sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tulpa


     Tulpa é uma entidade ou objeto que, segundo o budismo tibetano, pode ser criado unicamente pela força de vontade, envolvendo meditação, concentração e visualização intensas. Em outras palavras, a tulpa seria um pensamento tornado tão real pelo praticante que chegaria a assumir uma forma física, material. Em outras palavras, a fé tem o poder de mudar até mesmo a realidade.
   
    O livro “Magic and Mystery in Tibet”, de Alexandra David-Neel, fala sobre as experiência da escritora com Tulpas. Segundo Alexandra, a criação de um Tulpa trás consigo algumas consequências, pois depois de formada, esta criatura tem vontade própria, se desenvolve como qualquer indivíduo e pode ficar violenta e até mesmo matar o seu criador.
Segundo a crença tibetana, em grande parte dos casos, o Tulpa tende a desaparecer com a morte de seu criador, mas há relatos de algumas criaturas criadas com tanta vontade que acabam sobrevivendo.
  
Muitos acreditam que o conhecido “Bicho Papão", terror das criancinhas, seja na verdade um Tulpa, ou seja, uma criação inconsciente da criança quando está sozinha e assustada no escuro.
A existência de Tulpa também poderia explicar alguns relatos sobrenaturais, como fantasmas vistos em lugares abandonados, nos quais ouve alguma tragédia, monstros e o aparecimento de diversas criaturas sobrenaturais.
     Por isso, temos de ter muito cuidado com as coisas que imaginamos. Um exemplo de tulpa que tem aterrorizado muitas pessoas é o Sleendermam (Homem Alto). Sua lenda tem se espalhado como praga pela internet e pessoas sensíveis têm acreditado que a lenda realmente seja real. Graças ao seu medo, o Homem Alto têm se tornado físico e aterrorizado muitas pessoas que acreditam na lenda. Quando li a lenda, ri e me perguntei "Como as pessoas podem acreditar em um homem sem face, com braços de polvo?" . Então contei a lenda para o meu irmãozinho, para assustá-lo (eu sei! Isso é maldade!). E a luz do quarto acendeu sozinha! Levamos um baita susto, principalmente quando meu outro irmão entrou no quarto de repente! Mas o que me deu arrepios, foi que na lenda do Homem Alto, dizia que quando as luzes se apagavam ou acendiam sozinhas ou queimavam era um sinal de que o Homem Alto havia feito sua passagem para esse mundo. O pior foi que a luz do quarto queimou mesmo quando a acendi mais tarde. Minha mãe e eu nos sentimos muito enjôadas durante a noite (outro sinal de que o tal Homem Alto estava por perto). Eu achei aquilo muito esquisito e conversei com uma amiga a respeito. Ela me aconselhou a fazer com que meu irmãozinho deixásse de acreditar na lenda, já que aquilo tudo poderia estar acontecendo por causa dele, de sua crença no Homem Alto. Eu segui o conselho dela e convenci meu irmão a esquecer aquela lenda. Não importa se foi coincidência ou não a luz ter queimado naquela tarde, mas o que eu sei é que preferi não pagar para ver, afinal, muitas pessoas tem enlouquecido por causa dessa lenda.

   Se você criou um tulpa (eles podem assumir diversas formas, desde uma fadinha inofencível a um Sleendermam, devorador de criancinhas) e quer se livrar dele, pode tentar essa meditação simples.

Medite na tulpa que você criou para chamá-la para você. Isso pode levar muito tempo, dependendo de quão independente a tulpa se tornou. Faça isso num espaço escuro e calmo.

Imagine a tulpa dentro de um círculo branco diante de você. Isso pode encorajar a aparição da tulpa, dando-lhe um espaço específico para estar.

Concentre-se em reabsorver a tulpa na sua mente. Várias visualizações ajudam a fazer isso, tais como desmanchar a tulpa camada por camada, da mesma maneira que você a construiu; ou imaginar a tulpa como que se dissolvendo e se movendo para você um pouco de cada vez. A tulpa pode desaparecer na sua frente à medida que você visualiza este processo.
Mantenha a sessão meditativa pelo tempo em que se sentir confortável e saudável. Talvez você não consiga reabsorver a tulpa dentro da primeira sessão de meditação e seja preciso repetir o processo por várias sessões até se livrar completamente dela.


        Se você não conseguir reabsorver a tulpa com esforço concentrado, procure a ajuda de um monge budista ou de um perito espiritual experiente em formas de pensamento.

    Você também pode tentar visualizar a tulpa debandando e voltando a energia dela para o universo durante as sessões.
    Muitos acham que as tulpas morrerão no final das contas por conta própria, se lhes for negada energia na forma de crença por seus criadores e pelos que o cercam. Não acredite nela e ela cada vez ficará mais fraca, debandando por conta própria.
    As tulpas são formas de pensamento que tiram energia dos seus criadores para viver. Elas também podem ficar malevolentes em relação a seus criadores e demais pessoas por vontade própria.
    Sempre procure a ajuda de um perito espiritual qualificado quando lidar com formas de pensamento.

O que são formas-pensamento?


     Segundo a teosofia formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compor as características de acordo com a natureza do pensamento. Deste ponto de vista, encarnados e desencarnados podem criar formas-pensamento, com características boas ou ruins, positivas ou negativas. As formas-pensamento são supostamente criadas através da ação da mente sobre as energias mais sutis, criando formas que correspondem a natureza do pensamento gerado.


Pensamento abstrato



C. W. Leadbeater, em seu livro Compêndio de Teosofia descreve da seguinte forma:

"Quando um homem dirige o pensamento para um objeto concreto, uma caneta, uma casa, um livro ou uma paisagem, forma-se na parte superior de seu corpo mental uma pequena imagem do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos. Enquanto a pessoa mantiver fixo o pensamento sobre o objeto a imagem vai permanecer, e persiste mesmo algum tempo depois.

O tempo de duração desta imagem dependerá da intensidade e também da clareza do pensamento. Além disso, essa imagem é inteiramente real e poderá ser vista por aqueles que tenham desenvolvido suficientemente a visão de seu próprio corpo mental. Do mesmo modo como ocorre com os objetos, quando pensamos em um dos nossos semelhantes, criamos em nosso corpo mental o seu retrato miniaturizado.
Quando o nosso pensamento é puramente contemplativo e não encerra um determinado sentimento como a afeição, inveja ou a avareza, nem um determinado desejo, como por exemplo, o desejo de ver a pessoa em quem pensamos, o pensamento não possui energia suficiente para afetar sensivelmente essa pessoa."


Oceano de Pensamento?



"Cada pensamento produz uma forma. Quando visa uma outra pessoa, viaja em direção a essa. Se é um pensamento pessoal, permanece na vizinhança do pensador. Se não pertence nem a uma, nem a outra categoria, anda errante por um certo tempo e pouco a pouco de descarrega, se desfazendo no éter.

Cada um de nós deixa atrás de si por toda parte onde caminha, uma série de formas-pensamentos. Nas ruas flutuam quantidades inumeráveis. Caminhamos no meio deles.

Quando o homem momentaneamente faz o vácuo em sua mente, os pensamentos que lhe não pertencem o assaltam; em geral, porém, o impressionam fracamente. Algumas vezes, todavia, um pensamento surge e atrai a sua atenção de um modo particular. O homem comum se apodera-se dele e o considera como coisa própria, fortifica-o pela ação de sua própria força, e, por fim, o expele em estado de ir afetar outra pessoa. O homem não é responsável pelo pensamento que lhe atravessa a mente, porquanto pode não lhe pertencer. Porém, torna-se responsável quando se apodera de um pensamento e o fixa em si e depois o reenvia fortalecido."

Pensamento egoísta


"Os pensamentos egoístas de qualquer espécie vagueiam pela vizinhança daqueles que os emitem. O corpo mental da maior parte dos homens está envolto por eles, como por uma espécie de concha. Esta concha obscurece a visão mental e facilita a formação de preconceitos. Cada forma-pensamento é uma entidade temporária. Pode-se compará-la a uma bateria elétrica carregada, esperando a ocasião de fazer a descarga. Determina sempre no corpo mental que atinge, um número de vibrações igual à sua e faz nascer um pensamento idêntico. Portanto, se as partículas desse corpo já vibram com uma certa rapidez, em consequência de pensamentos de uma outra ordem, o pensamento que chega, espera a sua hora vagueando ao redor da pessoa visada até que o corpo mental dela esteja em suficiênte repouso para lhe permitir entrar. Então, descarrega-se e cessa instantaneamente de existir."

Pensamento pessoal


"O pensamento, quando é pessoal, atua inteiramente do mesmo modo em relação à pessoa que o engendrou e se descarrega sobre ela quando a ocasião se apresenta. Quando o pensamento é mau, a própria pessoa que o gerou pode considera-lo como obra de um demônio tentador, quando, de fato, essa pessoa é o seu próprio tentador. Em geral pode-se dizer que cada pensamento produz uma nova forma-pensamento. Porém, sob o império de certas circunstâncias e a repetição constante de um mesmo pensamento, em lugar de produzir uma nova forma, funde-se com a primeira forma-pensamento e a fortifica. De sorte que o assunto, através de continuada meditação gera, muitas vezes, uma forma-pensamento de um poder formidável. Quando é má, pode-se tornar maléfico e durar muitos anos. Formas-pensamento deste tipo possuem a aparência e os poderes de uma entidade realmente viva." Podem ser facilmente confundidas com outras entidades astrais, pois possuem uma forma e um movimento que lembra seres vivos.

Pensamento dos benfeitores


"Os tipos de pensamentos tratados acima são os que nascem da mente sem nenhuma premeditação.

Existem, porém, formas-pensamento elaboradas intencionalmente com o fim de auxiliar os outros. São peculiares aos benfeitores da humanidade. Pensamentos vigorosos, dirigidos inteligentemente, podem constituir um grande socorro para quem os recebe. São verdadeiros anjos da guarda; protegem contra a impureza, a irritabilidade, o medo."

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A feitiçaria e o livre arbítrio

    Feitiços servem para intervir no destino de forma mágica a nosso favor.
Na wicca, acreditamos que qualquer coisa seja boa ou ruim que você faça, um dia voltará para você, três vezes mais forte. Isso é um verdadeiro consolo para uma boa pessoa, desprovida de sentimentos mesquinhos e egoístas. E um verdadeiro tormento para pessoas incapazes de compreender que tudo o que fazemos nesse mundo não passa desapercebido pelos olhos dos deuses.
  Eu sei, por experiência própria, o quanto é triste amar alguém que não nos corresponde. Mas tente entender que todos nós temos o livre arbítrio e você deve respeitar a vontade de seu próximo, assim como ele deve respeitar a sua! Forçar alguém a ficar ao seu lado apenas porque VOCÊ quer, é egoísmo e você está desconsiderando a vontade de outra pessoa. Nosso destino é um completo mistério que apenas os deuses conhecem. Quando perdemos algo, encontramos coisa melhor depois. Tudo é aprendizagem. Os deuses querem que sejamos fortes e independentes e a única forma de fazer isso é através do sofrimento. O sofrimento fortalece mais as pessoas e as amadurece. E amar é sofrer! Se nunca sentissemos dor, nunca aprenderíamos nada! E como eu disse anteriormente, nossos destinos são um completo mistério. Imagine assim, Ana é apaixonada por Miguel. Mas Miguel já não a ama mais. Ana nem imagina, mas estava escrito em seu destino que logo após perder Miguel, ela viajaria com uma amiga e conheceria o verdadeiro amor de sua vida, sua alma gêmea. Mas Ana, como não conhecia seu destino, insistiu que era Miguel o grande amor de sua vida e o prendeu ao seu lado com magia. Resultado, Ana não ficou deprimida e por isso, não viajou com sua amiga e não conheceu sua alma gêmea.    Isso é o que acontece quando você altera seu destino. Nada acontece por acaso. Tudo tem um porquê. Uma vez, eu tive de mudar de casa quando faltava pouco tempo para terminar o ano letivo. Perdi aquele ano. E fiquei revoltada. Mas tempos depois, quando fui para uma nova escola, conheci Leticia e ela se tornou uma de minhas melhores amigas. Se eu não tivesse perdido um ano letivo, jamais teria me tornado amiga dela! Percebe o quanto tudo está tão ligado de uma forma ou de outra? As Parcas gregas sabem bem como escrever nossas histórias. Portanto, não devemos ser tão dramáticos. Devemos nos perguntar, "o que o futuro pode ter reservado para mim?", antes de realizarmos uma magia, pois uma simples magia, muda todo o curso de uma história. Bem, agora que você já sabe disso, a escolha é sua. Está em suas mãos, seu destino, por sua própria conta e risco!
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