaria sonhos angústiantes, roubando as cobertas dos infelizes que escolhe para atormentar.
 Outra característica desses seres mitológicos é seu interesse por mulheres jovens.
Os Cauzietti, anões peludos com aproximadamente 20 cm de altura, adoram aterrorizar as moças, roubando-lhes seus bordados. Já os Fajetti, da Calábria, Itália, invadem as casas dos camponeses durante à noite e se divertem ao provocar uma ensurdecedora bagunça. Às vezes, escondem as coisas e iportunam jovens ( sempre mulheres ). Os Follat entram embaixo das saias das moças para espiar suas pernas. E o Gambastorta ( que significa pernas tortas ) esconde objetos, faz tilintar os vidros das casas e desloca as telhas.  Este interesse particular dos duendes por mulheres jovens poderia estar relacionado à herança sexual dos seres humanos e, de maneira específica, pelo sexo feminino.
  Na região Norte da Itália existe a muito séculos a crença na existência de uma criatura em forma de fada que seria uma mistura de duende e elfo. Essa criatura é chamada Zampa di Gal ( perna de Gal ) e era comum que se colocásse na entrada do Vale de Gênova e esperasse a passagem de jovens mulheres para seduzi-las. Outros duendes semelhantes, residentes nos Alpes, seduziriam as belas jovens fazendo-as desaparecer para, logo em seguida, brincarem de procurá-las. Este é um fenômeno que não tem nada de divertido, cuja interpretação pode esconder raptos.
   Na cidade de Reggi, Calábria, acreditava-se que o Fuddettu passasse o seu tempo brincando com as crianças que dormiam, colocando-as em posições muito estranhas.
  O L'Omino della Rena ( homenzinho da rena ) é outro duende que faz as crianças dormirem, porém com um artifício pouco agradável:  lança em seus olhos um pouco de areia, forçando-as a fechá-los.
Na Italia, existe também a lenda do Omino del sonno ( homenzinho do sono ) , que é um ser que se comporta exatamente como o citado anteriormente, porém também invadindo as casas através das paredes de portas fechadas. Os Salvanelli, igualmente italianos, hipnotizam suas vítimas para induzi-las a praticar atos estranhos e impensados. Possuem uma enorme cabeça, mãos e pés disformes e sua altura é de pouco mais de um metro.  Os Salvanelli, ao contrário, possuem aproximadamente 75 cm de altura, uma estrutura corporal muito fina e magra, e se divertem assustando o gado, invadindo as casas dos camponeses para aterrorizar as crianças na hora de dormir e, finalmente à noite, pertubando os viajantes.
 O Grogach possui as dimensões de uma criança, cabeça grande e corpo flexível, devido à falta da coluna vertebral. O Wichetlein, um anão minerador da região de Piemonte, na Itália, possui um corpo delicado, com pernas pouco desenvolvidas e uma cabeça pontiaguda sobre a qual um chapéu negro.
  Vogghee Lino, com 30 cm de altura, é um duende de aspecto agradável,mas quase totalmente calvo.
 Os Salvani são feios e deformados e à noite se agitam intensamente impedindo o sono dos camponeses.
Os Sangmanelli possui aproximadamente 60 cm de altura, formação corpórea muito magra e uma coloração padissima e quase espectral. Estes duendes também se agitam na zona rural durante à noite, fazendo sinistras brincadeiras com pobres peregrinos que por ventura estiveram de passagem por lá.
 Conta-se que os Shaquos raptam meninos e meninas deixando em seu lugar um duende decrépito e idoso.
   Os Serval, do Nordeste da Itália, desejam assemelhar-se ao homem e, conta a lenda que freqüentemente trocam suas crianças recém-nascidas pelas humanas. Já nas lendas do Leste da Rússia aparece a figura do Cattivora, um gênio maléfico com olhos hipnóticos e mãos dotadas de longas unhas pontiagudas, adaptadas para agarrar crianças. Acredita-se também que, dentro de algumas cavernas, habitem perigosas criaturas que saem durante a noite para raptar crianças perdidas, a fim de devorá-las. Na região de Tentro, também ao Norte da Itália, conta-se a história de um duende que tem a faculdade de provocar vertigens e visões nos seres que se aproximam da gruta onde habita. Aprisiona qualquer um que ouse pisar sobre a sua pegada e, em alguns casos, rouba a alma das pessoas.
  Antigamente se cogitava que sendo um povo em extinção, as fadas procurassem reproduzir-se juntando-se aos seres humanos. Porém, na falta de representantes masculinos disponíveis, subistituiam as crianças sadias e belas pelas suas, doentes. Ainda não é o claro o motivo pelo qual os antigos acreditavam que as fadas estavam por extinguir-se. Entretanto, é interessante notar o fato de que, para muitos raptados, era relatado a necessidade urgente desses seres cruzarem a sua raça com a humanidade, a fim de eliminar a fraquesa genética existentes em seus genes. Para entender um pouco melhor sobre as  fadas e seus raptos, leia a postagem " Fadas que raptam crianças" no meu blog: adancadasfadas.blogspot.com.br. Ou então visite o blog Gnomos Levados & Duendes travessos para conhecer melhor essas criaturinhas.
  Outra fábula digna de nota é aquela que narra a história dos anões-gigantes, seres que em uma noite raptaram a filha de um rico camponês, colocando em seu lugar uma criatura de sua espécie. No dia seguinte, os pais da garota não conseguiam explicar como, de uma hora pra outra, a pele da menina havia ficado cinza e seus olhos negros, quase como carbono. Após vários anos, a estranha criatura que havia crecido de maneira selvagem era capaz de ações maquiavélicas,desaparecera para sempre.

sábado, 15 de setembro de 2012

Morrigan

Morrigan(terror ou rainha fantasma), também descrita Mórrígan (grande rainha), Aka Morrigu, Mórríghean, Mór-Ríogain) é uma figura da mitologia irlandesa (céltica) que aparenta ser uma divindade, embora não seja referida como deusa nos textos antigos. Representada comumente como uma figura terrível, nas glosas dos manuscritos medievais irlandeses como uma equivalente a Alecto- uma das fúrias na mitologia grega . De fato, um dos textos refere-se a Lamia como "Um monstro de formas femininas, uma Morrigan"- ou ainda como o demônio hebreu Lilith.   Associada com a guerra e a morte no campo de batalha, algumas vezes é anunciada com a visão de um corvo sobre carcaças,( premonição de destruição) ou mesmo com vacas. Considerada uma divindade da guerra, comparável às Valquírias da mitologia germânica, embora sua associação com o gado bovino permita também uma ligação com a fertilidade e o corpo . É com freqüência vista como uma divindade trinitária, embora as associações desta tríade variem: a mais freqüente dá-se de Morrigan com Badb e Macha- embora algumas vezes incluem-se Nemain, Fea, Anann e outras. As mais antigas narrativas de Morrigan estão nas histórias do "Ciclo do Ulster" ,onde ela tem uma relação ambígua com Cúchulainn. No Táin Bó Regamna (invasão do gado em Regamain), ele a desafia sem compreender o que ela é, quando ela guia uma novilha por seu território, tornando-se seu inimigo. Ela profere uma série de ameaças, predizendo finalmente uma batalha próxima onde será morto. Ela diz enigmaticamente: " Eu vigio sua morte". No Táin Bó Culaienge a Rainha Medb de Connacht comanda uma invasão ao Ulster para roubar o touro Donn Cuailng. Morrigan surge ao touro em forma de corvo, e o previne para fugir. Cúchulainn defende o Ulster, travando num vau dum rio uma série de combates contra os campeões de Medb. Entre os combates,Morrigan lhe surge, com aparência de uma bela moça,oferendo-lhe seu amor e auxílio na batalha-mas ele a rejeita. Como vingança, ela interfere em seu próximo combate, primeiro assumindo a forma de uma serpente, fazendo-o tropeçar; depois, com a forma de um lobo, provocando um estouro da boiada,e finalmente como uma novilha que conduz o rebanho em fuga-tal como havia  ameaçado em seu primeiro encontro. Cúchulainn é ferido por cada uma das formas que ela assume,mas, apesar disto,consegue derrotar seus oponentes. Ao final, ela reaparece-lhe, como uma velha que trata-lhe os ferimentos causados por suas formas animais, enquanto ordenha uma vaca. Ela oferece a ele três copos de leite. Ele a abençoa por cada um deles, e suas feridas são curadas. Numa das versões sobre o conto da morte de Cúchulainn, falando como ele enfrenta seus inimigos, diz-se que este se encontra com Morrigan como uma velha que lava sua armadura ensangüentada à margem do rio-Um presságio de morte. Depois, mortalmente ferido, Cúchulainn amarra-se a uma pedra com suas próprias entranhas, para assim poder morrer em pé... Somente quando um corvo sobre seu ombro é que os inimigos acreditaram que ele estava morto.  Morrigan também aparece em textos do chamado"Ciclo Mitológico"celta. Na compilação pseudo-histórica Lebor Gabália Érenn, do século XLL, ela está listada entre os Thuada Dé Danann, como uma das filhas de Ernmas, neta de Nuada. Morrigan é freqüentemente considerada como uma deusa trina, mas a sua suposta natureza tripla é ambígua e inconsistente. Às vezes, surge como uma das três irmas, as filhas de Ernmas: Morrigan, Badb e Macha. Por vezes a trindade consiste em Badb,Macha e Nemainn- coletivamente conhecidas como Morrigan ou , no plural, como as Morrigans. Ocasionalmente Fea ou Anu também surgem, em várias combinações. Morrigan,porém, muitas vezes aparece só, e seu nome por vezes é transmutado para Badb,sem a terceira "Forma mencionada". Morrigan é usualmente tida como  "deusa guerreira : W.M.Hennessey,em sua obra A Antiga deusa irlandesa da guerra,escrita em 1.870,foi influênciado por esta interpretação. O seu papel envolve freqüentemente a morte violenta de determinado guerreiro,ao tempo em que é sugerida uma ligação com a Banshee ( espécie de fada) do folclore posterior. Está ligação torna-se mais evidente no livro de Patricia Lysaght (The Banshee: The Irish death messenger-Banshee; A mensageira irlandesa da morte- pag.15). "Em certas áreas da Irlanda encontra-se este ser fantástico que,  além do nome feérico, também é chamada de Badb.    Imaginem uma mulher alta, cabelos castanhos escuros longos até a cintura que serviam de uma espécie de "capa" sobre os ombros,olhos penetrantes tão negros quanto a noite, pele branca quase translúcida e corpo de músculos bem delineados que não deixavam de revelar encantos femininos sem par e fazer qualquer um nos prazeres carnais que ela poderia oferecer. Agora, não se deixem enganar por sua bela aparência, pois de trás dela há uma guerreira implacável, caçadora das mais hábeis,mestra no manuseio de qualquer arma e invencível no combate por sua força descomunal e invulnerabilidade. Aliás, em qualquer batalha, seja entre deuses e mortais, lá estava ela liderando tropas com um grito de guerra tão alto, quanto o de dez mil homens e plenamente armada até os dentes onde se destacava em sua indumentárea de combate as duas lanças da mais pura prata que carregava nas mãos ( quando lançadas capazes de partir ao meio o avanço de um exercito inimigo e destroçar em pedaços  quem estivesse mais próximo). Ela também tinha poderes mágicos como o de cegar os inimigosjogando sobre o campo de batalha uma névoa penetrante como também dotada do dom de mudar de forma humana para a de um corvo carniceiro, lobo ou mesmo de uma anciã de aparência bem inocente. Conhecendo bem tanto o poder curativo das ervas e raízes quanto a maneira de usá-las como um veneno mortal. esta ,em pocas palavras é a destruição de morrigan. Ao seu lado seguindo-a para todo lado como um séquito de uma rainha, haviam as suas não menos importantes irmãs: Fea ( chamada de a Odiosa), Nemon ( conhecida também popularmente como a venenosa), Badb (atendendo pelo apelido sugestivo de a Fúria) e Macha.  Nemon e Fea eram ambas esposas do famoso Nuada da mão de prata, um dos reis dos Thuatha de Danann( povo da deusa Dana) que em combate em Sreng dos Fir Bolgs ( antigos habitantes da Irlanda e tribo aliada dos Fomorianos) teve a mão decepada e depois substituida por uma mão de prata feita através das incriveis habilidades de Diancecht ( deus gaélico da medicina) até ser restituida por Miach e Airmid (filhos de Diancecht) ; em poder, se comparavam juntas a força de Morrigan.  Macha regia os pilares nos quais eram empaladas as cabeças dos guerreiros mortos em combate para qual eram feitos pelos celtas o culto da cabeça na ideia de ser assim capaz de capturar o espírito do inimigo. Diziam que Macha vivia a cantar nos campos de batalhas, com uma voz bela e magnética que tinha o poder de enfeitiçar os inimigos e levá-los a loucura a ponto de cometerem o suicidio. Por sua vez, Badb vinha com suas irmãs para animar os combatentes dos quais estavam ao seu lado na batalha para assim inspirá-los para ficarem cada vez mais ferozes, afastando o medo da morte, do coração e o receio da derrota. Era individualmente a irmã mais próxima no contato com Morrigan, atuando como sua conselheira e confidente, Curiosamente A Grande Rainha, sempre vitóriosa no combate, acabou pelo amor não correspondido de Cúchulainn, sendo atingida de uma forma mais dolorosa do qualquer ferimento obtido em batalha. assim, ironicamente, o amor foi a arma que finalmente derrotou a invencível Morrigan.  Morrigan assumiu ao longo do tempo caracteristicas mais que tipicamente vampirescas na qualidade de "Rainha Fantasma" ou "Rainha dos mortos-vivos", só que ao contrário do famoso Drácula que virava morcego, tinha o poder de se transformar em um lobo ou corvo antes de atacar suas vítimas,  Crê-se que Morgana como personagrm nas lendas Arturianas, considerada uma vilã em algumas versões e aliada de Arthur em outras, seja em verdade inspirada em Morrigan. Estudiosos sustentam que Macha era uma divindade de culto nativo na Irlanda bem antes da chegada dos celtas na região, sendo venerada nos templos de Emain Macha em Ulster. Outros pesquisadores equiparam Macha à deusa asiática MAcha Alla ou Machalth (Senhora da vida e da morte) bem como a deusa hindu Durga. As irmãs de Morrigan, deusas originalmente, foram posteriormente equiparadas com as Parcas dos mitos gregos, indo em busca das almas errantes, principalmente nos campos de batalha, sendo chamadas assim de "Banshees".

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Deusa Dana


 " A Mãe celeste,  que dança na espiral das serpentes das estrelas, é a fonte de onde nasceu aquele povo antigo, que trouxe o druidismos a terra da esmeralda, seu nome Dana, significa bailarina brilhante," Cathbad.
  Segundo a lenda, Dana nasceu em uma clã de dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, sacerdotisa da clã.
   Foi ela quem sonhou com uma barca carregando seu povo pelos mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.
    Dana, também conhecida como Danu, é a maior deusa da mitologia celta. Seu nome " Dan " significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equiparam-na à deusa Anu.
    Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela quem garantia a segurança material,a proteção, e a justiça. Danu ou  Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, ou Buanann, de acordo com o lugar do seu culto.
  O " Anuário da grande mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz simpátia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.
    Os descendentes de Dana e seu consorte Bilé ( Beli ) eram conhecidos como os Thuatha de Dannan ( povo da deusa Dana ), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.
   O nome " Dana " é derivado da palavra céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no vale do Danúbio, que a civilização celta se desenvoleu. A ligação celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. " Os filhos de Danu", ou " Os filhos de Don". Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Ariarhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.
  Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é " Terra molhada " e a mais poética, " Água do céu".
     Seu símbolo mágico é um bastão. Seu personagem foi cristianizado na figura de santa Ana, mãe da virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antigs divindade indo-européia. Também é conhecida na India, com o nome de " Ana Purna" e em Roma toma o nome de " Ana Perenna."
 É bem verdade que a associação das deusas à rios e mares não é estranha a tradição celta. A covicção de que o mar e a água deram origem à toda vida, sobrevive em nossos próprios tempos. Mas nossa Danu teve um reflexo oposto, se Danu é representante das forças divinas da luz, então Donmu representa o frio, a escuridão e o medo das profundidades desconhecidas do Oceano. Donmu também é uma mãe, e a fecundadora dos Fomóire, a tribo antiga de adversários que tentaram tomar o controle da lei da ordem dos Thuatha de Dannan , de forma que o Caos pudesse reger a Terra. O nome " Donmu" significa " terra" e é derivado do céltico dubno. O sentido da Etimologia é profundo ou " que estende a abaixo". Até mesmo o nome dos Fomóire significa " debaixo do mar". Estes Fomóire representavam as forças da natureza selvagem, eles são ingovernáveis e anda necessários ao eqüilibrio da vida na Terra.


Ritual para saúde da deusa Dana:



Escolha um local reservado em sua casa, para fazer este ritual, se for ao ar livre melhor ainda. Primeiro você deve arrumar seu altrar-ritual, que pode ser redondo simbolizando a Deusa, quadrado ( simbolizando os quatro elementos) ou relangular, mas fundamentalmente deve conter a representação dos quatro elementos, junto aos respectivos pontos cardeais. Use um incenso, uma vela, um copo com água e um cristal para representar os elementos. Ponha também no altar um amuleto ( pode ser uma pulseira, corrente, chaveiro, etc. ) a ser consagrado para saúde, que deverá ser mergulhado dentro de um óleo (  pode ser essência de sândalos).

Invocação:

" Dana, nossa deusa amada
Cujos cabelos acenam ao vento
Coloridos como sóis brilhantes
Cuja veste se faz oceanos
Mãe divina dos Thuatha de Dannan
e das Terras ocidentais
traga-nos sua alegria
Traga-nos a boa saúde
Desperta em nós a beleza
da natureza que é seu véu."

Neste momento, retire seu amuleto do óleo e passe-o sobre o fogo da vela, a fumaça do incenso e borrife água sobre ele, colocando em seguida, de volta ao recipiente onde se encontrava anteriormente. Deixe-o no altar por três dias. No término deste tempo, lave-o com água corrente e use-o de preferência junto ao corpo.
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