quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ciladas do demônio

     Não! Eu ainda não me converti, para a decepção dos crentes. Haha!
Mas se estou falando no demônio é porque ele existe e, não acreditar nele não significa que você está imune a ele. 
     O mal existe e fica à espreita, nos observando... Só esperando o momento certo para entrar em nossas casas, em nossas mentes e posteriormente em nossos corpos.
    Ao contrário do que a igreja prega, o demônio não tem medo dos crentes. Pelo contrário, ele se diverte com a fé cega deles e, dessa forma, consegue corromper muitas pessoas do chamado Rebanho De Deus. Ora, não temos visto várias pessoas que se comportam como verdadeiros santos quando na Casa De Deus e como verdadeiros demônios quando fora da Casa De Deus? Esses são os hipócritas! Conheci e conheço várias pessoas assim e sinto total desprezo por elas, porque elas não apenas são descaradas, mas zombam de Deus. E o pior é que essas mesmas pessoas são as primeiras a atirar pedras nos outros.
       Para você que está conhecendo a magia como ela verdadeiramente é, agora, precisa saber que nesse meio há três tipos de pessoas e cada uma te leva a um caminho diferente;
1- Há pessoas bem intencionadas que compartilham todo o seu conhecimento com os outros pelo bem maior da humanidade, A Evolução.
2- Há pessoas com segundas intenções que mascaram seus feitiços para envolvê-lo numa teia sombria e assim, impedir sua evolução pessoal.
3- Há pessoas que não levam nada a sério, mas fingem que levam por causa da fama e/ou dinheiro.

      Você deve ter cuidado com o segundo tipo de pessoa, mas principalmente com o terceiro. Tudo bem que não há nada de errado em querer ganhar uns trocados pelo seu tempo investido em estudos e dedicação a blogs, sites e livros. Mas você deve ser consciente! Não pode entregar uma faca para todo mundo, porque, mesmo a maioria guardando a faca na cozinha (metaforicamente falando), sempre terá um doido que tentará se cortar ou cortar os outros. Aí, você pode argumentar; "Que nada! Todos são grandinhos e só leva o dedo à tomada quem quer sentir o choque"; mas não é bem assim! Nem todo mundo tem juízo na cabeça. Alguns levam tudo na brincadeira. Especialmente, quando VOCÊ que os ensina leva tudo na brincadeira. Pense nisso! Você não quer ser responsável pela desgraça dos outros ou quer?


      O que me levou a escrever esse post foram alguns vídeos que vi no You Tube. Esses vídeos ensinam formas de se invocar o diabo e outras criaturas malignas. Você, certamente já deve ter visto algum desses vídeos. São supostas "brincadeiras" ou "desafios". A princípio, esses vídeos parecem inofensivos (e alguns são), mas não são. No popular Jogo Dos Espelhos, pede-se que o "jogador" fique entre quatro (quatro é o número correspondente aos 'quatro' elementais que são Terra, Ar, Água e Fogo) espelhos (espelhos servem como portais, especialmente, para entidades demoníacas e há muita crendice sobre isso) e acenda uma ou mais velas (imagino que isso varie conforme a vertente que o transmite) diante dos espelhos. Para quem não sabe, por si só, o ato de acender uma vela em frente ao espelho atrai o gênio contrário (o diabo, Elementais Sombrios e mesmo espíritos de mortos). Isso porque o espelho é um portal e a vela seria uma "chave" que abre esse portal.
         As pessoas tem por costume, desde tempos remotos, acender velas para os espíritos dos mortos. A vela seria mais que uma luz que iluminaria sua escuridão, seria como um "alimento" para seu espírito, ou uma "bateria energética". Resumindo, seria como sua chance de atravessar para esse mundo. Se você assistiu os filmes de Insidious (no Brasil, sob o título de Sobrenatural), já deve ter percebido que mexer com espíritos pode ser complicado e que quando você chama um, todos os outros te ouvem. Abrir um portal só de zoação é perigoso porque sua energia não estará vibrando em sentimentos positivos e elevados, o que quer dizer que espíritos ruins encontrarão aí uma brecha para atravessarem para esse mundo. 
      Jogos do copo, do compasso ou mesmo o Tabuleiro Ouija são inofensivos.... Até você ser idiota o bastante para acender uma vela, e se for no lugar certo e na hora certa... As coisas podem fugir de seu controle. Acredite! Eu nunca quis pagar para ver porque muita gente que fez isso apenas para matar a curiosidade se deu muito mal. Não vou citar exemplos aqui porque não tem necessidade. Você mesmo pode pesquisar mais a respeito e tirar suas próprias conclusões. Mas cuidado com esses jogos!
       É recomendável ter sinos em seu quarto, e se forem de ferro ou banhados em água benta ou de ferro melhor ainda. Coloque os sinos, preferencialmente em um local que não bata vento. Dessa forma, quando qualquer espírito estiver por perto, os sinos tocarão e você saberá o que fazer. Se os sinos forem "benzidos" os maus espíritos se afastarão assim que o ouvirem tocar. Fique atento a hora em que seus sinos tocam... Espíritos, geralmente, aparecem num único horário. Fadas tendem a aparecer ao amanhecer, elfos ao entardecer e outros seres, à noite. Nem todos os seres que aparecem a noite são maus. Bem, a maioria... Mas... se você não procurar o mal, ele não vai te encontrar.
       Outra boa dica, é cobrir os espelho à noite ou se manter afastado deles. Tudo isso para afastar espíritos malignos. Outra coisa, deixe sempre a janela fechada (tem gente maluca como aqui em casa que acha que só porque tem um cachorro está protegido) porque deixá-la aberta é tomado como um convite aos Elementais como elfos, duendes e fadas sombrias. E estes são como aqueles sem tetos que uma vez que entram em sua casa não saem mais.

      Brinca comigo?


      Outra cilada é o Esconde-esconde Solitário, em que você faz um pequeno ritual invocatório, apaga todas as luzes  de sua casa e brinca de esconde-esconde com uma boneca. Seria tolo se você não invocasse um espírito antes, né?!
      A boneca, assim como o espelho também está envolta em mistérios. 
  Enquanto alguns afirmam que, por ter a aparência humana, a boneca serve como um receptáculo para os espíritos, outros afirmam que o espírito apenas se apega a ela como algo que ele usa para armazenar uma parte de sua energia. Nesse caso, ela seria uma ponte entre os planos espiritual e físico. Destruir essa ponte não é uma boa ideia, pois não apenas causaria a ira dos espíritos, mas os libertaria (mesmo que temporariamente). Estando livre do que o prendia a esse mundo, ele pode possuir a pessoa mais propensa a possessão que estiver por perto. O que eu não duvido que ele o faça porque durante o tempo em que alguém o contatou, ele com certeza teve tempo para se ligar a essa pessoa de alguma forma. Como todos os espíritos maliciosos fazem.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O que as bruxas me ensinaram

     Há algum tempo atrás, eu estava arrasada e me sentia uma tola, amaldiçoada e sentia que minha vida era um completo fracasso e que tudo o que eu fazia dava terrivelmente errado... Especialmente, quando eu tentava fazer a coisa certa. Eu só queria me esconder de tudo e todos e chorar, então, adormecer e não acordar tão cedo. Eu só queria que a dor passasse, mas ela não passava de jeito nenhum. E eu me perguntava "por que"? Por que a dor não passava? Por que eu me sentia tão estúpida? Por que eu não conseguia levantar a cabeça e seguir em frente? 
      Mesmo chorando e sangrando, eu continuava sorrindo... Tentando ser forte. Tentando acreditar que eu era forte!
      Meus amigos perceberam e tentaram me consolar. Eu disse que ficaria bem, que sobreviveria. Até que uma garota que conheci, há um ano, se não me engano, me chamou no chat do Face. Eu gostaria de escrever o nome dela aqui, mas não sei se ela gostaria disso e não quero aborrecê-la. Por isso vou me referir a ela, usando apenas a inicial de seu nome, "G".
      "G" é uma bruxa de verdade, com dons muito especiais. Algumas pessoas nascem assim, outras tem de estudar MUITO para algum dia, chegar a esse nível. "G" nasceu assim. E, em poucos minutos falando comigo, ela conseguiu tocar minha alma como ninguém, até então, havia tocado. Era mágico a forma como ela me descrevia - como se me conhece há anos e fosse minha mais fiel confidente -, me aconselhava e tudo o mais. Ela é tão sábia para a sua idade. Tão poderosa.... Conseguiu me enviar energia mesmo a distância, através da "Tecnomagia" (arte e ciência de mesclar magia e tecnologia). Me senti renovada ao falar com ela, a bruxa que tão gentilmente e sem pedir nada em troca me doou sua energia e seu afeto.
     Ela conseguiu me deixar como uma completa tola, sem palavras! E tudo o que achava que sabia, de repente não fazia sentido ou era pouco perto do que ela me ensinava. Foi algo indescritível. Foi mais ou menos como encontrar e conversar com um anjo e tentar relatar essa experiência mágica tentando mostrar através das palavras o quão mágico esse momento foi. É impossível, eu sei! Mas eu precisava, de alguma forma, compartilhar isso com vocês.
        Desenvolvi uma estranha "ligação" com "G" (se é que posso chamar assim) e, tenho sentido a presença dela em momentos em que mais preciso de apoio ou conselhos. Inclusive, me peguei algumas vezes, dizendo:
- Boa noite, "G". - Antes de dormir.
     Ela sentiu isso, por incrível que pareça!
Certo dia, estava no jardim e olhei para a janela do quarto e vi uma mulher alta demais me olhando de volta. Era mais uma imagem borrada que qualquer coisa. Eu me assustei a princípio, mas me lembrei das palavras de "G", que se eu visse uma mulher alta nos próximos dias, seria ela. Então, sorri e disse:
- Oi, "G".
     Senti como se meus poderes - que eu lutava para manter adormecidos - despertassem com força total e vi, senti e ouvi coisas inacreditáveis, numa intensidade surreal. Por isso, "G" ganhou meu respeito e minha admiração pra sempre.
     Perto dela, eu sou apenas uma menina brincando de ser feiticeira!
  
 
      "G" me disse (não exatamente com essas palavras) que nossos dons, por mais assustadores que sejam, nos fazem ser quem realmente somos. E que sem eles, restaria um vazio que não poderia ser preenchido. E, que mesmo ela sofrendo por ser uma necromante, ela se sentia bem assim, no fim das contas. Pode parecer confuso e sem sentido à primeira vista, mas se você olhar direito, vai entender o que essas palavras significam. É como um teaser de American Horror History - Freak Show. Parece uma coisa, mas é outra. Tudo bem, se não entender. Eu entendo!
        Percebi que, ao invés de ser corajosa como "G", eu passei minha vida toda tentando negar quem eu realmente sou e tudo o que posso fazer por medo de ser diferente. Eu não pedi para ver, ouvir ou sentir essas coisas... Eu só queria ser uma garota normal, cujas preocupações são espinhas e paqueras. Mas não sou assim e é hora de tentar aceitar isso. Embora, seja difícil, eu confesso! Nos últimos meses, pedi a deusa Hécate que retirasse meus poderes e tentei ao máximo me afastar da magia porque estava cansada, porque queria que as pessoas gostassem de mim não pelo fato de me verem como uma Bonnie, mas como uma garota normal. Foi muito difícil não me valer de magia em certas ocasiões, mas por outro lado, foi bom porque eu passei por muita coisa e senti-me tentada a destruir todos os que me magoaram. Eu sou meio como o Stefan Salvatore, anoto os nomes das pessoas que me fizeram mal em um caderninho (não é um Death Note, ou algo do tipo, eu juro!) e nos momentos mais obscuros, eu fico imaginando o que de mal eu poderia fazer a essas pessoas.... Torturá-las... Atormentá-las... Enlouquecê-las... Matá-las? Eu imagino tanta coisa, mas sempre ouço o meu anjo da guarda soprar em meu ouvido:
    "Perdoe eles".
 Eu sempre mando ele se catar, mas sempre o ouço. Afinal, ele sabe das coisas! 
     Haviam três pessoas na minha listinha de desafetos, mas agora há quatro.
  Só a deusa sabe o quanto desejei fazer mal a essas pessoas, todas as vezes em que folheei o grimório da minha mãe, mas minha avó fez algo que me fez pensar melhor sobre meus atos e se valia mesmo a pena me vingar ao invés de perdoar. Primeiro, ela fez uma magia contra a minha prima. A deixando muito doente com uma paralisia que os médicos não sabiam a causa, mas eu sabia! Minha avó se irritou com minha prima quando a foi visitar e a cumprimentou. Minha prima não respondeu (ela tem esse costume escroto de ignorar os outros, às vezes, e inclusive, foi por isso, que briguei com ela) e minha avó se irritou. Quando viu minha doente, se arrependeu e quis desmanchar o que fizera. Mas sua magia é negra e ela não pode fazer o bem nem querendo. Restou a mim, fazer um ritual a deusa Dana para que ela curasse minha prima. Dois dias depois, ela saiu do hospital e voltou para a casa. Minha prima não sabe que eu fiz o ritual, mas tudo bem. Mesmo que ela nunca saiba, eu sempre vou protegê-la. Não importa o quanto a gente brigue, porque eu a amo.
      Na semana passada, minha avó veio aqui em casa, nos visitar e um dos meus três irmãos ( o qual eu não me dou bem), cometeu o mesmo erro que minha prima e ignorou minha avó. Isso foi o bastante para ela rogar uma praga nele. Um dia depois que ela partiu, ele ficou com dois furuncos num lugar que... Nossa! O impede de se sentar direito. Teve de andar de pernas abertas e sangrava muito. Nojento e assustador!
       Estou assustada com os poderes de minha avó. Ultimamente, eles aumentaram assustadoramente e ela não precisa mais de velas ou poções. Basta sua palavra! 
    Ela ainda me pediu para eu entregar minha listinha a ela que ela cuidaria das pessoas que estavam nela, por mim. Mas eu achei melhor não! Mesmo odiando certos filhos da mãe, eu pensei em seus parentes que não tem nada a ver com a história ou com o mal que eles me causaram. Refleti muito e percebi que não quero ser como a minha avó, que sinto medo dela e meço cada palavra que dirijo a ela, para não zangá-la. Isso é terrível demais!
      Prefiro me inspirar em "G"  e ser uma boa pessoa e usar meus dons para ajudar e não prejudicar os outros.
     O bom dessas minhas experiências é que eu comprovei duas coisas muito importantes; a primeira é que a magia negra tem um alto preço e uma vez que você a lance, não pode voltar atrás. Pensem... Ninguém na minha família é do tipo que vai a igreja e faz boas ações, então, se eu não fosse uma wicca, o que seria de minha prima? A garota teria continuado sofrendo com um mal que ninguém entendia o que era ou como tratar? 
      A segunda coisa é que, eu tenho uma missão e não devo ignorá-la. Eu devo fazer o que as deusas esperam que eu faça e não continuar fugindo de quem sou e o que devo e posso fazer. 
     A magia negra corrompe a alma humana e uma vez que você mergulha nela de cabeça, dificilmente há volta! Afinal, para que jogar limpo se você pode e sabe trapacear? Para que perdoar se você humilhar? É esse pensamento que obscurece as almas de muitas pessoas que conheço. Não posso salvar minha avó, porque já é tarde demais para ela, mas minha mãe eu tenho salvado há tempos, mesmo sem ela saber e vou continuar salvando-a e salvando a mim mesma porque eu escolho o caminho da luz. Escolho ser uma wicca!

domingo, 19 de abril de 2015

Obrigada, Deus.


   Não sou mais como antes...
Não sou mais como ontem ou anteontem.
Eu sempre fui uma garotinha melancólica e solitária, é verdade. Mas, ao menos, eu tinha vontade de viver. E, hoje perco essa vontade a cada dia porque, todas as pessoas que conheci, todas as pessoas que permiti que entrassem em minha vida, levaram um pedaço de mim e só deixaram dor, rancor e desamor. Elas lutaram para me conquistar e eu lutei com todas as minhas forças para não me entregar a elas... Mas elas sempre foram mais fortes que eu e, como sempre, eu perdi! O que acontece quando elas ganham? Riem de mim e me deixam em cacos no chão. Eu junto esses cacos e os colo lentamente... Mas sabe, nunca fica igual. Sempre ficam as marcas que me lembram que eu caí...
    E todos me acham fraca demais e me dizem para parar de agir como uma criança mimada. Levantar-me e seguir em frente. Quem dera fosse fácil assim! Não é! Nunca é! E cada vez fica pior.
    A morte não é uma opção, então, eu só queria deixar de sentir. Só queria me importar menos. Mas não se isso é possível!
    Meus "amigos" - se é que posso chamá-los assim - não podem fazer nada por mim. E, às vezes, eu acho que, mesmo que pudessem, eu não permitiria porque não quero me apegar a eles e ter de chorar por eles quando eles me deixarem.
    Houve uma época em que eu tinha tanta atenção voltada a mim que surtei. Simplesmente não aguentei mais tanta gente dependendo de mim, chorando por mim (eu achava isso tão engraçado, mas veja como o jogo virou) e me desejando.
       Eu me sentia importante demais e só queria ser normal. Só queria não ser a garota mais bonita da sala ou a nerd que os professores sempre citavam como exemplo, ou a filha perfeita ou a melhor amiga ou a babá que as crianças adoravam. Eu queria lutar pelas coisas e consegui-las como qualquer pessoa. Eu sei que isso soa idiota, mas era o que eu, uma garota de 12 anos desejava. Eu era só uma criança! Não queria trocar minhas bonecas por namorados nem o conforto de meu lar por uma aventura, como as outras garotas que se completavam 13 e 14 anos faziam. Então, eu implorei a Deus que queria ficar sozinha. Sem tanta atenção e sem amigos. Sem nada. Só com minha família.
        No momento em que fazia essa prece, senti uma voz em meu interior, perguntar se eu tinha certeza do que queria, se aquilo realmente me faria bem. Eu ignorei aquela vozinha metida a moralista e disse que tinha certeza, e de que não importava o quanto eu implorasse depois, que Deus deveria me deixar sozinha, sem amores, sem amigos, sem nada. Porque tudo o que eu desejava era a paz! Porque eu não queria amar alguém e perdê-lo como minha mãe perdeu meu pai quando ele morreu; porque eu não queria me tornar uma adulta chata e responsável que só pensava em trabalhar e viver sua vidinha medíocre. Eu queria mais que aquilo! Eu merecia mais que aquilo. Afinal, ninguém merece terminar como uma bruxa velha e amargurada que se vinga de tudo e todos só porque sua vida foi um lixo! Eu queria ser diferente da minha mãe, da minha avó e das minhas tias.
        O tempo passou depressa, e eu me esqueci do que havia pedido a Deus. No entanto, ele não se esqueceu. E assim como eu pedi a ele, ele me afastou de tudo e de todos. A solidão me enlouqueceu e eu passei tanto tempo trancada num quarto com apenas música, bonecas e livros que me esqueci de como era bom segurar a mão de alguém, ter alguém para rir de suas piadas ou mesmo alguém para te abraçar. Eu idealizava um mundo perfeito onde eu fosse amada, respeitada e compreendida. Isso causou minha ruína e despertou coisas que nunca deveriam ter sido despertadas. O bom disso, é que, de certa forma, eu tenho a doce ilusão de que não estou sozinha. O lado ruim é que quando eu abro meus olhos, meu mundo volta a ser descolorido.
    E como se não fosse o bastante, eu consegui ferrar mesmo o meu mundo de fantasias e vivo em conflito interior.
     Eu queria fugir, mas não se pode fugir de si mesmo. Não se pode ser outra pessoa, mesmo querendo.
    Se eu pudesse voltar no tempo, eu teria mudado meu desejo; teria pedido a Deus para aprender a ser mais sociável e lidar com todas as pessoas que tanto me amavam.
     Dizem que não se pode viver de passado, mas o que fazer quando tudo o que fizemos ontem reflete hoje e colhemos o que plantamos? Acha que é fazer uma análise profunda, ver onde se errou e não cometer os mesmos erros. Tá bom. Eu sei que ainda vou me machucar muito tentando colher rosas sem me ferir com seus espinhos, mas vou continuar tentando, até meu último suspiro.
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