domingo, 8 de julho de 2012

Ártemis


"Eu sou a estrela que brilha na escuridão e no crepúsculo.
Eu propicio a vida e dirijo o destino.
Embora eu seja conhecida sob muitos nomes,
a terra inteira me venera.
Eu sou a natureza, a beleza da terra.
Senhora de todos os elementos,
soberana de todas as coisas espirituais,
Rainha do céu e do inferno,
Rainha da morte e da imortalidade,
Eu sou a única manifestação
de todos os deuses e de todas as deusas.
Ouça minhas palavras e sinta o meu ser!
Não se esqueça de onde tu vens 
e para onde tu és chamado!
Tu deves saber que eu estou contigo e em ti,
que sou UNA contigo.
Assim, o espírito deve alcançar o
profundo mistério da vida;
assim, tua natureza divina,
a mais secreta, me envolve no
êxtase do infinito."



 Na Grécia, Ártemis ou Artemisa era deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça. Durante os períodos arcaico e clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo, mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia. Em Roma, era conhecida como Diana.


O mito:


Ao ficar grávida de Zeus, sua mãe sofreu a ira de Hera, esposa deste. Quando finalmente na ilha de Delos a receberam, Ilítia, filha de Hera e deusa dos partos, estava retida com a mãe no Olimpo. A ninfa Leto esperava gêmeos, e Ártemis, tendo sido a primeira a nascer, revelou os seus dotes de deusa dos nascimentos auxiliando no parto do seu irmão gêmeo, Apolo. Também é conhecida como Cíntia, devido ao seu local de nascimento, o monte Cinto.

Em algumas versões da história de Adônis, que foi uma adição, tardia à mitologia grega no período helenístico, Ártemis enviou um javali para matar Adônis como castigo por sua ostentação arrogante que ele era melhor caçador que ela. Alguns gregos diziam ver Ártemis como uma garota de doze anos andando entre suas ninfas.
  Em outras versões, Ártemis matou Adônis por vingança. Nos mitos, mais tarde, Adônis tinha sido relacionado como um dos favoritos de Vênus ou Afrodite, que foi responsável pela morte de Hipólito, que era o favorito de Ártemis. Portanto, Ártemis matou Adônis para vingar a morte de Hipólito.



Deusa da caça e da serena luz, Ártemis é a mais pura e casta das deusas, e como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas. Zeus, seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material ( seu irmão Apolo ganhou os mesmos presentes, só que de ouro). Todos eram obra de Hefesto, o deus do fogo e das forjas, que era um dos muitos filhos de Zeus, portanto também irmão de Ártemis. Zeus também lhe deu uma corte de ninfas, e fê-la rainha dos bosques. Como a luz prateada da lua, percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora. É representada, vestida de túnica, calçada de coturno, trajando aljava, um arco na mão e um cão ao seu lado. Outras vezes, ela aparece acompanhada de suas ninfas, tendo a fronte ornada de um crescente. Representam-na ainda: ora no banho, ora em atitude de repouso, recostada a um veado, acompanhada de dois cães; ora em um carro tirado por corças, trazendo sempre o seu arco e aljava cheia de flechas.
O absinto ( Ártemisia absinthium l.) era uma das plantas dedicadas à deusa.
O templo de Ártemis em Éfeso foi uma das sete maravilhas do mundo antigo.


Oração para Ártemis:


"Oh, Ártemis! Rainha de toda a vida, dama dos encantos e guardiã das regiões selvagens, escuta meu apelo! Que os teus poderes me auxiliem e me protejam! 
Oh, Ártemis! dama dos lagos, virgem caçadora, faz com que o arco de prata que tu portas projete sobre mim tua luz! Que com tua força, capaz tanto de punir quanto de curar, me acompanhe durante os dias obscuros que surjam! Dá-me a força! Dá-me a liberdade! Concede-me a luz!" 

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